quarta-feira, abril 27, 2016

Acromiomancia Ultramarina - II. Breve Flashback ao Fórum Descolhonização

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1* Mito: A Independência era um desejo pungente e palpitante dos Pretos (sim, porque os milhares de brancos e mestiços cujos avós já haviam nascido naquela terra não tinham direito ao privilégio da conterraneidade, no caso, africana; nesta encantadora perspectiva, os Estados Unidos e o Brasil, entre outros, ainda hoje estão à espera duma boa descolonização - sendo que em ambos casos, há que expelir de lá para fora não só os brancos e mestiços, mas também os pretos).

Mas vamos ao nosso caso.
Quais pretos? Os de Angola, os da Guiné,  os de Moçambique, os de São Tomé, etc, quais? São todos diferentes uns dos outros. E em Angola, quais deles? Sim, porque os pretos do sul nada têem que ver com os do norte, ou de oeste com os de nordeste? A mesma coisa em Moçambique ou na Guiné e até em Cabinda (que não é exactamente a mesma coisa que Angola). Ainda hoje o que os une é a língua, a fronteira (ambas herdadas dos portugueses), e a administração central  (em parte, também). Aliás, entre o fim das campanhas de pacificação (com a implantação territorial do "império") e o incício das campanhas contra-subversivas decorreu o tremendo intervalo de... 50 anos. Paiva Couceiro, que é um herói das campanhas africanas imperiais, não se cansa de deplorar um certo desleixo belicista africano dos primeiros tempos do Estado Novo. Henrique Galvão, outro bravo das Áfricas, é a pretexto maior da má administração destas, que passa de indefectível de Salazar a uma espécie assaz intrigante de "inimigo público nº1" do mesmo.  Mas de facto, leram bem: meio século. Grosso modo. Porque,  em bom rigor, menos ainda que isso: em 1934, os Felupes da Guiné (praticantes discretos de canibalismo) ainda se lançam ao ataque de Basseor; em 1941, no Sul de Angola, decorrem ainda acções contra os Cuvales  Estão a ver a consistência "nacional" daqueles territórios se entendidos per si. E, junto com a consistência, a antiguidade pungente do anelo independentista de todos aqueles "nacionais" oprimidos?...

Ponderemos  o levantamento da UPA, no norte de Angola, em 1961. Resultado: 5000 brancos massacrados e 30.000 bailundos. Os bacongos liambados  e zombificados pelos pastores evangelistas americanos no Zaire, que esquartejaram à catana toda aquela horrível gente, queriam libertar-se afinal de quê? De Portugal? Do Sul do país? Queriam a independência de Angola ou a independência do Uige? Queriam deixar Portugal ou reunir-se ao Congo?
De resto, porque é que quando a administração metropolitana saiu, todos aqueles africanos lop (onde de resto persistiram grande quantidade de mestiços e alguns brancos recauchutados), anelantes de pátria e progresso, desataram em guerras civis, depurações étnicas, purgas facciosas, carnificinas desatadas e lutas fratricidas? Era a implantação da independência ou duma qualquer ideologia externamente patrocinada? Porque é que regiões, como Angola, que constituiam, de longe e juntamente com a África do Sul, as mais desenvolvidas de África, regrediram a terra queimada, escombros e corrupção desenfreada, em menos de nada?

A resposta a esta última questão é pública, notória e reconhecida: porque as estruturas que geralmente conduzem à independência natural, racional e minimamente consequente das nações  - como os Estados Unidos, a Austrália, ou o Brasil, por exemplo - tinham desaparecido. Quer dizer, tinham retornado à Europa (e não foram apenas brancos). Então, em vez da independência constituir um progresso, o progresso fatal e lógico que a seu devido tempo ocorreria inevitavelmente, na verdade enformou um retrocesso. Um retrocesso e uma despromoção: passaram do colonialismo em extinção e reforma benignizada ao neocolonialismo, em erupção e ferocidade rompante.. Ou seja, quando, finalmente, estavam a colher benefícios mais que penados e justificados de décadas, senão séculos, de incivismo e desprezo, eis que os remetem, de chofre, ao tribalismo, à miséria e à depredação alternada e concertada de bandos armados (isto lembra-me qualquer coisa...).

