sexta-feira, setembro 07, 2007

Testemunhas de Jeovu ou a Irmandade dos Arianos Kosher




Um grupo de Testemunhas de Jeovu decidiu tirar-se dos seus cuidados e vir ministrar-me uma série de conferências e prelecções, com o intuito de me esclarecerem devidamente dum certo número de coisas. Passo a listar a nata sintética das lições:

1. O Império e o colonialismo português são muito maus;

2. Toda a história de Portugal é um completo equívoco; nunca deveríamos ter incomodado outros povos. Em vez disso, deveríamos ter ficado aqui no rincão, a reproduzirmo-nos com toda a devoção e higiene, de modo a refinar a raça e a brunir os genes;

3. O 25 de Abril de 1974 foi excelente, o mal foi o que sucedeu a seguir; em vez de massajarem a estirpe e tratarem o sangue com um soluto de lixívia e leite de burra, os luso-aborígenes mais dados à empreitada desataram a importar pretos, brasileiros e outros alienígenas quase tão maus quanto o imperialismo e colonialismo português seu produtor;

4. A única coisa boa e fundamento do universo é a estirpe. Ariana, naturalmente. A solução de todos os nossos males passa por o país inteiro entrar numa Máquina do Tempo e recuar até ao tribalismo germânico, celta, vicking, ou qulquer outro seu equivalente;

5. As Testemunhas, por amor à Verdade, levam nos cornos dos pretos na Linha de Sintra;

6. O Guru Caturro da seita come patrioteiros como eu ao pequeno almoço;

7. Só o sangue salva.

Há mais lições preclaras mas não quero massacrar o leitor, transportando-o ao bocejo ciclópico, logo colmatado e calafetado de sono profundo. Fiquemo-nos por estas sete.

Ora bem, quanto à lição número 1, dispensava-se totalmente. Eu já sabia. E há muito tempo. Uns outros devotos religiosos - a igreja do actual pastor Jerónimo e os crentes de São Álvaro Cunhal e da Santa Ditadura do Proletariado -, logo no dia seguinte ao 25 de Abril, tinham-mo explicado com amplos detalhes, a mim e a toda a nação boquiaberta, em vésperas de se tornar nacinha. Suspeito que esta facção - das testemunhas de Jeovu -constitui uma dissidência do rebanho do pastor Jerónimo. Alguma pentelhice que os transportou ao cisma, calculo. Mas era desnecessária a lição, repito. Todos sabemos, à exuberância, que Camões foi um vate fascista, D.João II um traidor à estirpe, o Padre António Vieira um saloio incurável e D.Afonso Henriques um proto-colonialista nojento, além de fornicador sujo.

Também a lição número 2 não representou grande novidade. Era quase implícita à anterior. Um canil à beira mar plantado seria, de facto, uma solução fascinante, uma panaceia garantida. Tirando o efeito colateral, claro está, dos portugueseses passarem a ser o único povo que mijava de pata alçada contra o parede. E quando se cruzasseam na rua, civilmente, em vez de apertarem a mão, cheiravam o rabo uns aos outros. Mas como eram todos de boa estirpe, não fazia mal. Até outras familiaridades mais ousadas não seriam descabidas. Excepto o presidente da república, nas cerimónias oficiais, agarrado à perna do seu congénere estrangeiro.

Em relação à número três, também era do domínio público, constituindo mesmo dogma nacinhal das últimas três décadas. Nem podia ser de outro modo. O dia 25 foi excelente. Faz até lembrar aquele dia resplandecente e não menos primaveril que o menino da Casa Pia passou com aquele senhor muito bem posto, que o libertou dos muros, lhe comprou roupas e sorvetes, o levou a passear e lhe mostrou o mundo, dando-lhe palmadinhas nas costas. O desagradável foi quando chegou a noite...e apareceram todos aqueles senhores igualmente finos, amigos do primeiro, numa fila que nunca mais acabava. Todos juntos, em boa camaradagem, depois de lhe abrirem os horizontes, passaram a abrir-lhe outra coisa. E pior que isso tudo foram os ciúmes, as angústias que, a partir de certa altura, o menino começou a sentir pelos outros meninos - pretinhos, brasileiros e sabe-se lá que mais - que ocasionaram o desinteresse gradual dos senhores pelo nosso menino. "É batota! - choramingou - Eles dão o rabinho por menos e ainda me batem!"

