quinta-feira, agosto 04, 2005

O terrorismo Arco-Íris


A máxima da avó Judite, segundo a respectiva neta e minha insigne esposa:
«Vale mais ter um filho ladrão que um filho maricas."

Tempos complicados, estes, em que eles não contentes de serem maricas, são também, sempre que possível (ou, se calhar, por isso mesmo) cleptomaníacos desarvorados.
A antepassada apostava na disjunção: Ou deitar a unha ou dar o cu. Mas a coisa agora virou conjunção implicativa: dar o cu, porque isso, está mais que visto, facilita e catalisa muito o deitar-a-unha, o agenciar pecúlio.
Eu, no entanto, não concordo com a avó Judite. Tive que confessá-lo, com mágoa, à respectiva neta. Acho que é preferível um filho morto, ou filho nenhum, a uma aberração inerte e desossada dessas.
Não se trata de homofobia. Trata-se de que eu gosto dos meus filhos. Se nasceram homens, estimo que o sejam. Se nasceram mulheres, a mesma coisa. Quanto aos filhos dos outros, o fenómeno não me aflige especialmente. Menos concorrência, tento explicar aos meus. Excepto , claro está, nas carreiras artísticas, políticas, jornalísticas, diplomáticas e outras mordomofolias que tais. Mas como eu procuro, na medida do possível, educá-los de modo a que alcancem, no mínimo, o estatuto de humanos e vertebrados, confio em que não se sintam atraídos por pocilgas, monturos ou cloacas. É, aliás, uma regra de ouro que lhes lego e sempre pratiquei: Ninguém sobe a um monte de trampa para se fazer coroar lá no vértice; ao contrário, atasca-se irremediavelmente, é tragado sem apelo nem agravo quem assim pensa.
Se não imperasse uma badalhoquice mental parola e macacóide mascarada de modernismo catita, esta era uma coisa óbvia que não seria preciso manifestar. Mas como impera, é imprescindível não calar! É fundamental não temer a peixeirice albardada de último grito! É imperativo afrontar a tirania, ainda mais quando no-la tentam inculcar sob os ouropéis da bandalheira delicodoce. Ainda mais quando a tirania vem com falinhas melífluas e lengalengas anestésicas. O terrorismo árabe & associados rebenta-nos com o coiro numa esquina qualquer do melhor dos mundos, mas não é único. Há outros terrorismos mais cavilosos e menos esporádicos. Estilhaçam-nos o espírito (ou o que resta dele), trituram-nos a vontade e os ossos, infestam-nos de fobias e fantasmas. E fazem-no todos os dias, à hora da telenovela, à hora do telejornal, em maratonas ininterruptas de opinorreia pelos pasquins, na publicidade de empreitada, em compêndios sado-científicos e grandes reportagens funambulares, atulhadas de números acrobáticos. O terrorismo arco-íris não é menos fundamentalista que o chanframento islâmico. A diferença é que não mata instantaneamente: vai envenenando, intoxicando, desmoralizando. Vai, transformando, ao ralenti, em lume brando e banho maria, a própria condição humana numa sórdida anedota, num freak-show. É o regresso, em grande força, da mulher barbuda e do homem engolidor de todo o tipo de merdas.
E esta, desenganem-se, nem é uma questão de esquerda ou de direita. É uma questão de bom senso. E de higiene mental também....

PS: Nada disto tem a ver com a homossexualidade. A homossexualidade existe há milénios e nunca precisou de toda esta mariquice peganhenta para coisa nenhuma. Não estou a ver, em mais de dois mil anos, homossexuais a terem como superlativo objectivo de vida casar e ter filhos - homossexuais, no fundo, a quererem ser macaqueações bacocas e burgessas de casais normalíssimos. Não, este paneleiro/a mimético/a, híbrido entre a puta carreirista e a fada do lar, é artefacto recente. Toda esta campanha global serve-se da homossexualidade apenas como pretexto e subterfúgio. Em suma: como máscara. A sua verdadeira motivação deverá procurar-se mais nas usinas e forjas olímpicas da "impotência" e da "psico-esterilização". O seu intuito, secreto, velado, mas cada vez mais óbvio, é apenas um: Tornar-nos a todos impotentes, neutros, amorfos, estéreis, uniformes. O Mercado, entre outros, agradece. Um homem a sério é fraco consumidor.