O terrorismo e a subversão, internacionalmente edulcurados sob o eufemismo "luta pela libertação" foi conduzida na Guiné pelos Balantas, em Angola pelos Bacongos (UPA) e Kimbundos/calcinhas de Luanda (MPLA) e em Moçambique pelos Macondes. Na essência, tratou-se  portanto  duma acção tribal mascarada de nacional. Se pensarmos que as restantes tribos lutaram integradas no exército português, chega-se à plácida constatação que a "luta de libertação" era uma luta de uma minoria contra a maioria. Na verdade, o veículo da subversão, segundo a teoria comunista, no ultramar teve uma componente tribal, como na Metrópole teve um contexto classista/partidário. O resultado, infelizmente, foi idêntico em ambas as paragens: a imposição duma ideologia hostil, por parte duma minoria externamente patrocinada, à maioria da população e contra os interesses reais, concretos e futuros desta.  O fruto dessa manobra insidiosoa também foi o mesmo: a instauração de cleptocracias oportunistas e agremiações de saque geral de recursos. Em Portugal, sob a capa conveniente de "modernização" das infraestruturas (nunca se percebeu bem para quê); no ex-Ultramar dispensando-se de qualquer freio ou camuflagem.
Depois, da mesma forma que na metrópole Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, no Ultramar Português, o Ultramar era Angola e o resto era um bocado como a paisagem. Claro que tinhamos que defendê-la,  à paisagem, ao centímetro, mas apenas por uma noção exacta das consequências do efeito dominó. Por causa do tal "precedente legal". Abrir mão dum dedo era perder a mão toda. Mas não era a paisagem o prioritário nem o essencial. A prova disto é que onde era preciso ganhar a guerra e colocar a coisa a funcionar a todo o vapor, nós ganhámo-la, limpinha, o maior exercício da arte de contra-guerrilha na história da Humanidade: Em Angola, precisamente. Facto. Ponto final parágrafo.

Depois, na hora fatídica, as outras províncias também sofreram por arrasto: como o que as potências sobrecobiçavam era a "independência de Angola" (e foi nesta que o "MFA"  jogou todas as suas venenosas cartadas), as outras também tiveram que ser independentizadas à pressão e de charola. E antes mesmo da própria Angola, por via das dúvidas e de modo a acabar com todas elas. Independente Angola, a 11 de Novembro de 1975, pode finalmente encerrar-se o PREC, na Metrópole, a 25 de Novembro de 1975. A extrema esquerda subsidiada pela embaixada Americana pode destroçar e aderir aos partidos do Poder; o Partido Comunista, a troco de imunidade militar, cooperou e pode ingressar no parlamento, o PPD pode finalmente abandonar o marxismo, o PS guardou alegremente o socialismo na gaveta, e todos, com a diluição europédica pelo meio, vivemos muito felizes e contentes até à bancarrota actual. A parede ao fundo do beco. Ou a luz do comboio ao fundo do túnel.
Que tal? Para abertura de hostilidades, não está mal, pois não?

Corolário:
O desejo de independência, em Angola, não estava nos pretos: estava nos brancos, mestiços e nalguns alfabetizados de ponta. Em cidades como Benguela era já ancestral. No que apenas manifestavam a mais recorrente das lógicas históricas: decerto que não foram os pele-vermelhas os grandes adeptos e promotores da Independência dos Estados Unidos; ou os indígenas brasileiros da Independência do Brasil, ou até os zulus da independência da África do Sul, pois não? Quanto mais desenvolvida se via a colónia, não era a gratidão que alastrava: era a arrogância. O "Vão-se embora" que a gente toma conta disto!"
Depois, a coisa deu para o torto. A grande maioria debandou. Os que ficaram, mais os mulatos e os tais alfabetizados, acrescidos agora duns quantos bolsistas nos paraísos de Leste, deram corpo ao sucedâneo desse húmus independentista embrionário: o MPLA.


PS: O problema é que os nossos colonos, na hora h, não tiveram a solidariedade dos seus congéneres mais antigos (na independência, bem entendido) do Novo Mundo. Bem pelo, contrário sofreram-lhes a insídia, a hostilidade e a  traição. Mas a moral da história já os antigos avisavam: quando se desprezam as raízes acaba-se folha seca, soprada por qualquer ventaniazita outunal. A mesma ventaniazita que assopra agora todos estes pindéricos de vão de escada mental, que não tendo onde cair  mortos nem o valor da ponta dum corno (moral, político, cultural, ou o que seja), passam a vida arrotar grandes postas de finança e tremendos pragmatismos apenas destrinçáveis ao microscópio.

51 comentários:

Vivendi disse...

"Ainda hoje o que os une é a língua, a fronteira."

Elementar, meu caro.


Esta frase resume tudo e demonstra onde se encontra a verdade.

Ricciardi disse...