Já a quinta lição, devo confessá-lo, deslumbrou-me. Voltar ao tempo dos vickings, naqueles belos drakkares, entusiasma-me. Mas preocupa-me também. Nós, portugueses, fundados por um germano (burguinhão), somos maus por termos imperializado e colonizado por esse mundo. Em vez de ficarmos no canil a reproduzir e a mimar a estirpe, só armámos sarrafuscas e desacatos. E não só contra árabes e escuros: contra outros arianos nossos amiguinhos também. No que os Vickings não nos ficaram atrás; ou os godos que espatifaram o Império Romano; ou enfim, todos os Indo-europeus que, desde a noite dos tempos, não têm feito outra coisa senão não estar quietos a cuidar da estirpe. Pelo contrário, invadem, pilham, escravizam, interferem, colonizam, descolonizam, recolonizam, imperializam o mais possível. É gente de má catadura. É a minha gente. Porrada e fornicanço é o nosso lema. Está-nos na massa do sangue. Como é que uma vez lá, do outro lado da Máquina Milagreira, o guru Caturro vai fazer para domesticá-los e torná-los animais de parque higiénico, ovelhinhas da racialidade asséptica, não sei. Mas imagino. É que o guru Caturro é duma estirpe muito mais pura -super-alambicada! - que os burguinhões do tempo de D.Afonso, que os vickings de Eric, ou mesmo que os godos de Teodorico. E quando Clóvis se estiver a converter, o guru puxa-lhe as orelhas, ou melhor, fatiga-lhas com poderosa argumentação e balelas intermináveis sobre os perigos da falta de higiene racial. Eles que nem pensem em divertir-se. Muito menos em prosseguirem a civilização europeia. Pôr ovos e chocá-los, machos e fêmeas, como os pinguins, pela eternidade, vai ser a sua missão. Assim se há-de até evitar o Ragnarok e fazer do Walhalla um ermo às moscas. O guru é um autêntico rabino judeu da prosápia. Vai produzir arianos de sangue ultra-light, descafeínado, sem álcool, todos ecológicos e macrobióticos. E nada de marialvismos extra-conjugais. Quando não estiverem a chocar a postura, toca de lavar a loiça. E em adolescentes, nada de punhetas prá retrete. Sempre para o bidão da procriação. E se desatarem com saudosismos das épocas heróicas, nostálgicos da velha pancadaria itinerante, reeducação e catequese racial com eles!...Até as Waffen SS vão ser proibidas de ir brincar para a União Soviética. Uns pézinhos de salsa, enfim. Mas puros. Pulcros. Com as veias muito bem lavadinhas.

Em matéria da quinta lição, achei muito conveniente para os interesses da seita. Que alguns elementos sofram o martírio às mãos dos pagãos confere-lhes dignidade de religião. O Guru deve dar graças a Jeovu. A coisa promete. Exponha-se ele ao suplício, que ainda alcança a canonização general.

Já que o Guru devore patrioteiros como eu ao pequeno almoço, estou como S.Tomé: ver para crer. Mas espanta-me: um guru tão puro não devia ingurgitar porcarias. Além de que ainda quebra os níveos dentinhos nas escamas e corre sérios riscos de se engasgar perigosamente com os chifres. Envenenado, isso não digo, porque aí só se mordesse a própria língua.

