quarta-feira, setembro 20, 2006

A Corrupção e outros Mitos Urbanos



Lá está, no Melhor dos Mundos, a melhor das democracias. E na Melhor das Democracias, a melhor das corrupções.
No entanto, esta notícia pode ser mais tortuosa do que parece à primeira vista. Pode ser que os FBIs andem a investigar toda a corrupção, que é imensa (mas constitui tradição nacional lá do sítio, way of life); ou pode ser que andem a inventariar especialmente a "corrupção dos Democratas" (já de si , lendária), de modo a esquadrinhar e pescar "fios de chantagem" com que manipulá-los durante as votações. Especialmente agora (e daí a lufa-lufa), em vésperas de eleições para o Congresso, com as sondagens a vaticinarem um descalabro republicano. A primeira hipótese, sinceramente, parece-me um bocado inverosímel.
Procurar corrupção nos Estados Unidos deve ser como garimpar sardinhas num cardume, ou moscas numa esterqueira. Quer dizer, a dificuldade -a pouca que existe - não é descobri-la: é seleccioná-la.
Exagero? Sem dúvida. Tanto quanto a Mafia ser um mito urbano.

17 comentários:

ab disse...

Este post não nos traz muitas novidades.
Nada que já não se soubesse e/ou desconfiasse.

O catano é que nunca vi um post neste tão iconoclasta blog a zurzir nos beneméritos (e filantropos) que proliferam nas 'atoalhadas' (e por isso beatíssimas) latitudes.

dragão disse...

Caro ab (it is you, Lecrec!),
vai desculpar-me a franqueza, mas o amigo é daqueles que defende que devemos ir para a taberna zurzir na honra da mulher dos outros, enquanto fazemos tempo para que o merceeiro, o padeiro, o leiteiro, o banqueiro, etc, nos papem a nossa, em nossa casa, como forma de liquidação das facturas e manutenção da "fachada"?
Veja lá! É que eu conheço uns quantos por aí num grande e permanente basqueiro!
Já viu que coisa mais sórdida: um cabrão profissional a dar roda de puta à muher alheia?!...:O)

ab disse...
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ab disse...
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ab disse...

O seu comentário não soluciona a "questão".
Ou bem que "comem" todos, ou então....

ab disse...

Acrescento ainda que a reflexão sobre os "nossos" defeitos (por demais evidentes) não deve toldar a visão perante algo que, durante muitos séculos, sempre provou ser-nos completamente estranho e absolutamente antagónico.


A mais repugnante cobardia e a mais escandalosa ignorância/cegueira (suicidárias!) andam à solta em algumas pobres cabecinhas por essa Europa fora.
Seria cómico (se não fosse trágico) ver o espectáculo dado por esses acocorados e rastejantes humanistóides melosos e radicalmente incultos e mais os respectivos "compagnons de route" da intelectualidade portátil, oportunista, sumamente hipócrita a "apimbalhadamente" lamechas.

Só escrevo estas coisas porque sei que não é esse o seu caso e porque, para variar...

Recomendo-lhe este magnífico post do BOS

dragão disse...

Caro Leclerc,
Não misture a Europa com os Estados Unidos. Cada vez mais, temos interesses antagónicos.
Foi a expensas da Europa que os Américas se tornaram o proxeneta mór do reino. Até se aliaram ao Staline, paizinho dos povos,ou estou a mentir?
A Alemanha, mesmo com aquela cambada de doidos, tinha feito a paz muito antes, se não lhe impusessem a rendição incondicional. Porque aos beneméritos lhes dava jeito arrasar completamente a Alemanha, trabalho inacabado desde a 1ª Guerra. O que foi consumado sem dó nem piedade. E doou ao Staline a metade oriental do nosso estimado continente. Depois os Américas, de mão dada com os soviéticos e em perfeito "neo-tordesilhianismo" (apesar das tricas para boi dormir) não descansaram enquanto não consumaram a tese de Lenine, que consistia em acabar com os impérios coloniais europeias (Lenine - e, depois dele, Mao- teorizavam "contornar, isolar e arruinar a Europa pela perda de África e da Ásia"). Já não falando em quem forjou a "revolução de Outubro"...
E agora há o Euro... a maior ameaça global ao Dólar. Vosselência, vê tudo sob o caleidoscópio das ideologias e gasta a vida a patrulhar a esquerda, numa espécie de atracção mórbida. Às tantas, dir-se-ia que pensa por contraposição, isto é, vai ver primeiro o que eles pensam e depois pensa ao contrário. Considera que eles são o mal, pelo que nos antípodas, necessariamente, estará o bem. É um método pouco recomendável, se bem que extremamente popular nestes nossos dias.
Até porque a crítica da esquerda, sobretudo da esquerda modernaça, cumpre o objectivo de credibilizar aquilo que critica.
A execração deles, se reparar bem, redunda nos mesmos efeitos práticos que a sua apologia. No fundo, por outros caminhos mais tortuosos, são seus aliados. Laboram para o mesmo bonequeiro. :O)