Em suma, só ficariamos a saber o que os pretos e brancos das colonias queriam... se lhes tivéssemos perguntado. Como nunca se quis perguntar...
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PS. Uma pergunta simples, como fizerem no reino unido há uma ano com a Escócia. Quer continuar ou ser independente?
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É simples não é?
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É, mas quem não aceita a possibilidade de ouvir um Não, não compreende estas coisas básicas.
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Rb

lusitânea disse...

Bem esfolado.O curioso é termos uma grande quantidade de "libertadores" outra vez com a nacionalidade Portuguesa.Para além de agora o mundo ser um só e claro por nossa conta o que é porreiro para "legalizar" a colonização africana que depois de 6 aninhos têm um papel a dizer "português" e que querem "indestrutível" e "garantista" do direito ao Estado Social Internacionalista.
Se tudo isto não é traição rasteira aos bem comportadinhos indígenas brancos pagadores...

Anónimo disse...

Sr Rb,

queira desculpar,
o sr. é mesmo tolinho a esse ponto? Ou tem apenas de "abrir a boca e cuspir disparates" por uma necessidade imperiosa e impossível de controlar?

JJB

José Domingos disse...

Excelente. Quem não perceber a história, nunca vai perceber nada.
Está tudo lá. Quem quiser que entenda.

majoMo disse...

> «O desejo de independência, em Angola, não estava nos pretos: estava nos brancos, mestiços e nalguns alfabetizados de ponta.»

Correctissímo! Tal como nos EUA não estava nos Índios - como se viu e se vê...

Os Iluminados deixam sempre uma Sombra...

Anónimo disse...

limpo o cu com a cara destes fascistas

Anónimo disse...

O caso da família da minha mulher ilustra o ponto do Caro Draco.
Burguesia de Lourenço Marques, casa na Polana, estudos universitários por alturas do 25/4.
Resultado: Por volta de 1974 estavam todos na FRELIMO. Nenhum ficou em Moçambique após a independência.

Miguel D

dragão disse...

Antes da Independência, em Angola, quando alguém vinha à metrópole, não dizia "vou à metrópole!" - dizia "vou ao Puto". Portugal Continental era o "puto". Uma espécie de "fedelho pequenote" diante do colosso "Angola" (que era um pouco como alguma daquela malta, mais metida ao pato bravo, se via: já a nadar num futuro de cornucópias (que os da Metrópole só cobiçavam e empatavam)...

dragão disse...

O ar de caga milhões com que os actuais angolanos desfilam diante diante de todos os seus primos lusófonos (portugueses, mas também moçambicanos, guineenses e demais) foi herdado e, de certa forma, aprendido, como os "angolanos" de antes da independência.

E, não obstante, de todos, são os angolanos os pais parecidos e influenciados por nós. Então, em matéria de defeitos, superam até os brasileiros: herdaram-nos todos, mas espalhafatosamente amplificados.

:O)

Maria disse...

Não era bem assim, pelo menos por todos. Quando tencionavam vir a Portugal diziam "vamos ao Continente" (embora estivessem noutro...). Refiro-me a alguns familiares, poucos, mas sobretudo a amigos de meus Pais que estavam, uns, há muitos anos em Angola, outros há muitas décadas e outros tantos já lá nascidos, assim como pais e avós. Pessoalmente não me recordo de qualquer destes nossos próximos se terem referido ao Portugal Europeu desse modo, se bem que já tenha lido aqui e ali e por várias vezes, que de facto alguns angolanos se referiam ao Portugal Continental desse modo - talvez se tratasse da classe baixa, não sei.

Josephvs disse...

Oh Dragon Man assim nao vale :)

Norton de Matos queria a capital do imperio em Angola

dragão disse...

Maria,

decerto que não eram todos. Estas coisas são mesmo assim. Nem todos no Porto chamam mouros aos de Lisboa. Mas era sintomático.

Mas esses que diziam que vinham ao continente devem ter servido de inspiração aos madeirenses. Ou então seriam madeirenses migrados para Angola, havia lá uns quantos. Embora para a guerra não servissem, no comércio são óptimos. Ainda hoje na África do Sul dominam os mercados de frescos e hortaliças.

dragão disse...

«Norton de Matos queria a capital do imperio em Angola»..

Era... a Neo-Lisboa.
:O)

PS: Um ror de gente oriunda de Angola atirava-se à falta de visão do Salazar que não soube concretizar essa ideia genial do Matos. Que teria sido, segundo eles (juraram-mo a pés juntos, uns quantos, até familiares meus) uma solução milagreira para o grande berbicacho. A seu tempo analisaremos isso.

majoMo disse...