Finalmente, que o sangue salve é questão que muito me intriga. Significaria que o determinante e essencial do antropóide seria a tal estirpe, o pedigree. Nesse caso, um ariano de bom pedigree, estaria sempre a salvo, imunizado contra as raças inferiores. A genética pura impedi-lo-ia de cair na lama. Ora, quando eu vejo cada vez mais arianos a imitarem pretos e arianas a trombicarem com eles, despenco no cepticismo. Quando o própri0 guru parece um judeu de imitação, todo cheio de fornicoquezinhos kosher, invade-me a frustração e o desalento. O tempora, o mores!...


27 comentários:

Anónimo disse...

Ahahahah!

O Mabire é muito bom, já li os "Panzers da guarda negra".
(sequelas do post anterior, cada vez gosto mais desses f.d.p. desses nazis (os teutónicos)!!)

Que se fodam os kosher, boisés, adeus e os merdamentos, não passam de mais um embuste judeu.

Nunca gostei de gurus, e também me irritam as judiarias do Caturo.
Mas, nalgumas coisas o gajo até tem bastante razão. Ainda há assinaláveis diferenças para o leiteiro de chelas.

O salazar foi um indivíduo com valor, já o estado novo não me diz grande coisa (é que a mentalidade subalterna dos decisores do nosso tempo vem daí). Entre merda pré e pós 25 A, a pós é obviamente muito pior.
Já o império é apenas saudosismo, portanto nada vale, e quanto ao colonialismo, nunca gostei de criolada, na verdade não é xenofobia, é nojo mesmo!
De resto, a merda deve cheirar mal por ter a côr que tem.

Indo-europeu sempre e com orgulho, da cultura, da história e da guerra (pena é que os vikingues tenham perdido a última, o que acabou foi por nos foder a todos). O sangue quando se perder não há mais, ficam os castanhos e a catinga a "desenvolver" a cultura, a ciência, a técnica e o conhecimento humanos, vai ser giro!!

Pena tb é que agora com a "civilização e as pás" não passem todos de uns punheteiros empenhados em passar os dias a parasitar o mais possivel, enquanto o turra que aos poucos se vai tornando número continua a trabalhar para lhes encher os bolsos. Já nem filhos sabem fazer estas mulas burguesas.

Quanto a putas brancas, estão por todo o lado, basta ter dinheiro para comprar a mercadoria. Quando o turra passa de merdoso e bandido a heroi do fintabola tudo pode acontecer.

Vi uma notícia que diz que os cientados andam a criar seres híbridos entre humanos e animais. Agora é com os turras, depois será com os cavalmanos, que ainda devem correr mais e estão equipados com pichas flácidas ainda maiores, tornando a pornografia ainda mais interessante com empalamentos carnais (o defeito é que de vez em vez: Uu pá em vez di os gájo fálár, reliiiiinnncha, brrr, brrr).

Daaaa-ssse ò Drago!

A.H. disse...

O post até está bom e tem piada, mas a coisa é verdadeira mas também é grave.
É fodido! E está é tudo é doido.

Quem deve adorar isto (este tipo de discussões) é a malta do jumento jerónimo e do padre louçã.
Vão-se foder mas é os dois. O drago com o (mau) estado novo e o caturo com a merda do sionismo.

Vamos acabar todos é com nukes.
Assim extinguem-se todos os parasitas de vez. Ficam só os escravelhos, Ah-men!
Lá diz o ditado: Para grandes males, grandes remédios. Ah-men!


W-SS e NPD sempre!

zazie disse...

"Excepto o presidente da república, nas cerimónias oficiais, agarrado à perna do seu congénere estrangeiro."

ahahahahah

E o lapso do Carlos do Caturro não podia ter sido mais acertado

":O))))

pvnam disse...

Mais um tiro com problemas de mira:
2. Toda a história de Portugal é um completo equívoco; nunca deveríamos ter incomodado outros povos. Em vez disso deveríamos ter ficado aqui no rincão, a reproduzir-nos com toda a devoção e higiene, de modo a apurar a raça e a brunir os genes;

---» Eu sou Identitário, mas também sou SEPARATISTA (50/50).

