quarta-feira, novembro 01, 2006

JUKEBOXE 8 - 5ª Lição: Viagem aos confins do Rock

Há também a viagem, no Rock'n'Roll. Digressão, regressão, agressão, a jornada processa-se quase sempre em confronto com os limites impostos pela "idade adulta" e contra os currais da "ordinary life". Dessa peregrinação, nem todos voltam.

(Pink Floyd - Astronomy Domine)
Levam de bónus,provavelmente, uma das primeiras entrevistas dos Floyd.

10 comentários:

MP-S disse...

Ah, finalmente!!! O grande Syd Barrett!!!

A.H. disse...

"A nice pair".

timshel disse...

o culto dos loucos...

Warsalorg disse...

Excelente! Gostei muito deste som do estúdio e da música que está um pouco diferente da do Piper..Parece quase improvisação ou experimentalismo. "back to the basics" and to the childhood".

Anónimo disse...

lá estão estes gajos sempre a intelectualizar tudo. a música é para se ouvir


Colateral

Warsalorg disse...

Se "fosse só para se ouvir", não se criava música. Muito da criação músical é pensada! Quando é executada em palco ou em estúdio pode ser mais ou menos espontânea. Há quem saiba ler nas entrelinhas, e quem náo saiba...Essa frase aí em cima, faz lembrar aquela do "sexo só servir para reprodução e nada mais!

josé disse...

A música é obviamente para se ouvir. De preferência com o ouvido interno que nos leva às regiões recônditas dos afectos, das emoções e das razões que a razão desconhece e às vezes nos impele a saltar de alegria ou a encostar num ombro romântico com um odor por perto e voz suave.
Assim, a única forma de "intelectualizar" a música advém daqueles que lêem pautas como quem lê equações. Também há disso: chamam-se ordenadores, computadores ou processadores de sons. São seres inanimados e servem para ajudar as memórias e organizar informação.
É disso que nos servimos por aqui.

Também há a intelectualização derivada das memórias que ficaram com os sons e quem os contextualize em relação ao modo como foram produzidos, por quem e quando.
Um computador também faz isso. O que não faz de certeza, por enquanto, é juntar emoções, razões, conhecimentos vários e escrever um artigo pessoal sobre uma música.
É isso que fazemos por aqui e com gosto, no que me toca.

Warsalorg disse...

Sim, é mesmo por termos esse gosto pela música e por a ouvir que falamos e opinamos sobre ela. Claro que a música é para se ouvir, mas no "post" anterior estava-me tambem a referir ao resto, que está intimamente ligado á criação musical e à sua fruição; a interpretação, ou "Intelectualização" que cada um faz, ou a maneira como a percepciona não deverá ser ignorada, já que a "música" no sentido lato e abrangente é um fenómeno de dificil explicação. O que não é difícil de explicar é a forma como é construida..E como música refiro-me a tudo o que é verdadeiramente bom, desde Albinoni, ou Bach, passando por Black Sabbath ou E.L.P. A boa música é independente de estilos, epócas, autores, compositores, ou executantes..Penso que o que prejudicou verdadeiramente a música (neste caso o Rock) foi mesmo o comercialismo como salvo erro o José disse anteriormente...

Anónimo disse...

O Colateral, que referiu que a música é para se ouvir, está-se a colocar no ponto de vista do ouvinte e não do técnico. A música tambem é um trabalho, e não apenas hobby ou prazer, dizer ou pensar que ela é só para ouvir é limitar o artista e os críticos. Tão somente ela e produto final, mas antes e criação, e se não se "intelectualizassem" as coisas muito pouco haveria a aprender, por isso é que existe a crítica musical; os livros, brochuras, enciclopédias, etc, etc. Dizer que a música é para se ouvir é uma frase vaga para quem é musico ou faz música. Para o músico só se pode falar nesse sentido quando se pensa já no mercado, porque os "verdadeiros artistas" e neste blog já apresentaram muitos, primeiro preocupam-se consigo e depois com os outros se é que me faço entender.
Parabéns ao blog. É muito interessante e original, particularmente, estas últimas postagens sobre a arte musical.

João Raimundo

Anónimo disse...

lá estão outra vez a intelectualizar... oiçam e, neste caso, vejam, fruam, voltem aonde quiserem, recordem-se do que forem capazes....
o resto é sombra de árvores alheias (oh! cá está o plágio!...)

Colateral