Dum modo geral os angolanos de origem portuguesa continental e os nativos usavam indiferentemente "a Metrópole" e o "Puto".

Qualquer das expressões NÃO tinha conotação acintosa e de superioridade depreciativa.

O termo "Puto" não advém de «Uma espécie de "fedelho pequenote"» como pode erradamente depreender-se. Trata-se de um diminuitivo popular, em Angola, de "Portugal", que tem a sua origem do Kimbundo:

CAPUTO – Português; a Língua Portuguesa; aquele ou o que pertence ou se refere a Portugal.

De facto, tanto os de origem da Metrópole como os de Angola usavam amiúde termos do Kimbundo - como p.e.:

CAMBUTA – baixo , pequeno. Do kimbundu “kambuta”

Dito isto, a afirmação do articulista - é exacta:

> «O desejo de independência, em Angola, não estava nos pretos: estava nos brancos, mestiços e nalguns alfabetizados de ponta.»

Como o foi na Metrópole o comportamento das Elites bem-pensantes - que se julgavam mais espertos que a esperteza.
E de espertos esmilham...

Como acentuou Fernando Pessoa: o Escol português é "por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido".
E S. Paulo: "Julgando-se Sábios, tornam-se néscios"...

Maria disse...

MajoMo tem razão. O tempo que passou já é muito e há pormenores que me escapam. De facto também se dizia principalmente "vou à Metrópole" mais do que "vou ao Continente".
E Dragão, olhe que os que nos eram próximos, familiares incluídos, não negociavam em frescos nem em hortaliças coisíssima nenhuma:) Talvez alguns outros idos da Madeira, como diz, o fizessem, isso acredito (na África do Sul era a norma, de facto) mas os nossos amigos de família não, porque ninguém era da Madeira. Assim como da minha família também ninguém o era.

Para ter ideia, o meu Pai tinha um Jornal editado em Luanda, em sociedade com um dos meus Tios, seu irmão. Como o meu Pai vivia em Portugal, as crónicas que enviava para serem publicadas semanalmente, seguiam da Metrópole via aérea para Luanda - ainda hoje me recordo de que era deste modo que, por exemplo, o meu Tio, mas também outros nossos amigos, se referia ao Portugal europeu na correspondência que trocava com o nosso Pai.
Uma curiosidade, este meu Tio trabalhou como funcionário superior (reformou-se muito antes da golpada, felizmente para ele) naquele lindo edifício que foi/é o Banco de Angola.

Outra curiosidade. Ainda possuo um recorte do Jornal no qual o meu querido tio fez por arranjar um espaço especialmente dedicado ao Cinema e publicou um artigo por mim enviado, que era uma crítica positiva a um filme que muito me havia impressionado na época. Tinha eu quatorze anos acabados de fazer! E sem falsa modéstia, a crítica ficou bastante razoável e o meu português idem, aspas:)
E sabem que mais? Anos mais tarde aconteceu-me uma coisa que jamais pensei poder vir a acontecer-me alguma vez na vida, vim a conhecer pessoalmente em Londres, na estreia mundial de um outro filme dele, o actor que tanto me havia impressionado n'Os Dez Mandamentos e que desde os meus nove anitos, altura em que tinha visto o filme, com a paixoneta que geralmente as miúdas com essa idade desenvolvem por determinados actores de cinema, havia começado a adorar mais do que a própria vida, como soe dizer-se. How about that?

Ricciardi disse...

Basta perguntar aos angolanos mais velhos. Não tem nada que saber. Eu perguntei. Sempre que se proporcionava conversa, eu perguntava:
-Queriam livrar-se do colono e serem independentes ou não?
-Gostavam de voltar a ser uma parte de Portugal ou não?
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As respostas são esclarecedoras. Não encontrei angolano mais velho (os mais novos nem pensam no assunto) que não tenha gostado da independência.
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Encontrei muitos que não gostaram do q se passou a seguir por causa da guerra civil. Um problema causado pela forma como se descolonizou.
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Portanto, dois problemas de falta de tacto. Um no estado novo porque não percebeu que o caminho era a independência ordeira. O outro no pós abril porque entregou a gestão das colónias de supeton sem cuidar do futuro daquela gente.
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Dois períodos negros na nossa história.

1) O período pós 1952 até 1970 (periodo do masoquismo).
2) O período de 1975 a 1979. (periodo da bestialidade).
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PS. o ponto 2) não existiria sem o ponto 1).
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Rb

Ricciardi disse...

