terça-feira, abril 26, 2016

Viva o 31 de Abril!



Ainda a propósito daquela cegada de ontem...

Não sei se já repararam, mas existem duas espécies de abrileiros: os abrileiros activos e os abrileiros passivos. Distinguem-se na forma como recordam a lua de mel conjunta de 74: uns com saudade lasciva; os outros com trauma dorido.(Parece que os passivos tinham organizados a festa, exclusiva a convidados da estranja selecta e do corpo diplomático fofinho. mas, um tanto ou quanto à canzana, ou chimpanzana melhor dizendo, os outros infiltraram-se no bacanal e toca de abusar, à bruta, dos comensais e dos florzinhas; em vez do woodstock saloio, saldou-se o piquenique selvagem por um semi-gulag das caldas.)
Distinguem-se igualmente pelos ruídos que emitem em  acto de vocalização: os activos palram sempre a mesma coisa: "25 de Abril sempre!, "fássismo nunca mais!", "a luta continua", "viva a liberdade" e outras estalactices que tais. Em contrapartida, os passivos, nunca parlam coisa com coisa - permanecem taralhoucos e delirantes desde as frustradas e escarafunchosas núpcias de 74. A mais recente estrabuleguice duma destas abetardas,  aconteceu em pleno palramento da republiqueta, por alma das comemorações da violentação conubiosa de 42 anos atrás. Rezou qualquer coisa como isto: « Quando as discordâncias em matéria financeira levam a acusações de que os partidos da oposição se bandearam com as instituições europeias e que são os novos traidores à pátria, o odor a salazarismo mais bafiento e o ridículo mais agudo abatem-se sobre quem faz tais afirmações, que são uma negação de uma democracia convivial, tolerante e inclusiva”..

Caso para concluir: Les beaux esprits toujours se rencontrent! 

Como vêem, num instante passaram de "direita" a "sociais-democratas". Nova pirueta no arame e até já grunhem como comunistas da velha guarda. O meu Luna-Park no Alentejo nunca foi tão urgente e necessário.


2 comentários:

Anónimo disse...

A demência, vulgo: internacionalismo "progressista", passou a ser a regra.

O asilo está todo cá fora.

olhe que um Luna-Park já não chega.

JJB

João José Horta Nobre disse...

«Como vêm, num instante passaram de "direita" a "sociais-democratas". Nova pirueta no arame e até já grunhem como comunistas da velha guarda.»

Mas quando é que Portugal teve "direita" desde 1974? Não me recordo de tal coisa...