segunda-feira, novembro 28, 2016

No País das Maravrilhas



Entretanto, vão sendo lançadas lebres. Cada qual a mais aliciesca. Nos United Slaves of America, quero eu dizer.
Parece que vão recontar  os votos. A seguir vão recontar os eleitores. Mais adiante vão recontar os estados (sólido, líquido, gasoso e vicioso). Por fim, vão recontar a história.
Doutra banda, vem a revelação de rabo na boca: afinal foram ácaros russos que cozinharam os resultados em favor do Donald.  É o próprio Snowden que o revela de fonte fidedisney.
Garantido está apenas o desenlace culminante: debalde a rainha de copas procurará cabeças para cortar. A imunidade é geral. Darwin foi às urtigas, mais o surripianço ao Lamarck: nestes tempo já não é a função que faz o órgão: é a disfunção que, sobremaneira, o erradica.*

* O que também não deixa de ser verdade, apenas certifica a primeira lei do Jean-Baptiste.


domingo, novembro 27, 2016

Do Polónio à falta de Arsénico

Lembram-se do caso Litvinenko?

Estávamos em 2006 e toda a suja tranquibérnia serviu para tentar alvejar o vil Vladimiro (nessa altura já a cair «na desgraça dos anglo-toinos).
Na altura acompanhei o circo e podeis recapitular aqui as peripécias:
1. Goldfather, Goldfinger ou Goldfá(r)bula?...
2.  Sushi's ready
3.  Um rasto desagradável

Vem isto a propósito dum novo desenvolvimento na novela. Neste último episódio, mais um dramático desenlace:
«Matthew Puncher, from Drayton, who discovered the amount of polonium found inside murdered Russian spy Alexander Litvinenko, was found dead in his home in May with wounds from two kitchen knives.»
A teoria oficial: suicidou-se. De que modo inventivo: crivando-se de facadas até à morte. Não tinha arsênico lá em casa e entrou em desespero alucinante. Faz lembrar aquele tipo em África, nos anos 80, que também se suicidou com dois tiros nas costas, São muito manhosos estes suicidas desenfreados.

quarta-feira, novembro 23, 2016

O 25 de Nevoembro (reposição do postal de 2012)









«O Thermidor de Novembro trouxe de volta os brandos costumes; a extrema-esquerda pagou algumas das contas; o PC ficou, mais discreto, mas onde estava; Ramalho eanes foi o Bonaparte de um Mário Soares girondino, que simbolizaria mais que ninguém, a transição e a III República; Cavaco Silva veio depois desta história (a que já não pertence), para arrumar as contas e os cantos à casa. E foi ficando até Janeiro de 1995...»

- Jaime Nogueira Pinto, "O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril" (Prefácio à 2ª edição)

O PREC durou enquanto tinha que durar. E o 25 de Novembro aconteceu, tarde, mas quando tinha que acontecer. O PC, a troco da impunidade negociada pelo não obstaculizar os acontecimentos, pode retirar-se para uma plácida aposentação parlamentar. Afinal, a sua missão estava concluída. Desde 11 de Novembro que já não havia mais motivo para agitação, efervescência, nem tumultos. Pois;  fora declarada a independência de Angola.
Os "brandos costumes", como diz, e bem, Jaime Nogueira Pinto, regressaram de facto. A extrema-esquerda desmobilizou e aderiu à pastagem  nos partidos do "arco do poder". O PPD pôde largar o marxismo. O PS tratou de meter sossegadamente o socialismo na gaveta. E o intrépido  Eanes tratou de montar plantão a qualquer recaída, digamos assim, menos branda. Sá Carneiro e a espinha dorsal da AD foram pelos ares, curiosamente, no auge duma campanha em que apoiavam um candidato descentrado. Contra Eanes.
Chegou pois tarde demais, o 25 de Novembro, e terminou cedo demais. A ideia entre os "Comandos" não era exactamente assim tão branda.  Pouco tempo depois, Jaime Neves teve a recompensa pelo resgate nacinhal: a título de lhe imporem o curso de generais (subida honra que ele mandou enfiar num certo sítio ao então Garcia dos Santos, CEMGFA - e outra das figurinhas do brando presépio subsequente), foi afastado do comando do regimento perigoso e mandado para a prateleira, digo, reforma. O próprio Regimento de Comandos, antro suspeito e estacionário, foi também ele sendo vilipendiado e denegrido por toda a espécie de imprensa gaiteira, até à sua extinção nos anos 90.
E assim, todos, com a diluição europédica pelo meio, vivemos muito felizes e contentes até à bancarrota actual. A parede no fim do beco. Ou a luz do comboio ao fundo do túnel. É só escolher consoante a preferência for de índole mais estática ou dinâmica.