I know, i know, os pretos também não tinham que ter 'querer'. Isso é coisa para o colono ter. Branco.
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É engraçado, e faz-me rir como um alarve, ler o que dizem os ex-colonos (dragões e cia) e ler o que dizem os ex-colonizados que estão em angola. Os ex-colonos garantem que a ansia pela independência era afinal um mito. Os ex-colonizados garantem o contrário.
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Para quem só conhece uma versão, eu posso desempatar porque vivi nos dois lados muitos anos. Não. Não é mito. É realidade. Os pretos gostaram da independência da mesma forma que os brancos do continente tb gostaram quando a conquistaram aos espanhóis. Ou será que não?
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Rb

Unknown disse...

Rb,
Independência? Como em "detenção do poder soberano e com capacidade de auto-governo"? Quando é que isso aconteceu? E já agora, quando é que "os pretos" passaram a "ter querer"? Não dei por nada, posso andar distraído.

Miguel D

Afonso Albuquerque disse...

Tendo em conta o contexto angolano de esperança média de vida a rondar os 51 anos actualmente... e Tendo o regime acabado em 1974...Não deve encontrar muitos angolanos vivos que tivessem idade para presenciar o que quer que seja... quer pela desgraça económica que se abateu sobre Angola após a Independência quer(e por causa de ) da Guerra civil que matou milhões de angolanos.

E mais uma vez comete um erro factual. Não havia espaço para uma independência ordeira naquele momento. A ordem mundial alterou-se com a Conferência de Bandung por exemplo e se alguém quisesse o que quer que fosse ordeiro... não teriam sido os negociadores Mário Soares, Rosa Coutinho ou Almeida Santos porque ninguém propôs ouvir em referendo as populações que aí viviam.

Portanto não diga asneiras.

Unknown disse...

Ainda há outros indícios que apoiam a tese que o Draco preconiza neste post.
É que, no que a Angola diz respeito, os momentos em que se esteve mais próximo da separação política da Metrópole antes do 25/4:
- o governo-geral de Deslandes
- o plano de Marcello com Santos e Castro e elites locais para a declaração de independência na Fortaleza de Massangano

Miguel D

Anónimo disse...

E desde quando Angola era um país construído por pretos, como Portugal sempre foi feito por portugueses desde o séc. XII, para se comparar a independência face a Castela com o que se passou em África.

Angola em 74 era um país, de facto. Mas feito por portugueses europeus. Nunca um país edificado por negros e colonizado por europeus.

Anónimo disse...

Indo por aí, se era mesmo para se restituir aos negros angolanos o que era deles antes dos portugueses, o mais que havia a fazer era restituir cubatas e algumas construções mais ricas aos sobas e entregar o território ao Congo.

Afonso Albuquerque disse...

"Para discutir a extensão dos direitos americanos na base dos Açores, desloca-se a Lisboa o Secretário de Estado americano, Dean Rusk, nos dias 27 e 28 de Junho de 1962. Conversa longamente com Franco Nogueira, para além de um encontro com o presidente do Conselho.

Para além de assuntos relacionados com a Aliança Atlântica e as relações entre o continente europeu e a União Soviética, que omitimos aqui por brevidade, são discutidas as relações bilaterais entre Portugal e os EUA e são aprofundados na conversa assuntos anteriormente discutidos, e discutem-se outros novos, sobretudo acerca de Angola e da campanha contra Portugal na ONU."
(...)

"Referindo-me de novo a Angola, e a propósito da alusão à necessidade de ser «ouvida» uma voz angolana, disse ao secretário de Estado que nas últimas eleições para as regedorias e municipalidades haviam sido eleitos 25% de angolanos negros, e esta percentagem certamente aumentaria em futuras eleições. Estes resultados eram mais do que apreciáveis, e o único mal parecia residir na nossa falta de talento para convencer o Mundo da verdadeira realidade, que era esta: Angola e Moçambique tinham, de facto, muito maior autonomia do que muitos dos novos países supostamente independentes."

http://ultramar.github.io/a-custa-da-nossa-destruicao.html#titulo

dragão disse...

Caro majoMo,

registo com vivo interesse a sua achega etimológica.

Acho-a plenamente plausível, bem como a ressalva que justamente fez ao meu enfoque apenas "negativista" do termo. Eu próprio devia ter aberto essa ressalva. Para muitos o emprego do termo seria afectivo, para outros nem tanto. Não sei se concorda comigo que dependia do "emissor". E dependia igualmente da própria data: em 63 seria substancialmente diverso de 73.
Há também, e sempre, a questão da perspectiva: uma será a dos residentes, outra a dos oficiais do exército metropolitano na sua relação, sobremaneira, com algum do "escol" que refere, em Luanda.

