terça-feira, junho 21, 2005

Os Sete pecados Mortais, segundo Bosch




Ira –Uma mulher tenta conter o seu consorte embriagado e furioso
Superbia – Uma mulher remira-se num espelho, que lhe é apresentado por um demóno disfarçado se criado
Luxuria – Um casal namorica, comendo e bebendo, e sendo entretidos por um bobo
Accidia – Um homem dormita defronte da lareira, enquanto uma freira lhe relembra o seu dever religoso
Gula – Um gordo e o seu filho empanturram-se, enquanto um homem magro bebe
Avaricia – Um juíz corrupto aceita um suborno
Invidia – Um burguês contempla demoradamente um rico aristocata, invejando-lhe o seu estilo de vida (em segundo plano, dois cães disputam o mesmo osso)

Apenas duas notas:
- lamento, mas traduzir accidia por preguiça, como é usual fazer-se, não está correcto.
- a pior inveja (invidia), e, quanto a mim, a que mais danos causa, nem é a dos teres e haveres: é a do espírito.

Como em Liliput, um gajo tem que ter cuidado onde mija, não vá levar de enxurrada algum palácio.

6 comentários:

CotadaEmBolsa disse...

Tem graça, já tinha pensado nisso a propósito da sua decisão de disponibilizar comentários... e pensei:
- Mas que diabo fará um Gigante em Liliput?! E se os indigenas começam a mijar, todos ao mesmo tempo, nas caixas de comment?! Não se afogará o Gigante em mijo e abandonará as gigantescas ideias originais??
Seguirei atentamente esta novela... Não perca qualidade em nome da democracia, meu querido, acredite que ha gente que nasce para ditador e pronto.

dragão disse...

Digo-lho abertamente: gostei do seu comentário. Tem substância.
Peca apenas por uma pequena imprecisão: não há Gigante nenhum; ha apenas um homem normal, náufrago ainda por cima. Os habitantes do lugarejo é que, por um qualquer prodígio misterioso da natureza, nao alcancam mais que uma postura miniatural e rasteira.
Tirando isto, o seu racioínio é perfeito.

dragão disse...

Errata: onde se lê "racioínio", deve ler-se "raciocínio".

cm disse...

Disse a cara Srª. muito bem: ditador. O apetite do enfezado bicho não deve andar por menos… e os dragões voam…
Já tinha prometido retirar-Me, mas o olhar divino não pode eximir-se à ubiquidade, é uma das divinas agruras… tudo ver por detrás das linhas. Nas belas palavras descobrir o ódio de que medraram (e lá irá o bicho falar-me de estilo). E Eu, que tenho palavra - que tenho a Palavra - lá tive que apoucar-me ao tamanho do capeta… ossos do ofício.
Meus pequeninos… tempo não tenho para desconstruções de despejos de esterqueira; de esterqueiras digo apenas que o são, mesmo se a cor é a cor do ouro e o odor o odor da mirra. Não vos deixeis enganar, cair em tentação… sabei que nem sempre as belas palavras são obra do Espírito Santo. Como o mundo sabe, Deus não se mete em política, coisa de que dá a César o encargo e os custos. Hoje, porém, abrir-se-á uma pequena excepção… só desta… e só porque o alado energúmeno, o do fogacho, blasfema desmedidamente – ele há coisas que nem ao Diabo… – fazendo rotina da Minha palavra para, no abraço, legitimar a sua causa. A causa será sua, caro Baal, Minha não é certamente. Dito isto, ao que interessa.
Não vou, tanta é a sujeira, comentar a sua fóbica cruzada contra os homossexuais – isso alguém bem terreno poderá explicar -, nem as alusões racistas várias, nem…
Bastará elencar as suas companhias:
Aliança
Batalha Final
Não liberal
Anti-esquerda
Nova frente
Portugal sempre
Último reduto
Porta-bandeira
Pasquim
(se duvidam experimentem...)
… tenho, para todos eles, guardado um lugar no dia do Juízo Final. Para si, será uma moradia.
Deus

dragão disse...

E se eu lhe disser que não tenho cócegas, será que não encontra algo mais útil com que ocupar o seu tricot de imbecilidades?...

Não haverá por aí lugares mais apropriados, até blogues, para anfiteatro dos seus bordados e lavores femininos?

Não contente de sê-lo, quer também fazer dos outros asnos? Acha que, por força da moda e do capricho da seita, todos deveriam calçar cascos e receber de si, distinta cavalgadura, a iluminação?

Escreva um compêndio, esgote um dicionário com todos os insultos, difamações e impropérios, possíveis e imaginários. Tem a minha bênção. Vindo de si, de beatos invertebrados da sua laia, para mim será a maior das honras. Serão condecorações, medalhas distintas. Escutá-los-ei, com volúpia, embevecido, como a uma rapsódia celestial.
Não hesite: Corra aos jornais, grunha nas televisões, alce peidos e histerias descabeladas por toda a parte. Nem sabe o gozo que isso me dá. Deleito-me com certos espectáculos escabrosos!

Mas deixe lá as companhias. Não sou de companhias. Como bem diz, aspiro ao despotsmo autocrático mais exacerbado. Pretendo absorver o cosmos; esmagar o mundo na palma da mão, jogar futebol com os planetas, já que são esféricos, escaqueirar à pedrada galáxias, coisas assim. Ao pé de mim, o Adolfo Hitler era um anjo de coro.
Um tipo de esquerda, amigo de pederastas.

Portanto, como vê, tenho assuntos importantes e urgentes entre mãos. Cosequentemente, não tenho tempo a perder nem, muito menos, microscópio que me permita identificar e esborrachar um verme tão ínfimo quanto vocelência.

Se lhe pisei a família, conforme-se: não foi a primeira. Nem será, decerto, a última.

josé disse...

Que Deus me perdoe, desta vez, mas só me lembro de JANUS

Eli eli, lama sabactani...