sexta-feira, agosto 10, 2007

Provas da Não-Existência de Deus

Bem, assim de repente, não me ocorre nenhuma.


PS: Um argumento céptico, na antiguidade, era que "o que não existe não necessita de ser demonstrado". Repare-se que naquele tempo não havia noções formidáveis que mais tarde se tornaram essenciais na nossa cultura: "zero", "vazio", "infinito".

6 comentários:

MP-S disse...

Assim de repente, a mim tambem nao me ocorre nenhuma.

Pedro Barbosa Pinto disse...

Se por regra Deus é Perfeição, então o humano seria a prova da sua não existência.

Mas como não há regra sem excepção, o humano assumiu o glorioso sacrifício de se tornar numa besta para assim confirmar a regra e dar por provada a existência de Deus.

Os restantes seres vivos podem não conhecer Deus, mas a verdade é que também nunca o negaram e desfrutam o que lhes é dado sem sequer saberem que um dia vão morrer.

Sai mais um bagaço para esta mesa por favor...

dragão disse...

Se o homem é bestialmente imperfeito donde lhe proveio então a ideia de absoluta perfeição?

Anónimo disse...

Óóó diáááábo.
Isto está cada vez mais complicado.
Se não se conseguir provar a existência de Deus, prova que Ele não existe?
Se não se conseguir provar a não existência de Deus, prova que Ele existe?
Se se conseguir provar a existência de Deus, prova que Ele existe?
Se se conseguir provar a não existência de Deus, prova que Ele não existe?
O que prova a existência, e/ou, o que prova a não existência de Deus?
Absoluta perfeição. O que é? Existe?
Carlos

Thoth disse...

O que falta aqui é a palavra de um Deus.
Se se cortar o cérebro, e tentarmos ver nele a inteligência, estamos a perder o nosso tempo, porque não a conseguimos ver, mas sabemos de ante mão que aquele cérebro albergou uma mente. É assim ou não é assim!

Cumprimentos do céu

BOS disse...

Nos nossos dias, crentes são os ateus. Os outros acreditam só em Deus; os ateus acreditam praticamente em tudo: na ciência, na imprensa, na informática, nos políticos, Alguns, estupidamente, no próprio cônjuge. Há ateus profundamente convencidos da sua evolução, da sua modernidade, do seu progresso — por se terem livrado das «beatices» e «superstições» dos seus antepassados. Mas os homens modernos não se conseguem libertar dos genes, de milhares de anos de religiosidade, dos seus antepassados devotos. Os modernos são ateus pintados de fresco, novos-ricos da profanice. E, por isso, ao mesmo tempo que negam o sagrado, comportam-se religiosamente, ritualmente. Isto verifica-se onde menos se espera. Foi Mircea Eliade quem apontou a «estrutura mitológica do comunismo»: o papel redentor do Justo, o povo perseguido (proletariado) à espera de redenção, etc. Cristo não foi o primeiro marxista, como nos tentavam impingir por cá os toinos dos anos 70 e 80; o marxismo é que foi construído com símbolos, mitos e rituais que provêem do sagrado. Outro exemplo, que fica bem no pino de Agosto: a prática nudista é menos libertação sexual do que religiosidade pura. Que é o nudismo senão a nostalgia do Paraíso, adões e evas sem parra nem pecado? (Algumas taras "ambientalistas" têm a ver também com este mundo perdido, um suposto estado de harmonia entre o Homem e a Natureza). Assim, Meca e o Meco são duas manifestações de religiosidade. Numa o crente fica de rabo para cima a orar por Alá; noutra, de barriga para o ar a chupar um Olá.
Ainda outro exemplo de religiosidade: as sessões de psicanálise. Há um pastor que conduz o rebanho dos fiéis depressivos, por meio do sacramento da confissão. Em sinal de respeito, o crente deita-se no divã, de costas para o pastor. Nisto das religiões modernas, não se deve olhar de frente a divindade.