Em todo o caso, e falando com franqueza, a primeira vez que ouvi o termo foi a tipos da zona Benguela/Lobito (que como sabe é zona predominantemente umbunda, embora palco de muita mestiçagem. Só depois a escutei em Luanda. Mas lá como cá, e até por herança de costumes, a influência da capital não era pormenor desprezível.

Quanto ao tal "escol de estúpidos" não poderíamos estar mais de acordo.

dragão disse...

Cara Maria,

longe de mim querer alistar essas dignissimas pessoas nos grémios comerciais em causa.

Mas retenha sempre que a excelência dos pais não garante a excelência dos filhos, nem, tão pouco, a humildade dos progenitores condena fatalmente a descendência. No primeiro caso refiro-lhe o Melo Antunes e o pai dele (Aristóteles cita-nos Alcibíades); no segundo, posso citar-lhe, por exemplo, Salazar, ou, como paradigma maior, Jesus Cristo.

Isto para dizer uma coisa muito simples: a cara amiga tem para mim um valor intrínseco, ou seja, julgo-a por si e apenas por si - fossem os seus ascendentes humildes e isso em nada a diminuiria a meus olhos, sejam eles importantes isso em nada a aumenta.

Resumindo, tem crédito mais do que bastante aqui na casa. Não precisa de apresentar fiador.

:0)


majoMo disse...

Caro dragão,

Acompanho decerto a ideia de que o termo poderia ser dependente do 'emissor' transvestido na soberba inerente à estupidez impante do 'ter' sobre o 'ser'.

A corrupção da linguagem é muito usada pela esperteza vácua dos retóricos ululantes. Não por acaso a praticam com gáudio - e proveito próprio...

Aqui também se aplica o aviso de George Orwell: "Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento". Os 'emissores' sabem o que estão a adulterar...

A essas sofísticas sempre retóricas está o dragão aristotélicamente precavido - porque a Sofística dominante não passa no crivo da elementar silogística de Aristóteles, mestre no esvaziamento da argumentação da Sofística.

Como nos tem presenteado com o discernimento escorreito e claro neste seu 'Site'.

Afonso Albuquerque disse...

Naturalmente os meus dois comentários são dirigidos ao justiceiro zarolho do Rb

Anónimo disse...

Em Moçambique os macondes, praticantes discretos do canibalismo, viam nos portugueses, nos brancos, na igreja, os seus inimigos. Quiçá a frelimo permitiria práticas ancestrais...
Carlos

Anónimo disse...

Mas houve alguma vez selvagens que se tenham tomado de amores pelos brancos que deram com eles?
Nem os da Nova Zelândia, mesmo com contrato assinado. Mais cedo ou mais tarde tinham de se fazer pagar pela inferioridade natural.
Nunca foi preciso mestiçagem para isso.

Maria disse...

Dragão, agradeço-lhe a resposta com a classe do costume. Mas não deixe que as minhas palavras insertas no comentário o leve ao engano. Não há só na família gente nobre (no sentido ético do termo) tanto próximos como afastados, de que muito me orgulho. Olhe, o digníssimo autor do Bic Laranja sabe do que falo. Também houve as chamadas ovelhas negras, polìticamente falando. O que não quer dizer que os despreze ou sequer os ostracise, mais que não seja por serem sangue do meu sangue. Eu sou uma pessoa muito mais humilde do que possa parecer. E lembrando o meu saudoso Pai, de quem herdei a expressão sincera "era capaz de despir a camisa para a dar a um pobre necessitado", tenho para mim que era uma das pessoas mais íntegras, patriotas e justas que eu conheci, independentemente de ter sido o meu próprio Pai, o que me honra sobremaneira. Tenho da honestidade, da honra, da ética e da lealdade à Pátria um conceito elevadíssimo, que advêm naturalmente dos exemplos próximos e da educação recebida. É por isso que odeio a politicagem corrupta e vil que nos rege mal e porcamente desde o golpe de Abril e com ela, a falsa independência que, com falinhas mansas, os falhos de honra e de íntegridade pessoal e política nos impingiram nessa fatídica data com o único objectivo de roubarem escandalosamente as toneladas de ouro e outro tanto de divisas, religiosamente preservadas por Salazar e pertença inquestionável do povo português, além do assalto sistemático ao erário público e aos dinheiros dos portugueses desde o dia em que, para nossa desgraça, pisaram solo português. Tudo foi vendido ao desbarato aos dois imperialismos pelos maiores traidores à Pátria que Portugal jamais abrigou no seu território sagrado, em troca dos favores bilionários recebidos, sendo precisamente aqueles os mais gananciosamente cobiçados - os nossos Territórios Ultramarinos. Sem falar nos milhões de inocentes que a mando dos mesmos traidores foram injustamente chacinados.