---» Ou seja:
- quem está interessado na preservação/sobrevivência da sua Identidade... deve possuir o Direito de seguir esse caminho;
- quem se está a borrifar para a preservação/sobrevivência da sua Identidade... também deve possuir o Direito de seguir outros caminhos...

Anónimo disse...

Dona zazie
Fiquei curioso. Não quer ter a bondade de me elucidar?
Carlos

zazie disse...

Foi o Carlos que, sem querer, num do comentários, trocou o nome do Caturo e lhe chamou Caturro.

E o Dragão pegou no engano e usou-o com muita piada.

":O))))

Anónimo disse...

Nã, Nã, olhe que o tal carlos, pegou na troca do Kzar
Carlos:):):)

Dragão disse...

É verdade, os direitos de autor têm que ir para o Kzar.

:O)

Anónimo disse...

Ó caro Dragão, veja lá bem se os direitos não devem ir para...
A mim me parece da 1:16 AM
Carlos

dragão disse...

Tem razão, ó Carlos. É o "A mim me parece".
O seu a seu dono.

Anónimo disse...

Já indagaste se esses 'indo-europeus' que se lembraram de aqui comentar são monhés que vivem na Europa?
E também colonizaram a Atlântida?

timshel disse...

"Um canil à beira mar plantado seria, de facto uma solução fascinante, uma panaceia garantida. Tirando o efeito colateral, claro está, dos portugueseses passarem a ser o único povo que mijava de pata alçada contra o parede. E quando se cruzasseam na rua, civilmente, em vez de apertarem a mão, cheiravam o rabo uns aos outros. Mas como eram todos de boa estirpe, não fazia mal. Até outras familiaridades mais ousadas não seriam descabidas. Excepto o presidente da república, nas cerimónias oficiais, agarrado à perna do seu congénere estrangeiro."

isto é genial, simplesmente genial

por mais que te ache um grunho, uma besta nacionalista a cantar em cima de um monte de merda, cantas maravilhosamente bem

isto parece saído de uma BD genial

A.H. disse...

..."f.d.p."... (obviamente)

Há várias hipóreses:
-Nacionalista (seja lá o que isso quer dizer, também conta alguma boa intenção)
-Tachista.
-De cú cada vez mais aberto e com necessidade de comprar cada vez mais lubrificante (certos patrioteiros estão aqui incluidos mesmo que inconscientemente, incluem-se "a liga dos amigos" da mulatada).
-Alienado (:-Não quero saber dessas merdas que só me lixam a vida caralho!).
-Indeciso : ainda na espectativa do tacho.
-Confuso e instável: Tem dias! (Faz parte dos 2 milhões de portugueses que de acordo com estimativas sofre de doênça mental não diagnosticada)

O meu é o primerio. Escolha o seu!

Caturo disse...

Vamos lá então elucidar o dragão, que de tanto bufar da boca, já tem os olhos completamente tapadinhos pelo fumo.


Todos sabemos, à exuberância, que Camões foi um vate fascista, D.João II um traidor à estirpe, o Padre António Vieira um saloio incurável e D.Afonso Henriques um proto-colonialista nojento,

Começa mal, o réptil irritadiço, agora até já me atribui conversas de comuna. A estreiteza daquela vista já mais que turva não o deixa pensar mais do que trinta segundos seguidos, daí que, perante o cansaço neuronal, resolva ir buscar a mesma cassete que aplica à comunagem e bicharada adjacente. Enfim, a receita dos medíocres, o que, vindo de quem vem, já não surpreende (quem já começa a apagar as farpas que lhe espetam no coiro, como o Dragão fez noutra caixa de mensagens, já está realmente a pedir para não lhe baterem mais.)