Ou pensavam que da árvore da traição frutificava o quê, cornucópias?  Bem, frutificar, até frutificam, mas não são para todos. É só para quem tem a agilidade e afoiteza de trepar.





PS: Dos Comandos, hoje e sempre, o que importa registar é que é a força militar mais condecorada em combate do exército português. E aquela que, em percentagem, mais sangue verteu em defesa da pátria. O resto é ruído. O regime que muito lhes deve sempre lhe pagou com a moeda dos traidores, dos ingratos e dos cobardes. A começar na própria corporação militar, passando pela classe pulhítica e terminando, com imundo destaque, na súcia jornalixeira e merdiática que sempre lhes devotou um ódio rasteiro, canino e ranhoso. Resquício dum tempo e duma grandeza que, para todos estes pigmeus morais, mentais e históricos, importa apagar e soterrar. Luso-avatar duma Esparta antiquíssima num tempo de decadência ateniense regurgitada e reciclada ad nausea.

terça-feira, novembro 22, 2016

Acrogamia e plutofacção



 Um artigo muito informativo sobre a ascensão académica do genro do Donald:

 É curioso que a Bruxa também tinha (e tem) um genro de idêntico quilate. O mito da endogamia judaica não passa disso mesmo, uma lenda. Na realidade, os tipos, como qualquer pato-bravo compulsivo que se preze, não casam é com pobretanas e pelintras. Pelo contrário, buscam (e praticam, sempre que a vítima se distrai) o endo-alpinismo (ou acrogamia, em termos eruditos) à força toda. Há ali como que um instinto parasita de insecto colectivo que se sobrepõe e determina a individualidade.  Terão os coitados sido incubados por alienígenas*? Às tantas, começo a achar que a teoria alucinada do Ildefonso Caguinchas até tem pernas para andar.


Por outro lado (na verdade, o mesmo), Harvard, como qualquer bordel de luxo, rege-se por uma "meritocracia" plutofacciente; ou seja, pagas, entras e f...azes; não pagas, não entras nem f...azes. Aliás, a metodologia está generalizada por esse mundo, com todos os seus filtros, destiladores e camuflagens. O nível actual das "elites ocidentais" atesta disso mesmo. E parece que a própria Igreja não escapou à epidemia.

*- Notem que quando digo "alienígenas" não me refiro necessariamente a seres dotados de inteligência ou planos conspirativos contra a nossa espécie. Pode ter sido, por exemplo, um insecto qualquer doutro planeta, turista involuntário por via meteórica, que picou e contagiou um qualquer ancestral abraamico. Daí, eventualmente, a  crónica e incurável antropofobia dos descendentes deste. 


domingo, novembro 20, 2016

Submarino ao fundo?

«Merkel admits Europe-US free trade deal is dead» 

Olha, que chatice!... Estou aqui lavado em lágrimas.  

