domingo, maio 07, 2023

O Último alemão sensato



 «Só um tolo aprende com os seus próprios erros: um homem sábio aprende com os erros dos outros»

«O que se aprende com a História é que ninguém aprende com a História».

«Nunca esperem que uma vez que lucrem com a fraqueza da Rússia, a coisa dure para sempre. A Rússia  sempre veio cobrar as suas dívidas. E quando vier, não se fiem em acordos assinados para justificação. Não valem sequer o papel em que estão escritos. Com os russos é jogar limpo, ou não jogar de todo.»

«O segredo da política? Fazer um bom acordo com a Rússia.»

«As pessoas nunca mentem tanto como depois duma caçada, durante uma guerra ou antes de eleições.»

«Deus tem um providência especial para ébrios, loucos e os Estados Unidos da América.»

«Pode destruir-se a consciência-nacional dos polacos no campo de batalha. Mas se lhes derem poder, eles acabam a destrui-la eles próprios.»

«Nunca lutem com os russos. A cada fino estratagema que lhes atiremos eles respondem com imprevisível brutalidade.»

                                                      - Otto Von Bismarck

PS: Como Vlad, o Empalador, que viveu entre os turcos otomanos, ou Átila, entre os romanos, também Bismarck viveu algum tempo entre os russos, pelo que ficou a conhecê-los bem.

19 comentários:

Figueiredo disse...

Acertou bem na muche.

Recomenda-se o seguinte filme, «Bismarck» (1940), de Wolfgang Liebeneiner, que pode ser encontrado no blogue «Projetor Antigo» (projetorantigo.blogspot.com) ou através do seu canal no Telegram (t.me/projetorantigo).

Anónimo disse...

O velho Otto sabia muito.
Há outra que se aplica muito bem ao nosso caso, especialmente no pós 25 da Silva: nunca acredites em nada na política até ser oficialmente desmentido.

Miguel D

muja disse...

Que engraçado. Até hoje me nunca ocorreu que a primeira citação pudesse ter outro autor que não o meu pai...

Ahahahaha!

muja disse...

De resto e quanto a este assunto, não sei se estamos em sintonia. Na minha opinião, para russo, americano e meio e vice-versa.

Merecem-se bem uns aos outros - e espero que tenham o que merecem durante largo e bom tempo. O único inconveniente é estarmos no meio. Se pudessem despachar via Pacífico seria óptimo.

Infelizmente, em vez de passarem os últimos oitenta anos a acumular bombas atómicas, os borregos que colectivamente dão pelo nome de europeus passaram-nos foi a desfazer(em-se) do que lhes restava de peso estratégico, nomeadamente, África.

Dragão,

já vimos este filme. Não. Já o vivemos. Quando morrer Vladimir Vladimirovitch é que vamos ver. Homens providenciais são raros. Já os outros têm o potencial infinito do inferno onde recrutar.

dragão disse...

Quando morrer o Vladimir, ascende o Patrushev. Não se vai notar grande diferença, arrisco prognosticar. Os tipos têm uma estratégia bem definida, meios e vontade de realizá-la.

O resto não comento. Agora dei em respeitar a opinião alheia. Não se ganha nada em contrariá-la. Nem ela melhora, nem a gente almoça. :O)

dragão disse...

Em todo o caso, os americanos são, pelo menos, muito mais amigos do ambiente. Olhe só:
«U.S. Military Should Adopt All-Electric Vehicles, Energy Secretary Suggests»
https://igorchudov.substack.com/p/us-military-should-adopt-all-electric

Já imaginou? Todos aqueles trans em transportes eléctricos?... Transportes, tanques, mísseis, etc... eventualmente até trotinetas TT de reconhecimento... Que maravilha tecnológica! A nossa esquerda de plantão (ou tinha) vai ter orgasmos!... :O)
A esquerda e o extremo-centro, bem entendido.

Vivendi disse...

O Patrushev é mais velho que o Putin.

dragão disse...

É mais velho um ano, isso é verdade. Mas não padece de vários cancros terminais, duas ou três síndromes fatais, uma doença misteriosa, bem como uma tendêndia particularmente mórbida para contrair toda a espécie de maleita imaginária. Logo...
Se Putin continua vivo, aliás, é apenas por graça de milagre dele próprio. :O)

muja disse...

Quer dizer... V. decide respeitar opiniões e a primeira que escolhe respeitar é a minha... Isso é quase uma ofensa!

Exijo todo o desrespeito que às minhas opiniões é devido e merecido neste antro sulfuroso!

muja disse...

