sexta-feira, março 15, 2024

Metalógica Política

1.)  Esquerda mascarada de esquerda + Esquerda mascarada de direita = (Ch)arco da (des)governação

          (Ch)arco da (des)governação

2.)    -----------------------------------  = Democracia + Estado                  

                 Povo Português                                                                                     

3.) Democracia = {   }

4.) Democracia - 0 (zero) = 0 (zero)

5.) Povo Português x Democracia = O (zero), Esquerda

6.)  + Esquerda =  Portugal - Governo

7.) Orçamento de Estado : (Ch)arco da (des)governação = Povo Português x 0 (zero)

8.) Esquerda (ao quadrado) = Rectângulo



2 comentários:

Anónimo disse...

https://m.youtube.com/watch?time_continue=2&v=La8g6StOk5U&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2F&source_ve_path=Mjg2NjY&feature=emb_logo

Figueiredo disse...

A sua equação confirma aquilo que António de Oliveira Salazar disse, e com razão:

«...Teoricamente os partidos representam a agremiação de forças políticas que se constituíram à volta de sistemas de princípios doutrinários ou de conjuntos de interesses quer materiais quer morais, num e noutro caso para efectivação no governo. Teoricamente ainda - o doutor Mário de Figueiredo versará com a habitual profundeza este assunto - teoricamente ainda os programas partidários subentendem-se como conjuntos de soluções para problemas concretos nacionais. Isto quer dizer: o partido ao serviço da Nação. Sendo assim, conhecer-se-iam através da formação de partidos as correntes de ideias ou sentimentos que atravessam a alma da Nação, a força das suas aspirações, a importância das suas necessidades. Isto é a teoria.

Na prática verifica-se o seguinte: em numerosos países, e em Portugal sem dúvida, a noção, o espírito, a finalidade dos partidos corromperam-se e as agremiações partidárias converteram-se em clientelas, sucessiva ou conjuntamente alimentadas pelo Tesouro. Findo o período romântico, ou até antes disso, que se segue às revoluções ditas liberais do começo do século XIX e em que os debates parlamentares revelavam com erudição e eloquência preferência pelas grandes teses da filosofia política, a realização partidarista começou a envilecer-se. Duvido se alguma vez representou o que se esperava; desde os meados do século passado até 1926 - em monarquia e em república - a vida partidária tem seus altos e baixos, mas deixa de corresponder aos interesses políticos e distancia-se cada vez mais do interesse nacional. A fusão ou desagregação de partidos, as combinações políticas são fruto de conflitos e de paixões, compromissos entre facções concorrentes, mas nada têm que ver com o País e os seus problemas.

Aqui e além tenta-se regulamentar, moralizar, constitucionalizar a vida partidária. Tudo embalde. Um partido, vários partidos dispõem do poder - são governo; mas não se encontra, como poderia supor-se, relação concreta nem entre os actos de governo e os programas partidários nem entre os programas e as exigências da Nação. Nós chegámos aos últimos extremos na república parlamentar, com cinquenta e dois governos em menos de dezasseis anos de regime.

A única conclusão possível é que a forma partidária faliu, e de tal modo que apregoá-la como solução para o problema político português não oferece o mínimo de base experimental que permita admiti-la à discussão. Mas pode ir-se mais longe e invocar para contraprova a experiência de mais de vinte anos de política sem partidos, de política nacional simplesmente.

O espírito de partido corrompe ou desvirtua o poder, deforma a visão dos problemas de governo, sacrifica a ordem natural das soluções, sobrepõe-se ao interesse nacional, dificulta, senão impede completamente, a utilização dos valores nacionais para o bem comum. Este aspecto é para mim dos mais graves.

Vejo na minha frente os mais variados, numerosos e intrincados problemas. O ritmo que a vida nacional atingiu nos últimos anos multiplica-os quase ao infinito; a transformação e a crise do Mundo emprestam a muitas questões alto-grau de acuidade e delicadeza. «Todos não somos demais.» Como pensaríamos que bastariam alguns, quando a parte sã da Nação, os seus maiores valores intelectuais e morais já se verificou exuberantemente não estarem dispostos a imiscuir-se na balbúrdia partidária e a ideia dos «homens do partido» é por si exclusiva dos restantes? Só por esse aspecto a política de partidos seria contrária à unidade nacional. Mas já vi afirmado, já vi escrito, que é exactamente através da liberdade de organização partidária que melhor se garantirá essa unidade. Há pois diversas maneiras de ver as coisas; duvido se há mais de uma de as ver bem...»