Pois é claro que a função dessa esquerda é minar a Europa, mas nisso, não estão sózinhos: têm a companhia frenética do seu gémeo "liberal" e anglofilo.

ab disse...
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ab disse...

"Foi a expensas da Europa..."

Foi a expensas não da Europa em abstracto mas sim da estupidez suicidária e da cegueira dos líderes europeus, atolados em velhas rivalidades e ódiozinhos de estimação (em alguns casos seculares).
Nada de novo num continente habituado a séculos de guerras em que diferentes povos se chacinaram copiosamente por causa de meia dúzia de m2 ou de interpretações bíblicas.
(felizmente que o tempo sempre foi sobrando para outras coisas e para o brotar de novas ideias)

"Até se aliaram ao Staline, paizinho dos povos,ou estou a mentir?"

Os EUA são um país que amiude comete erros e, mais grave, insiste nos erros.
They never learn!
Quantas 'amizades' fizeram para combater terceiros e depois esses mesmos 'amigos'....

Não se olvide no entato do tremendo erro militar da Alemanha, ao deitar tudo a perder com a desastrosa Operação Barbarossa.
Bastava olhar para o mapa e ter o mínimo sentido do ridículo.
De qualquer maneira, o desencadear dessa operação militar (condenada ao fracasso à partida, dado o adversário e à vastidão colossal do território do mesmo) foi a prova definitiva de que as hierarquias militares são coisa para se respeitar e que não é aconselhável ter um cabo a chefiar um exército.

" Já não falando em quem forjou a "revolução de Outubro"..."

Entre outros estará, certamente, a referir-se a vital apoio que foi prestado a tão estimável revolução pela incontornável Alemanha que, corria o ano de 1917, não hesitou um em dar algum dinheiro a um senhor de nome Vladimir Ilitch Ulianov e, não contentes com isso, ainda lhe providenciaram um combóio 'privativo' a fim de que o promissor revolucionário se dirigisse à Rússia e, uma vez lá chegado, derrubasse o Governo Provisório de Kerensky com a condição de retirar a Rússia da guerra e poupar aos alemães a maçada da frente oriental.
O benemérito 'agreement' foi brilhantemente concluído em Brest-Litovsk.

"em perfeito "neo-tordesilhianismo""

Nada de muito inovador.
Assim a modos que um 'upgrade' de 23 de Agosto de 1939, portanto.... :o))

"E agora há o Euro... a maior ameaça global ao Dólar."

Pois há, mas não seja tão crente na saúde da economia europeia.
A coisa não anda muito famosa.
Vai andado!!..vai andando!!
(a cotação "alta" do Euro traz alguns problemas)


"...isolar e arruinar a Europa pela perda de África e da Ásia."

Não o sabia de simpatias "colonialistas"!!
Ora esta!!
:))
(mas compreendo-o e, de certa forma....)

Esquerda vs. Direita?!
Passo.
O facto de eu reagir com desagrado em relação à esquerda não me "atira", forçosamente, para os "braços" da Direita.
E, já agora, qual Direita?

no entanto:

"...vai ver primeiro o que eles pensam e depois pensa ao contrário."

Se reparar faz algum sentido, embora não em termos absolutos.
De contrário, se invalidássemos esta postura por completo, a divisão Direita vs. Esquerda seria completamente destituída de sentido.