Um canil à beira mar plantado seria, de facto, uma solução fascinante,

Nada disso! Muito melhor seria um quintal sem portas e povoado de rafeiros, bem como porcos, vermes, coisas híbridas e répteis voadores armados em galos mas com a crista já esmagada, isso sim, isso é que seria finesse da melhor. Uma espécie de cabaret da coxa, mas sem bailarinas de jeito (a mixórdia nunca ou raramente perdoa à Beleza).
Quem porventura quisesse armar em limpo, ou achasse que tinha direito a estar num canto sem lama, era puxado para o centro do chiqueiro pela restante fauna habitante deste insigne exemplo para toda a humanidade. Pelo meio haveria lá um círculo de iluminados pastorais, que conduziria tal manada como lhe apetecesse, sem que esta pudesse sequer discordar, porque em tal local já a Democracia tinha sido desultrapassada e agora vivia-se aí novamente no paraíso muito bem educadinho e cheio de respeitinho (pelos pastores, claro está) que é muito bonito, todos de joelhos perante o mesmo Deus, com um certo réptil voador a fazer de diácono.


O dia 25 foi excelente. Faz até lembrar aquele dia resplandecente e não menos primaveril que o menino da Casa Pia passou com aquele senhor muito bem posto, que o libertou dos muros, lhe comprou roupas e sorvetes, o levou a passear e lhe mostrou o mundo, dando-lhe palmadinhas nas costas.

Pois é - o 25 de Abril teve «os seus aspectos positivos», mas no fundo foi uma grande chatice, porque o Povinho é menino e influenciável, não sabe pensar por si mesmo, por conseguinte precisa de quem lhe mande calar a boca, de quem lhe dê nas orelhas e de quem lhe ponha a coleira, a qual, note-se, poderá até ser usada como se de uma bela gravata se tratasse, para tal teriam de aprender a imitar o estilo do réptil voador (voador mas pouco, está cada vez mais rasteiro), que esse é que sabe do que é o Povinho precisa.



meninos - pretinhos, brasileiros e sabe-se lá que mais - que ocasionaram o desinteresse gradual dos senhores pelo nosso menino

Pois é, pois é! O menino devia era ter ouvido as prédicas do seu dragão conselheiro - devia ter ficado dentro da Casa Pia, onde também havia quem se interessasse pelo seu rabinho, e também haveria meninos brasileiros, pretos e afins a bater-lhe, mas pelo menos sempre fazia as delícias do dragão, o qual agora, coitadito, não tem nem menino nem abrigo...



Já a quinta lição, devo confessá-lo, deslumbrou-me

Bom sinal - talvez se eduque...


Nós, portugueses, fundados por um germano (burguinhão), somos maus por termos imperializado e colonizado por esse mundo.

Pois é... não oiçam o guru Caturro, que o gajo é judeu... oiçam, isso sim, o guru Dragão, que é mesmo muito guru, mas disfarça, porque, embora fale naquele tom muito bem estudado e mais que ensaiado (e mais que visto, foda-se, haja originalidade...) do «'tou-me a cagar», sabe todavia ir debitando, a pouco e pouco, a sua cartilhazinha muito bem apreendida e respeitadinha, como no tempo da outra senhor.

«Aquilo» sabe dar-se ares de rebelde trocista, que, nos tempos que vão correndo, é rótulo que vende às toneladas, mas lá no fundo é bom menino e não mija fora do penico; e se diz que vai às putas é porque aprendeu, na sua adolescência, que ir às putas, especialmente se forem mulatas e feias como ele próprio, é que é d'homem. Mas depois vai também, com um grande à vontade e quiçá ar de cagança irónica, confessar-se muito bem confessadinho lá na paróquia onde o doutrinaram quando ainda era virgem.

Ora o idoso réptil, além de ir às putas constantemente, fazendo gala disso (e se calhar também diz que fuma, e bebe até cair, ah leão-dragão!!, assim ninguém pode ter dúvidas de que ele é valente e rebelde, que é para depois ele poder, à socapa, ir à missa descansadinho sem que lhe atirem a cartilha beata para o lixo), também está agora vocacionado para a bordoada.

Quer o símbolo dos portistas meter-se numa escaramuça a sério, está fartinho da paz, e além disso onde há guerras há sempre colossais quantidades de putedo a preços muito em conta (e mais uma vez lá vai o réptil fazer de homem com barba rija, força nisso...).