Estou curioso para ver como se vai desenrolar essa sucessão. Está aí um calcanhar de Aquiles que os outros não vão desperdiçar, creio, apesar de serem completamente retardados.

Eu até já evito esse tipo de "notícias". Até tenho receio de ficar mesmo estúpido com a exposição constante e sistemática à estupidez que emana daquilo e disto onde estamos metidos. Já nem cómico chega a ser, é só desmoralizante.







dragão disse...

Lamento, mas vossência não inaugurou esta minha peregrinação filantrópica e benemérita. Ou já esqueceu aquele peculiar revisionismo soviético do digníssimo Figueiredo?

Noutros tempos menos ecuménicos, saía daqui frango assado. :O)

Aliás, nessas épocas tenebrosas, isto mais parecia uma incineradora a céu aberto. Devia até ser por isso que, desesperados, os bem passados, me pespegavam com o Ad Hitlerum a toda a hora. :O)

dragão disse...

É verdade que as sucessões são, por regra histórica, complicadas. Já o Aristóteles avisava, constatando: depois de uma boa colheita, segue-se, não raro, uma seca ou flagelo; nas estirpes humanas, a génios sucedem, ocasionalmente, imbecis.
Os americanos, felizmente, não padecem desse problema: a imbecis sucedem retardados; e a retardados, mongolóides. É sempre a descer. Que me lembre, pelo menos nos últimos 60 anos. Dispõem de um sistema extremamente fiável e com provas dadas. :O)

passante disse...

A segunda citação costuma ser atribuída ao camarada Hegel, mas calculo que o Bismarck subscrevesse.

Depois, antes da bardina começar, já alguém tinha notado isto acerca do bom acordo entre a Alemanha e a Rússia: https://www.eurasiareview.com/16022022-the-crisis-in-ukraine-is-not-about-ukraine-its-about-germany-oped/

Figueiredo disse...

Sr.º Dragão, não há qualquer «...revisionismo soviético...», e o Sr.º sabe disso.

Vivendi disse...

A sensatez californiana:

"Uma comissão oficial, nomeada pelo governador do Estado da Califórnia para calcular o que dar aos negros residentes desse Estado a título de reparação pela discriminação racial (não pela escravatura, que nunca existiu nesse Estado) sofrida por eles e pelos seus antecessores desde 1850, propõs que se dê a quantia de 1,2 milhões de dólares a cada um deles, mais um certo montante de rendimento anual garantido (creio que entre setenta mil e cento e vinte mil dólares) e uma casa. Este montante tem sido considerado insuficiente por muitos representantes da comunidade negra, e há propostas alternativas que vão dos 5 milhões aos 200 milhões. A coisa está em discussão pública ainda.
A ser aprovada, esta ”reparação” constituirá certamente a maior experiência social da história conhecida, superior às “experiências” do Haiti, da Libéria e dos países africanos saídos da descolonização. A Califórnia é, como realidade político-económica, um gigante, maior em si mesma do que a África do Sul. Estima-se que a proposta oficial da comissão implique um dispêndio de muitos triliões (americanos) de dólares, mas é provável que esses números disparem, sobretudo se forem aprovados montantes de indemnização substancialmente superiores.
Uma experiência social maior do que esta? Assim de repente, imagino por exemplo a que consistiria em o poder político decidir dar a Califórnia, no todo ou em parte, aos negros residentes, expropriando a restante população, que teria de partir para outras paragens. Uma ideia deste tipo não é impensável, e vai ao encontro de propostas regularmente discutidas por grupos separatistas brancos, que advogam que se divida o país entre as raças. O separatismo, curiosamente, não está em cima da mesa do poder, mas é visto com bons olhos por brancos E negros.
De qualquer modo, e saia daqui o que sair, é matéria para acompanhar com interesse. Veremos."

Vivendi disse...

https://observador.pt/2023/05/08/california-pode-pagar-ate-um-milhao-a-cada-cidadao-negro-como-indemnizacao-por-racismo-historico/

Vivendi disse...

E esta, Dragão?

https://o-tradicionalista.blogspot.com/2023/05/a-historia-que-nao-ves-na-tv.html

Ai se o Putin se lembra de fazer uma desnazificação a sério...

Mas a crise bancária de 2023 já é a maior que a de 2008.
O seguro contra um possível calote dos EUA não para de subir.


Lembrando à plateia que todo este freak-show em curso é promovido pela união Sionistas & Nazis.

Figueiredo disse...

Desnazificação e desliberalização, não se pode somente limpar a merda pela metade.

Vivendi disse...

"Desnazificação e desliberalização, não se pode somente limpar a merda pela metade."

Bem lembrado.