Entretanto, atenção, papagaios de serviço! Alteração de meme: doravante, em vez de "conspiracy teoria", devem passar a gritar, estridentemente, "fake notícia".  A agência central já emitiu as novas directivas. E em relação aqui à casa, fica já o aviso: não serão mais aceites etiquetas e emplastros de arremesso com o "conspiraçãozinha da teoria" ultragasto. Actualizem-se na treta, sff. Continuarão a ser objecto da mesma incineração sumária, mas ao menos sempre ardem com aquele sentimento de upgrade cumprido (ou penso mudado, se quisermos entrar em detalhes íntimos).

quinta-feira, novembro 17, 2016

Fim de década alucinante

Uma projecção plausível do futuro, com o Trump das promessas, poderia antever uma III Guerra Mundial. Agora contra o IV Reich, e pelos mesmos Aliados principais. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia dum lado, a Alemanha ocupadora da Europa do outro. Uma diferença deveras significativa, aliás duas, poderiam ser resumidas a:
1) O IV Reich é o herdeiro da União Soviética;
2) Não será preciso dar tiros. Os Aliados limitar-se-ão a uma forma (merecida) de geo-bullyng.

Já agora, importa acrescentar, que o III Reich, com todos os seus defeitos e frenesins, foi, não obstante, de uma bravura incontestável. Ao contrário do IV, que é de uma mariquice e parvoíce assustadoras. Deve ser um dos resultados da mestiçagem ideológica.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Popelitismos e populismos

"Cuidado com a onda de populismo que vai fustigar a Europa!... Às armas, aos penicos, às video-câmaras!..."
Clama o cão, o gato e até o nosso Hipo-Costa. E profere isto, com ar solene, ao lado do primeiro Ministro espanhol, cacique do Partido Popular Espanhol, e membro da família política  dominante na União Europeia: o Partido Popular Europeu.

Ao mesmo trempo, o anão cabeçudo Rangel lança um alerta semelhante. Elenca mesmo os locais infectados: Bulgária, Húngria, Moldávia, republica Checa... todos contaminados de russofilias e putino-estipêndio. Anão, esse, que, recordo, é um dos vice-presidentes do tal Partido Popular Europeu.

Portanto, há um populismo que é bom, sofisticado, ultra-pasteurizado (um popelitismo, chamemos-lhe assim), e um populismo que é péssimo, imundo e odioso (odioso, porque atestado de ódios, sobretudo aquele que os "populistas" benignos e beneméritos com o dinheiro alheio -chamem-se eles socialistas, sociais-democratas ou democratas não sei quê, no que concerne, por exemplo, às questões da agenda globandalhista - lhe devotam e desferem a todas as horas e oportunidades).Quanto às diferenças, manifestas e comprovadas, entre ambos parece que se resumem a uma (todavia, capital): os populistas benignos, ou popelitistas, só exercem a demagogia em período eleitoral, como forma de sedução (uma vez eleitos, nada do que prometeram cumprem); Os populistas maus exercem a demagogia em período eleitoral (segundo os seus detractores) e, uma vez eleitos, executam grande parte do prometido. Ou seja, em bom rigor, os populistas maus são aqueles que, na verdade, não são populistas nem demagogos profissionais. A limite, e no pior dos casos, é o velho desprezo da indústria pelo artesanato, ou  do amor ao lucro pelo amor à arte.

Resta saber, e a ver vamos, que espécie de "populista" é, de facto, Donald Trump. Uma coisa é, desde já, certa: deixou-me curioso. 


terça-feira, novembro 15, 2016

Self-made-President

Entretanto, custa assim tanto a perceber (e a digerir) que algum dia a terra do self-made-man havia de gerar um self-made-president? Aproveitou a maré, surfou a oportunidade?... Mas não é aquela, por lenda e reputação, a land of opportunity (matriz do american dream)?
De tanto injectarem Escola de Chicago para a veia, lá como cá, na Europa, até se esqueceram do essencial: não é só a Terra que não pára quieta - os povos, mesmo soterrados sob toneladas ininterruptas de lixo e despejos (e também por isso), fermentam abalos.

domingo, novembro 13, 2016

Pública Retractação

Aposto que não sabiam, porque eu também não, mas existe a AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino. E não devem ser para brincadeiras. Por conseguinte, e na prudente antecipação de que me possam mover um processo judicial (com justíssima causa, reconheça-se) por difamação dos seus protegidos, ao ter  confundido um sabujo qualquer da blogosfera com um desses simpáticos e pacatos animais,  convoca-me o dever a esta pública retractação.