Diz ele que assim é que está a ser um dragão de boa cepa, porque os outros dragões seus antepassados também faziam isso.

Pois que vá - e, se está tão interessado e ansioso, até pode começar já pela Cova da Moura, ou por ir dar umas voltitas pelos comboios da linha de Sintra.

Agora, quanto ao resto do mundo, talvez a coisa seja mais complicada - é que o dragão de tão velho ser se calhar já se esqueceu de uns quantos pormenores de monta: é que agora, diferentemente do que sucedia há milhares de anos, já quase todos os povos têm a sua terra bem estabelecida e apetece, à maioria dos actuais descendentes dos referidos Indo-Europeus, viver na sua paz relativa. E quem quiser fazer de Viking, que o faça, mas leva consigo, para longe da terra, a mão-cheia de «dragões» como ele, que era assim que os Vikings faziam (estava fora de questão andarem à porrada nas suas próprias terras ou permitir que invasores lá entrassem, aliás, os Vikings eram precisamente os jovens deserdados das sociedades nórdicas que não tinham nada a perder e lançavam-se pelo mar fora, mas pronto, os «dragões» a modos que «evoluem» e agora, por comodismo ou simples Alzheimer, preferem ter a guerra dentro de casa... enfim, opiniões...)


todos os Indo-europeus que, desde a noite dos tempos, não têm feito outra coisa senão não estar quietos a cuidar da estirpe

Pois, e quase todos se diluiram ou desapareceram doutro modo qualquer, logo a começar pelos Godos. Quanto aos Vikings, todas as terras nas quais se estabeleceram e cruzaram com indígenas, também nessas terras (Normandia, Inglaterra, Irlanda, norte de Portugal, Rússia, Sicília) não há hoje Vikings, que coincidência do catano.

Em contrapartida, os Povos que, sendo imperiais ou não, souberam evitar a misturada, vá-se lá saber como ainda hoje existem. Coisas do sobrenatural para as quais não há explicação...



Como é que uma vez lá, do outro lado da Máquina Milagreira, o guru Caturro vai fazer para domesticá-los e torná-los animais de parque higiénico,

Vai ser dificílimo... como toda a gente sabe, países como a Suécia, a Dinamarca, a Noruega, a Islândia, outrora terras integralmente Vikings, continuam a viver em guerra, pois é, até se pode mesmo dizer que entre Darfur e Oslo não há diferença nenhuma, o nível de civilização e de violência é exactamente o mesmo, é o mestre dragão quem o assegura...



Muito menos em prosseguirem a civilização europeia.

Exactamente! É que é exactamente isso!!!
Porque a civilização europeia só progride em Cabo Verde, na Cova da Moura, nas favelas do Rio de Janeiro, ou seja, só prossegue em locais onde há violência e misturada racial em barda. Agora, os países onde a população ainda é muito branquinha e limpinha, tais como a Islândia, a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, isso é tudo atrasos de vida, ainda estão nas cavernas, e não interessa nada lembrar que os dois primeiros citados (Noruega e Islândia) até têm os níveis de vida mais elevados do planeta (respectivamente primeiro e segundo lugar), isso não interessa nada, é mero detalhe factual.



achei muito conveniente para os interesses da seita.

Sem dúvida, imensamente conveniente... aliás, até está mais que provado que os gangues de afro-«lusos» armados em afro-americanos que andam pelos comboios a agredir cidadãos inocentes, esses gangues são todos pagos pela seita nazi. E todo o sofrimento diário dos cidadãos anónimos que são obrigados a comer e a calar na sua própria terra, e que nem sequer conseguem defender os seus filhos nas escolas perante as mesmas gangues de afro-criminosos, todo esse sofrimento quotidiano é considerado pelo dragão como «conveniente à seita», e pronto, fica por aí, já está o rótulo aplicado, «conveniente à seita nazi», acabou, agora o dragão tem muito mais que fazer, nomeadamente continuar a mandar postas de pescada que não interessam nem ao seu menino Jesus, e a mandar baforadas de sarcasmo baratinho e cheio de bazófia, isso sim, isso é que é fazer progredir a civilização.

