domingo, junho 10, 2007

Comunicado das Edições Lança-Chamas

O livro "À Queima-Roupa", de César Augusto Dragão, não esteve disponível nesse lamentável acontecimento cultural que hoje terminou, sob o enganoso título de " 77ª Feira do Livro de Lisboa". As "Edições Lança-Chamas" tudo fizeram para estar presentes, mas, infelizmente, a perversidade, o encanzinamento e a burrocracia congénita da CML, em torpe conluio com a APEL, não o permitiram. E todavia as nossas condições eram da mais elementar justiça, modéstia e simplicidade; a saber 1. Substituição daquela ridícula e gigantesca bandeira verde-rubra hasteada no topo do Parque Eduardo VII pela bandeira deste blogue, em idêntico tamanho, e apenas iluminada com holofotes; 2. Melhoramento das infra-estruturas de apoio à feira, através do acréscimo de um bordel nocturno que serviria, em simultâneo, de stand de vendas da nossa editora; e de um ringue de boxe, onde César Augusto procederia à distribuição de autógrafos, alternadamente, nos livros e nos críticos da especialidade; 3. Concessão de honras de estado, com direito a batedores avançados, majoretes e fanfarra, de cada vez que o nosso César Augusto visitasse a feira. De realçar, que a nossa boa vontade chegou ao ponto de abdicarmos do felatio simbólico a César Augusto Dragão por Margarida Rebelo Pinto, do queijo da Serra e presunto de Chaves à discrição para todos e da luta de orelhas (ou orelha-de-ferro) entre José Rodrigues dos Santos e Miguel Esteves Cardoso. É verdade; chegámos mesmo ao extremo de aceitar como opcional o Aston Martin e a suite presidencial no Ritz. Mesmo assim, nada feito. Eram mais que evidentes -eram sobrepujantes! - a má fé e o fundamentalismo saloio daqueles energúmenos. Assim, não admira que a cultura neste país não vá a lado nenhum e estagne num repugnante e pantanoso compadrio. É uma vergonha!
Aqui fica, pois, registada, para memória e indignação dos vindouros, a fidedigna denúncia de tão vil tramóia.

De caminho, e em jeito de compensação para tamanha sabotagem das artes, se é que tal é possível, passamos a transcrever uma resenha sucinta das críticas mais importantes entretanto vertidas em honra do mirabolante cartapácio.


«Um livro inesquecível. E não digo isto apenas porque, neste particular momento, tenho um sujeito extremamente mal encarado a apontar-me uma caçadeira à cabeça e um outro igualmente carrancudo de facalhão em riste. É realmente uma obra próxima do imortal. Ao contrário de mim, infelizmente. Que, ainda para mais, tenho uma pele deveras frágil ao sol - fará agora a um ferro em braza.»
- Ernesto F. Mendes, "DN", 31.04.2008

«Entre declarar “À Queima-Roupa” a obra prima dos últimos 24 meses ou levar com uma picareta de rompante, não hesito e espero que fique bem claro: "À Queima-Roupa", de César Augusto Dragão, é a maior obra da literatura portuguesa depois que a Antártida começou a descongelar!... O próprio César Augusto, se não é a reencarnação de Swift, Cervantes, Dostoievski e vários outros grandes vultos das letras lusas, num verdadeiro muesli cultural todos-em-um, parece!...»
- Eduardo Almôndega Coelho, "Visinha", 30.02.2007

«Faltam-me as palavras para descrever o que sinto. E alguns dentes para soletrá-las coercivelmente também. Dificuldades, essas, que as beiças inchadas por via dum valente pontapé voador circular (segundo me explicou gentilmente o técnico encarregue da entrega) só amplificam. Foi, de facto, senhoras e senhores, meninos e meninas, uma tareia monumental. Que suportei estoicamente, diga-se, com cristã longanimidade, e que, finalmente, louvado seja Deus, começa a dar os seus frutos: sim, vejo agora como está escrito num estilo arrebatador. Ou melhor dizendo, espreito, na medida em que um hematoma repolhudo e um sobrolho derribado mo permitem. Sim, acho que diviso por fim com certa nitidez: realmente é um livro devastador, um lirimoto de grau 20 na escala grega, sou forçado a confessá-lo. Pronto, já podem chamar o 112?...»
- Chico Graça Moura, "Jornal de Letras", 31.06.2007

«Digo-o sem qualquer rebuço: se deram o Nobel ao Saramago, a César Augusto Dragão, no mínimo, deviam entregar a França, a Áustria, a Checoslováquia, os Paises-Baixos, a Polónia, a Ucrânia e a Escandinávia. Tenho mais amor às minhas unhas do que à verdade. Mas, entretanto, alguma alma caridosa que forneça uma xuxa a Lobo-Antunes: aquele dedo não resiste muito mais!... »
- Jean Claude Delmas, "Revue Littéraire", 61.05.2007

“À Queima-roupa”, de César Augusto Dragão, é um obra sólida, contundente, que nos deixa mergulhados numa intensa comoção. Cada parágrafo conta. Sei do que falo: acabo de levar com ela, repetidas vezes, na cabeça. Uma capa duríssima! Só me apetece chorar.»

- "Nicolau Toy do Amaral", "Expresso", 03.13.2007

«Por amor da sua saúde e, especialmente, da minha e dos meus filhos reféns em parte incerta: encomende já o livro, leia-o de fio e a pavio e reconheça: este homem não é um génio, é um deus!... Ou, no mínimo, um super-herói, um super-homem!...»
- Carlos Hipotenusa, "Derpertai", 23.23.2006

«A leitura de “À Queima-Roupa”, de César Augusto Dragão tem para a crítrica literária a importância que o nascimento de Jesus Cristo teve para a História Universal: há um antes e um depois. Antes de a ler, é-se, tão somente, crítico; depois de lê-la, tornamo-nos idólatras.»
- Gertrudes Cândida Meireles, "Bordados e decorações", a publicar brevemente.

«Não li, nem preciso. É daquelas obras que fica bem em qualquer estante. A encadernação vale o dinheiro. Uma verdadeira pechincha! Combina na perfeição com qualquer reposteiro ou jogo de maples.»
- Paula Trombone, "Embalagens e etiquetas", 01.02.2001

«Tem palavras a mais e imagens a menos. Não entendi nada.»

- Engenheiro Ildefonso Caguinchas


Edições Lança-Chamas
Pela Direcção,

Assinatura irreconhecível

3 comentários:

camarada disse...

Eh pá parece que o livro é mesmo bom, então até tem criticas nos jornais do belmiro. Deve ser memmo bom, e ainda bem que não fui a feira do livro procurá-lo. Talvez na fnac, eles são amigos de uma série de piratas, pode ser que sejam deste também...
Saudações

a voz disse...

«Tem palavras a mais e imagens a menos. Não entendi nada.»

- Engenheiro Ildefonso Caguinchas»

Imperial César Augusto, mas o Amigo Caguinchas não quereria dizer "'piquenas' a menos"?

Abraço
M

Anónimo disse...

Só me resta acrescentar
para o Dragão compensar
e injustiças reparar
PNR devem votar!