Por isso e repetindo-me, não deixe que as minhas palavras traduzam aquilo que eu não sou. Sem falsa modéstia, valho bastante mais como pessoa do que possa deduzir-se através do que escrevo. E atenção, há um pormenor que quero deixar bem expresso, não sou nada, mas mesmo nada, elitista... As minhas maiores amigas, na primária oficial que frequentei, eram ambas filhas de duas porteiras de dois prédios próximos do nosso. Isto quer dizer qualquer coisa do meu carácter ou não?

Obs.: Quando me refiro a ovelhas negras na família, refiro-me òbviamente à política. Sendo o meu lado materno todo monárquico e o meu Pai, um republicano convicto (ainda que paradoxalmente tenha tido como Tutor um monárquico, com cuja família conviveu desde pequenino até à idade adulta) nenhum dos seus muitos irmãos, meus Tios, o eram e muito menos o meu Avô, seu Pai e no entanto um dos meus vários irmãos, com o advento da democracia, resolveu ser socialista, com propensão para o comunismo..., sendo todos os outros, eu incluída, ou PSD's ou CDS's. Para que se aquilatem as contradições (sobretudo para os velhacos 'libertadores do povo oprimido' e criminosos descolonizadores de africanos 'ansiosos pela independência') um destes meus irmãos que nasceu em Angola e por lá ficou até o pós 25 de Abril, era e continua a ser um CDS ferrenho e como ele, dezenas dos seus amigos angolanos.
(cont.)

Maria disse...



(conclusão)

Mas isto de estarmos a debater política portuguesa é apenas um pro forma. A democracia como regime, esta 'nossa' e todas as outras, é uma farsa pegada que só ilude os mais distraídos e/ou os crentes fervorosos na (falsa) honestidade dos que a representam. E debatermos os vários partidos e respectivas ideologias, é outra ilusão. Trata-se de um recurso, o único, de que os políticos auto-intitulados democratas se valem para conseguirem levar por diante um projecto baseado em premissas (e promessas) impossíveis de serem cumpridas e não obstante são sistemàticamente anunciadas como algo sagrado que só um regime democrático é capaz de assegurar como concretizáveis a breve ou médio prazo. E estas mentiras travestidas de verdades inquestionáveis, prolongam-se no tempo. E todas as anteriores promessas políticas, porque irrealizáveis, são relegadas para segundo plano e mesmo esquecidas, desrespeitando o eleitor-alvo, após o que, com a maior desfaçatez e desvergonha, se seguem de imediato anúncios grandiloquentes de novas promessas tidas como as que irão resolver definitivamente a crise que a anterior medida não resolveu e será mais uma que não só não resolverá crise alguma como antecederá outras tantas que se irão seguir e ter o mesmíssimo destino. E é socorrendo-se deste processo maquiavélico que os regimes democráticos se perpetuam no tempo e todavia possuem todos os ingredientes maléficos que só por si seriam suficientes para se auto-destruirem. E o nosso pobre povo, acreditando piamente nas vãs promessas eleitorais dos políticos, que se sucedem umas às outras, tem ido na conversa, como aliás acontece com todos os outros povos que (sobre)vivem estranhamente crentes na mesma farsa de regime. Mas as coisas parece estarem lentamente a mudar na Europa evoluída.

Estamos perante um dos mais enganosos e desumanos regimes inventados por quem sabia que só este género de regime, à custa de falsidades monstruosas, crimes de sangue, chantagens e ameaças e traições mil, conseguiria sobrepôr-se a todos os outros e perdurar pelos séculos. Ou seja, desde o seu início, 1789, o Mal tem vencido todas as barreiras por se apresentar aos povos/ao mundo sob a pele de cordeiro e não obstante, se bem observado, estão nele bem patentes as suas mais satânicas facetas.

Mas nada disto é novidade. O Dragão, com a sua verve inigualável, inteligência superior, apurada consciência política e basto conhecimento da coisa pública, já o disse vezes sem conta e muito melhor do que eu jamais seria capaz.

Ricciardi disse...

Miguel D,

Tem de usar o cérebro qdo diz q não há velhos em angola.
.
Portugal, ha uns seculos, tornou-se independente de Espanha. Angola há umas décadas tornou-se independente de Portugal.
.
Onde está a dúvida? Onde está a diferença?
.
Na cor da pele, talvez. Não vejo outra.
.
Rb

Anónimo disse...