Assim, e porque acima de tudo dispenso problemas com o Correio da M..., digo, da Justiça, é meu dever  apresentar públicas e sinceras desculpas à insigne Associação, bem como a todos os seus eméritos e admiráveis protegidos, e jurar, sob palavra de honra, que não foi meu intuito, consciente  ou sequer velado, em modo ou tempo algum, menoscabar, envergonhar ou infamar  tão digna e ilustre agremiação. Um burro, além de asno, jerico e jeremias, pode até ser analfabeto e infonabo, mas não é necessariamente um mentecapto estúpido e analfabruto, com uma elevação moral ao nível dos saguins amestrados da Tristeza Guilherme e o sentido estético duma pescadinha de rabo na boca.

P'la Administração,

César Augusto Dragão

É só rir - III



Purple revolution, sob patrocínio do canibal Soros, pelas cidades americanas? Requentamento escantado dos sixties em modo pokemon? Nada que não se aguardasse. Mas entretanto um breve relance ao núcleo duro das tropas de choque do antropófago global:


«Trump wins: coloring-book and Play-Doh therapy for college kids.Wall Street Journal:

“Colleges try to comfort students upset by Trump victory…despair over Clinton’s loss prompts ‘cry-in’ at Cornell; Play-Doh for the distraught…Dozens of students at Cornell University gathered on a major campus thoroughfare for a ‘cry-in’ to mourn the results of the 2016 election Wednesday, with school staff providing tissues and hot chocolate.

”I can hear some low-level staffer at Cornell saying, “Let’s get out there, Millie. These kids are crying. They need tissues!

”PJ Media: “…the University of Kansas reminded students via social media of the therapy dogs available for comfort every other Wednesday…’People are frustrated, people are just really sad and shocked,’ said Trey Boynton, the director of multi-ethnic student affairs at the University of Michigan…There was a steady flow of students entering Ms. Boynton’s office Wednesday. They spent the day sprawled around the center, playing with Play-Doh and coloring in coloring books, as they sought comfort and distraction.

”Tufts, Cornell, the University of Michigan—schools for high-performing students. Or they were. I don’t know what they are now. Daycare centers for toddlers? Obviously, regression to an earlier stage of development is a mind-control op favored by these institutions. Maybe a Michigan alumnus with deep pockets could lay out some serious cash to build a giant dome shaped like a womb, where the kids could gather and curl up during cloudy days.

“You went to the U of Michigan? Great football school.”

“I wouldn’t know. I was in utero for four years.

”Perhaps this is a clue: “…a national survey by the American Institutes for Research (AIR)” has discovered that “[t]wenty percent of U.S. college students completing four-year degrees—and 30 percent of students earning two-year degrees…are unable to estimate if their car has enough gasoline to get to the next gas station or calculate the total cost of ordering office supplies…[or] compare ticket prices or calculate the cost of a sandwich and a salad from a menu.

”How do these geniuses graduate?

“Hold up ten fingers. Very good. Here’s your diploma.”

“What do I do now?”“Pay back your student loan.”

“I can’t tell how much I owe.”“Don’t worry. That’s probably a good thing.

”Arrested intellectual development goes hand in hand with arrested emotional development.

Agora confrontem isto com os depoimentos dos jovens entelejornalados, alardeando pirraças ruidosas, pelas ruas americanas, por causa da vitória de Trump. Na mosca, não é?  Aquilo de queimarem caixotes e partirem coisas, desenganem-se, não é violência: é mesmo acesso colérico de fedelhos mimados. Com um exército de enfraldados destes, o Soros não vai longe. Não tarda estão a pedir chupeta e colinho. Aliás, parece que é o medo de os perderem, à chupeta e ao colinho, que os transtorna e transporta ao anedótico e grotesco basqueiro.
Enfim, em curso, se tanto, toda uma  Dodot revolution contra o Trump mau.