Poderia, por caridade, explicar-me o que vem a ser isso de "interesses da Europa".
Ora esta!

Não trate a Europa como se esta fosse uma unidade política.
Não é.
A UE nem sequer chega a ser uma federação (e ainda bem), quanto mais um "país"!
Os membros da UE (quase) nunca se conseguem por de acordo sobre o que quer que seja. Para aprovar um simples orçamente veem-se à rasca, coitados, quanto mais uma unidade de "interesses" estratégicos.
Pelo contrário, o que verificamos é uma constante divisão e uma multiplicidade de interesses (por vezes antagónicos) que reflectem ainda as fracturas resultantes de 20 séculos de constantes conflitos.
As fracturas, se bem que atenuadas, ainda lá estão.
A situação de desconcertante sectarismo que ainda se vive no Ulster serve de "recordação" de um passado tumultuoso não muito distante.

A Europa enquanto bloco unitário político não me parece coisa que exista.

dragão disse...

Pois, a Comunidade Europeia não existe, o Euro não existe, o Parlamento Europeu não existe.
Uma coisa é não apreciarmos. Outra é não lhe convir, por causa da lavagem cerebral. Outra é a realidade.
Quanto ao resto,está errado quanto ao lenine; e está errado quantoà barbarrosa. A Barbarrosa, a partir de certa altura, tornou-se uma fatalidade. O petróleo alemão estava na Roménia, o Staline estava a acumular exércitos junto à fronteira romena, você, no lugar do Adolfo Maluco, fazia o quê?
Bem, fazia o que costuma fazer com os seus amigos aqui do blogocómio: dava gritos, arrepelava os cabelos, chamava nomes ao Zézinho dos Povos, chingava-lhe a ideologia, clamava aos americanos que o fossem bombardear urgentemente!...
Patético.

ab disse...
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ab disse...
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ab disse...

"...a Comunidade Europeia não existe, o Euro não existe, o Parlamento Europeu não existe."

Tudo isso existe (e tudo isso às vezes é triste) mas não refuta o que eu escrevi, ou seja, que embora todas essas coisas sejam realidade, a Europa, enquanto bloco, não tem força nenhuma e encontra-se amiúde extremamante dividida por interesses antagónicos.
Também não refuta (como podia!?) que a economia da Europa (entendida como UE) está longe de ser assim tãããão saudável e tão poderosa como isso.
Os 'raquíticos' crescimentos e o elevado desemprego estão aí como prova.

Ai estou errado quanto a um (houve mais, note-se) dos 'sponsors' de Lenin?!
Ai estou?!?!?!?
Então diga lá porquê.

Quanto à operação Barbarossa, apenas lhe digo o óbvio: o Staline tinha tantas forças em prontidão (mas tantas), que os alemães num primeiro momento avançaram rápidamente, tal a surpresa do ataque e estado de despreparação das forças russas.
A guerra contra o "untermensch" (noção muito do agrado de Hitler, Himmler e Rosenberg) eslavo destinava-se à conquista territorial (lebensraum) e tinha ainda a bizarra argumentação de 'cruzada anti-comunista' (curioso argumento vindo de um regime neo-pagão e que contou como 'carne para canhão' com muitos tontos úteis que julgavam estar mesmo numa "cruzada", coitados), ou seja, uma cruzada contra os "colegas" de Agosto de 39, com os quais andaram a brincar ao "tordesilhianismo".

(será que o Dragão, sempre tão humanitário e pronto a zurzir a torto e a direito nas atrocidades cometidas por alguns, sabe em que consistia o "Generalplan Ost"?!)

Os Aliados podem ser uns hipócritas e ter os "telhados de vidro", mas não são com certeza os "outros" (ou melhor, os seus actuais encomiastas) que podem "atirar pedras".

É certo que os alemães tentaram por a "coisa" como uma "guerra preventiva" mas (e desde quando é que é "condescendente" com "guerras preventivas"?), de qualquer modo, qualquer eventual necessidade não invalida o erro estratégico da operação em si (ninguém derruba a Rússia, NINGUÉM!...e outros o tinham tentarado, como o Bonaparte)) e os erros militares acumulados ao longo dela.