E se algum pobre branquinho, daqueles que não foi das tropas de elite, se queixar que está só e leva porrada sem ter hipóteses de se defender, enfim, o dragão, do alto da sua cátedra de merda, responde-lhe «Pois, isso é muito conveniente para ti, eu sei...»



Exponha-se ele ao suplício,

Não, quem tem de se expor ao esse suplício é quem o menospreza, a saber, certos répteis cheios de bazófia que, escondidos nos seus escritórios, debitam a sua cassete cheia de bolor. Esses répteis é que precisavam de experimentar esse suplício... ao menos para porem à prova a sua fé no modelo neo-colonialista...



Já que o Guru devore patrioteiros como eu ao pequeno almoço, estou como S.Tomé: ver para crer

Bem, o S. Tomé não apagava mensagens que lhe zurziam o coiro e para as quais o seu «cepticismo» não tinha resposta, é um detalhe de monta para mostrar que o dragão não é como S. Tomé...


Além de que ainda quebra os níveos dentinhos nas escamas

Pois estes níveos branquinhos já provaram que as tais escamas nem penas de galo são, não passam de simples peneiras, e sem sustento ósseo ou muscular por detrás.



e corre sérios riscos de se engasgar perigosamente com os chifres

Nem por isso - chifres partidos põem-se de lado.


Finalmente, que o sangue salve é questão que muito me intriga. Significaria que o determinante e essencial do antropóide seria a tal estirpe, o pedigree. Nesse caso, um ariano de bom pedigree, estaria sempre a salvo, imunizado contra as raças inferiores

Exacto - e, pela mesma ordem de ideias dragonistas, um atleta de perfeita saúde seria perfeitamente imune ao sida, à lepra, ou mesmo a radiações prejudiciais à saúde.

Ou seja, na opinião do réptil que a sabe toda, ser saudável é o mesmo que ser invulnerável. Lógico, pois é...

E assim o exemplo do menino-lobo nem sequer existe, exemplo este que todos os psicólogos estudam da universidade, e que consiste num caso em que uma criança, adoptada por lobos à nascença, foi sempre incapaz de aprender a linguagem humana.

Dragão disse...

Ó Guru Caturro, adormeci ao segundo parágrafo. Quando acordei, não sei quantas horas depois, ia o caro rabino no epílogo científico do "menino-lobo", o drama pungente daquela criancinha adoptada por lobos à nascença que, por via disso, foi sempre incapaz de aprender a linguagem humana. Fosse eu uma alma sensível e até lacrimijava. Lembrou-me até o "Tarzan", só que esse era com macacos e ainda conseguiu ser poliglota, apesar de nunca perder a mania de trepar às árvores. Mas não era preciso rebuscar tanto, ó santo rabi: já nos dávamos por satisfeitos -e convencidos - com o seu próprio caso biográfico: adoptado à nascença por uma peixeira, também nunca será capaz de aprender ou articular outro tipo de linguagem que não o da progenitora. O determinismo biológico não perdoa.

:O))))

PS: Admito que, em vez da peixeira, possa ter sido uma cigana.

Dragão disse...

Bem, o Tarzan também não se pode dizer que tenha propriamente aprendido um "linguagem humana", já que ou guinchava ou falava inglês.

:O(

Caturo disse...

adoptado à nascença por uma peixeira, também nunca será capaz de aprender ou articular outro tipo de linguagem que não o da progenitora

Se pela minha linguagem alguém poderá atribuir-me uma vivência infantil no meio da peixeirada, ou do ciganame, então a ti (agora já nem tratas por «tu», livra que já tinha percebido que estavas irritado mas não pensei que fosse tanto...) ninguém duvidiria atribuir uma ascendência sita algures entre o Intendente e o Cais do Sodré, a avaliar pela facilidade com que falas em putedo, em fornicanço e em metáforas rascamente sexuais por dá cá aquela palha, isto é, sempre que alguém deita a tua palha poir terra, não é, ó meu dragão atrofiado da cachola, meu alzheimerado sem viagra e com uma neura do catano em cima do chifralhame? Confirmas ou não?