11 comentários:

bute disse...

dass man! não peskei nada desta merda k escrevestes...não queres k os panilas casem uns cus outros? Deixa lá os panilas casar e adotar ou ter filhos pelo cu man! Antes isso k casar com as garinas! Inda ontem comi uma k me disse k o marido era roto! Dass man!! Não dá prakreditar! eu gosto de comer garinas casadas, mas casadas com um rot? Dass! isso não! Dassssssssssssss!

zazie disse...

e fazem-no todos os dias nas escolas, esqueceste-te de acrescentar.

mas eu continuo na minha: se isto não desse votos, se não implicasse poder, acreditas que se excitavam tanto por causa de umas bodas burguesas?

é que eles (os militantes nestas causas) dizem que isto prova o avanço da tolerância da nossa "civilização". E eu ia jurar que apenas prova que se está tudo nas tintas porque na maior parte dos casos nem se nota a diferença.

zazie disse...

mas eu gostei foi da última frase: "um homem a sério é fraco consumidor" ":O)))

pois é, mas já ninguém se dá conta desses pequenos e importantíssimos detalhes. E depois têm surpresas...

ehehe

dragão disse...

Dizes bem, Zazie. Mas não devias comentar, porque estás de férias. Assim não vale.

zazie disse...

loooooooollll

está calado ":O)))

mas estou de partida, verdade ehehe

bjs meu malandro

Dodo disse...

Ó amigo Dragão, pela sua saúde, desculpe lá mais esta intromissão. Não quero de forma alguma imiscuir-me em tão elevadas tergiversações, das quais o "comentário" de um tal "Bute" é o expoente máximo, mas, que raio, o que lhe custa a si utilizar um simples corrector ortográfico? Juro que não volto a aborrecê-lo com isto, mas "mágua" é com "o" e "imprescindível" tem acento. Depois, há a questão concordância/acordo verbal, mas isso já seria outra história. Se bem me lembro, em tempos que já lá vão sugeriu-me - com alguma elegância - que lhe fizesse este tipo de revisão de provas, e que ficava muito agradecido, e tal. Pois aí está. Não prometi, mas cumpro. Uma vez sem exemplo, mas de boa vontade.
Cumprimentos.

(P.S.: as minhas duas redundâncias são um bónus. Toda a gente mete sua água. E alheia também.)

dragão disse...

Este Dodo é fodido!
Obrigar-me a ler os meus próprios postais é crueldade que não esquecerei tão cedo!...

Bem, veja lá se agora já está mais do seu agrado... Do seu e do prontuáro ortográfico que lhe serve de Bíblia, claro está!...

Aproveito ainda para agradecer-lhe o enriquecido cultural gratuito que me proporcionou. Nunca, em dias da minha vida, juro, eu havia imaginado sequer que "mágoa" se escrevia com "o" e que "imprescindível", esse adjectivo manhoso, levava assento no "i". Cabrão do gajo, como diria o Caguinhas.
Corrector, diz o meu amigo?... Qual corrector, qual carapuça! Palmatoadas, isso sim, palmatoadas e das grossas!...E umas orelhas de burro, por causa das cócegas!...

Anónimo disse...

Completamente de acordo. Estes paneleiros(as)que entendem que o casamento os torna iguais aos hetero e lhes dá o mesmo estatuto social, são uns líricos! Mas a verdade é que não estão sòzinhos. Há um "fulano de tal" que sempre, orgulhosamente se diferençando, proclama o seu estatuto de republicano e laico, surpreendeu agora muitos crentes que, afinal, concluiram que o "fulano de tal" só queria ser igual aos monarcas, embora diferente, já se vê !....
(Os erros, se os houver, deixo p'ro Dodo corrigir...)

Anónimo disse...

Já odiei mais o Hitler...

Anónimo disse...

watch your back.
também havia nazis desprovidos de "motor de arranque"

Anónimo disse...
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