"... o que costuma fazer com os seus amigos aqui do blogocómio: dava gritos, arrepelava os cabelos, chamava nomes ao Zézinho dos Povos, chingava-lhe a ideologia, clamava aos americanos que o fossem bombardear urgentemente!.."

E o Dragão faz O QUÊ????...para além de "gritar", "arrepelar os cabelos", "chamar nomes" a meio mundo, "chingar" o outro meio mundo e "clamar" não se sabe bem pelo quê??
Tenha santa paciência!
O Dragão não é diferente de qualquer outro no "blogocómio".

"Patético."

Não o sabia meu panegirista!
Agradeço.

dragão disse...

Vamos lá a ver: eu não lhe chamei patético a si, que não conheço de lado nenhum. "Patético" referia-se à sua postura usual, que, por um qualquer desporto que a mim me transcende mas a si lhe parece dar um grande prazer, é tal qual descrevi. A não ser que exerça e rasteje mentalmente por penitência, fazendo da blogosfera o seu Santuário de Peregrinação, o que duvido.
No resto, eu, quando tiver tempo, vou estudar um pouco para estar ao seu nível de argumentação nestes domínios: vou pedir a alguém que me empreste uma colecção completa das "Selecções do reader's digest". Isso e, claro está, detalhe ainda mais imprescindível, uma boa lavagem ao cérebro.
Até lá, agradeço que não venha para aqui confundir-me e humilhar-me com os seus vastos conhecimentos.
Eu depois aviso, quando já estiver à altura.

ab disse...
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ab disse...

Já reparei que não aprecia quem ousa (que atrevimento) discordar de si (que, por esse simples facto, é logo destituído de cérebro e outros fenómenos do género) e que não aprecia quem não se prostrar em 'adoração', tão habituado está a panegiristas nestas caixinhas de comentários.
Lamento.
Tenha paciência mas não me prostro perante si (o que faz de mim, automáticamente, um acéfalo e blá, blá, blá....).
Nem perante si nem perante ninguém.
Se não me prosto perante Deus, era só o que me faltava prostrar-me perante os homens, sejam eles quem forem (abro uma excepção para mulheres, mas só algumas).

Se não gosta do mínimo contraditório,se despreza e desdenha (do alto do que parece ser uma tremenda arrogância) quem se atreve a pensar de maneira diferente ou quem tem diferentes opiniões e ousa sugerir ou apresentar factos que colidem com as suas 'vacas sagradas...problema seu.
Se é feliz assim, pois então seja feliz assim.

Esteja tranquilo, pois doravante deixarei as caixas de comentários do seu blogue (que, pelos vistos, são só para o 'Amén') completamente livres para os panegiristas, as 'ovelhinhas' e os 'engraxadores' que tanto parecem ser do seu agrado.

dragão disse...

Não arme em vítima. Agora picou-se. Arma em flor de estufa. Você vem para aqui com o seu wrestling por correspondência, apanha uns golpes e desata a chorar que não quer brincar mais, que eu sou um este e um aquele, que não admito o contraditório, etc, etc. Isso desgosta-me. Acredite. Nem imagina como me preocupa.
Agora é baixinho da sua parte vilipendiar as outras pessoas que, eventualmente, aqui arribem. denota mau carácter, cavilesa de espírito e é típico de garoto co'a birra. Se quer menoscabar alguém, estou cá eu, mas não esteja à espera de miminhos e complacências. Estou-me cagando para florilégios e esgrimas de salão. É cadeirada pelos cornos abaixo à mínima frescura!
Tem topete para vir aqui armar ao contraditório, não tem? Então aguente-se à bronca.
Estimo-o como leitor deste blogue, contraditor desastrado, terrorista suicida que invariavelmente aqui se vem fazer explodir recheado dum colete de argumentos do Luís Delgado, melga de plantão e, em modo ou tempo algum, sugeri que aqui não metesse mais os calcantes. Apenas lhe roguei que não me confundisse e humilhasse mais com a vastidão dos seus conhecimentos na matéria em causa.