Aguardo resposta.

dragão disse...

Não.

E retiro o que disse:
Nem peixeira, nem cigana. Na verdade, uma cabeleireira. Pena que fosse mongolóide. E muito mãe galinha com o rebento.

:O)))

Anónimo disse...

Este caturro ainda não percebeu que quando abre a boca só sai merda

Fiel-de-almazem

Caturo disse...

Não.

Bem, então é mais difícil...

Já sei! Na verdade, é até mais fácil - tu nem sequer foste adoptado, essa educação toda que te define foi-te mesmo ministrada pela tua mãe verdadeira, daí que a rasquice te esteja no sangue.

E agora, acertei?



Nem peixeira, nem cigana. Na verdade, uma cabeleireira. Pena que fosse mongolóide

Isso, ontem estavas em plena rasquice de velhadas malandrelho e putanheiro, agora já vais no jardim-escola da Casa Pia, «mãe-galinha mongolóide», na tradição da mais pura infantilidade, e aquela da «cabeleireira» dá-te um toque de menino-queque armado em superior aos «suburbanos».

Ou seja, é cada cavadela cada minhoca - quanto mais falas mais te enterras.


:O)))

E depois ainda por cima até tens necessidade de mostrares que te ris das tuas piadas, foda-se que é tanso de todo...

Dragão disse...

Confirma-se:
Cabeleireira, mongolóide e superprotectora.

:O))

Anónimo disse...

Isto anda bonito...

Caturo disse...

Bem, quem cala consente... vai daí, o gajo foi mesmo educado pela sua mãe verdadeira, sita algures entre o Intendente e o Cais do Sodré, é daí que lhe vem o conhecimento íntimo do mundo do putedo.

dragão disse...

Entre o Intendente e o Cais do Sodré, fica a Baixa e o Chiado. A tua trabalhou mesmo no Intendente e no Cais do Sodré. Por isso é que tu cismas que eu sou teu paizinho. Mas como não aperfilho filhos de puta, ó mongo... Tens azar.

Caturo disse...

Sim, entre o Intendente e o Cais do Sodré, fica a Baixa e o Chiado, mas também fica o Bairro Alto, que é onde em má hora foste parido. Acresce que, além de seres tapadinho, também tens fraca memória, uma vez que já te chapei nos cornos que nunca na vida te confundiria com o meu pai, já que tu não tens tomatame para fazer filhos.

E ainda dizes tu que não aperfilhas filhos da puta... pois não, os filhos da puta é que te aperfilham a ti, fazem todos parte da mesma sociedade e ainda não se sabe qual deles é o teu pai verdadeiro.

Dragão disse...

Para fazer filhos com tu, ó cagalhãozito, nem é preciso pai: a tua mamã deve ter engravidado pelas orelhas e, a seguir, de aflição, despejou-te pelo buraco do cu.

Caturo disse...

Nunca pensei que o Alzheimer desse para regredir à escola primária... ele é «cagalhãozito», ele é «engravidado pelas orelhas», ele é «despejou-te pelo cu», ó senhor, foda-se, se não há educação pelo menos que haja barba rija nessas trombas.

Mas olha, se a minha mãe tivesse engravidado pelas orelhas, ainda assim seria necessário um pai; e, fosse quem fosse, não seria contudo um capado como tu.

Entretanto, não sei quem é que te andou a falar nisso de engravidar pelas orelhas, mas olha que para engravidares uma mulher, por qualquer orifício, tinhas primeiro de possuir tomates e verga. Percebes, meu capado?

Portanto perde a esperança de arranjares prole...