(O tempo de antena que se segue é da exclusiva responsabilidade da Obus-Gay, Ilda Anormal e LGTB-GTI)
Astérix é xenófobo! incute nas criancinhas aversão ao estrangeiro, ao multiculturalismo e à babel do arco-da-velha.
Astérix é um nacionalista feroz! - conspira contra a proto-globalização, consubstanciada na comunidade romana da época, muita mais evoluída tecnológica, social e politicamente.
Astérix é um nacionalista feroz! - conspira contra a proto-globalização, consubstanciada na comunidade romana da época, muita mais evoluída tecnológica, social e politicamente.
Astérix é retrógrado e reaccionário! - opõe-se ao progresso, à melhoria das condições de vida dos aldeãos através do investimento externo e da prestação de serviços, apoia a monarquia, a superstição religiosa e contribui para a alienação do operário Obelix, seu ordenança analfabeto e mão-de-obra gratuita para os permanentes raides violentos e operações anti-Mercado em que ambos, com troglodita obstinação, se encarniçam.
Astérix é galofaxista! - a aldeia é um antro de terroristas empedernidos, todos eles fanatizados, que urdem planos maléficos, projectos sabotadores e acções demolidoras contra a Civilização Ocidental e o seu superlativo modo de vida.
Astérix é anti-semita! - a aldeia não tem nenhum simpático judeu, que trate de emprestar dinheiro a juros, que faça progredir as ciências ou que dirija os media do lugarejo.
Astérix é um perigoso comunista! - o banquete final e a poção mágica são colectivos, fraternais e não, como se impunha, distribuídos segundo o pedigree, o curriculum vitae, os contactos ao mais alto nível ou a ambição de cada privado. Além disso, a irredutível aldeia fundamenta-se na tribo e não na Sociedade Anónima.
Toda a aldeia é homofóbica, maltratando e oprimindo o bardo-gay!
Astérix é anti-semita! - a aldeia não tem nenhum simpático judeu, que trate de emprestar dinheiro a juros, que faça progredir as ciências ou que dirija os media do lugarejo.
Astérix é um perigoso comunista! - o banquete final e a poção mágica são colectivos, fraternais e não, como se impunha, distribuídos segundo o pedigree, o curriculum vitae, os contactos ao mais alto nível ou a ambição de cada privado. Além disso, a irredutível aldeia fundamenta-se na tribo e não na Sociedade Anónima.
Toda a aldeia é homofóbica, maltratando e oprimindo o bardo-gay!
Os livros de Astérix deviam ser equiparados ao "Mein Kampf", pois em nada se distinguem. Com a agravante de aspergirem a sua nefasta influência sobre mentes ainda tenras e indefesas.
Apelamos desde já à Fernanda Câncio para que apele ao boicote imediato e total dos livros de Astérix! Basta desta pedopornografia bélica! Queremos adoptar crianças não poluídas e pervertidas por estas rudes axiomáticas trauliteiras! Basta!
A não ser que, no número deste Natal, o autor se retrate, ou seja, que Astérix e Obelix assumam a sua relação, sejam casados pelo Druida e adoptem um pretinho Núbio (pode ser, por exemplo, aquele que faz de gajeiro no navio pirata) e tudo termine, não com um banquete de alarves carnívoros, mas num piquenique romântico a dois, ou melhor, a três, já que o bardo também participará, a título de artista convidado. Aliás, a quatro. Já nos esquecíamos do pretinho Núbio...
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A mensagem que acabaram de ler foi da exclusiva responsabilidade dos intervenientes.
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