segunda-feira, janeiro 02, 2006

Balanço de 2005 - I. Momento higiénico (Prémio Creolina)



O Prémio Creolina "Mérito desinfectante", vai para o Presidente Iraniano, o ilustre Mahmoud Ahmadinejad, um tipo com sentido de humor global, por ter proibido a radiodifusão de lixo sonoro lá no país dele. Os meios da propaganda -digo, comunicação social - ocidentais chamam-lhe, a essa imundície doravante banida, "música ocidental"; mas especificam, ressalvam e contradizem-se logo adiante, citando melorreias azucrinantes como sejam o hip-hop e o tecno. Fica assim claro: o que o singular presidente proibiu, e muito bem, foi a divulgação de cacofonia e barulho até mais acidentais que ocidentais. Cujos intérpretes e promotores, já agora, aproveito para referir, se dependesse da minha exclusiva jurisdição, haviam de ser abatidos a tiro ou passados a ferro com um cilindro das estradas.
Direi mais: se aquilo é a "música ocidental", se esta é uma civilização cuja manifestação melódica culmina naquilo, então que venham os bárbaros, os vírus, os anjos de trombeta, que venham terramotos, furacões ou alienígenas raivosos, e varram esta merda do mapa. Israel também, puta que os pariu, que não são mais que os outros.
Fazem-me entretanto sinais desesperados, dos bastidores, alertando-me que tal chinfrim descabelante já atesta disso mesmo: os bárbaros, os cafres, os usurários já nos estão a varrer muito bem varridos... O basqueiro ominoso não protagoniza mesmo outra coisa senão o ruído que a vassoura faz.
Ai é?... C'um caneco, com essa é que vocês me lixaram!...

5 comentários:

esgoto disse...

faz ele muito bem!
assim houvesse cá um que mandasse às urtigas o telelixo começando por fazer explodir a TVI campeã da bosta televisiva!
Chocados?
É o que dá abusar da chamada liberdade...

Anónimo disse...

pois! quando se abusa da Liberdade,a seguir vem a Censura e faz-nos a folha!...
Moral da história: Não se deve abusar de nada nem de ninguém (Sic)Ah?, salvo seja, credo!.

Anónimo disse...

"Serão más notícias para o país se o desemprego não aumentar, se os salários não crescerem abaixo da inflação, se o consumo das famílias não diminuir, se não houver forte contenção da despesa pública"
José Manuel Fernandes, "PÚBLICO", 02-01-2006
Por exemplo: este gajo que escreve a alarvidade acima, era preso,no mínimo, por todas as razões e mais uma.

Anónimo disse...

Este cabrão confunde o País com os interesses de meia dúzia de tubarões!
Filho da Puta! Ao que isto chegou, ainda por cima não só pensa como escreve. E num jornal!

F. Santos disse...

Já Céline dizia que a música "moderna" tinha apenas uma característica: o ódio do branco, ou, nas palavras do Dragão, do Ocidente.