Está ali em cima explicada a diferença, burro!

Anónimo disse...
«E desde quando Angola era um país construído por pretos, como Portugal sempre foi feito por portugueses desde o séc. XII, para se comparar a independência face a Castela com o que se passou em África.

Angola em 74 era um país, de facto. Mas feito por portugueses europeus. Nunca um país edificado por negros e colonizado por europeus.

1:54 da tarde
Anónimo Anónimo disse...
Indo por aí, se era mesmo para se restituir aos negros angolanos o que era deles antes dos portugueses, o mais que havia a fazer era restituir cubatas e algumas construções mais ricas aos sobas e entregar o território ao Congo.
«

Anónimo disse...

Rb: "Iiiióóó´, Iiiióóó"

Liivra, qé mesmo burro!!!

:)))))





Vivendi disse...

Dragão,

Fora do tópico mas importante saber qual a sua opinião.

"Ora o jornal é o alimento espiritual do povo e deve ser fiscalizado como todos os alimentos. Compreendo que essa fiscalização irrite aos jornalistas, porque não é feita por eles, porque se entrega esse policiamento à censura que também pode ser apaixonada, por ser humana, e que significará, sempre, para quem escreve, opressão e despotismo"

António de Oliveira Salazar


AOS esteva certo ou errado em promover a censura?

marina disse...

não , não há velhos em angola , a 3º idade é insignificante.

https://populationpyramid.net/pt/angola/2016/

marina disse...

já agora a pirâmide de 1975 , menos de um terço da população actual

https://populationpyramid.net/pt/angola/1975/

dragão disse...

Vivendi,

«Ultimamente, começo a ficar convencido que, no âmbito público, entre nós, a censura não exprimiria um acto de repressão, mas de higiene pública. Mas isto, eventualmente, também decorre do facto de imperar um processo concertado, desenfreado e ininterrupto de transformação das mentes humanas em cloacas.»

Retirado daqui:
http://dragoscopio.blogspot.pt/2015/06/acromiomancia-revisitada-xxx-censura-e.html


Posto isto, importa, no entanto, ser rigoroso: actualmente existe censura por toda a parte, e sobretudo nas comarcas democratas - chama-se "critério editorial". É sulfatada e bombada à escala global . E tem como finalidade precisamente o contrário duma "boa censura", ou seja, procura desenvolver não uma higiene, mas uma suinicultura a esmo.

Unknown disse...

Rb,
Eu disse que não há velhos em Angola?
Consigo aprende-se sempre!

Miguel D

Vivendi disse...

Opss!

Não conservei na memória esse seu místico post.

Está lá tudo. ;)


Afonso Albuquerque disse...

Ó Ricciardi poeta, quem falou nos velhos fui eu. A Marina já corroborou o que eu disse espetando-te aí a pirâmide demográfica. A probabilidade de encontrares um velho que se lembre do que era a vida antes de 1974, ou seja, já adulto, é mínima e provavelmente algum coronel do MPLA.

Espetas cada peta à malta! Lol. Hoje em dia, com acesso a informação, já só acredita em propaganda dessa quem é burro. O fim da vossa agitprop está próximo.
Tanto quiseram trazer a Razão para o debate e vão ser vencidos por ela.

Estás sempre a papaguear que o Estado Novo deixou Portugal para trás... Refuta lá isto:http://aviaportuguesa.blogspot.pt/2016/04/conquistas-de-abril-visao-obscurantista.html

Ricciardi disse...

OK, Miguel, peco desculpa, o descerebrado é o Afonso.
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Há muiiiiito velhos em angola Afonso. Sim, do tempo do colono.
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Para não ficarem na ignorancia eu explico-te. Em linguagem simpkes.
A esperança média de vida ser abaixo dos 50 anos, significa em angola sabes o quê? Que morrem muitas crianças à nascença e até aos 5 anos. Muitas. Por causa das doenças africanas como a malária etc. Como morrem muitas em tenra idade , 'puxam' a média muito para baixo. Mas isso não quer dizer que há poucas pessoas do tempo colonial. Há muitas. E eu falei com muiiitas vê lá tu.
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Rb

Ricciardi disse...

Pessoas com a idade do Dragão que por lá guerreou ou do Zedu há muitas. Lá é cá. Até te digo mais. Enquanto essa geração não morrer a relação com as ex colónias nunca será boa. Respiram ódios antigos. Dos dois lados.
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Rb

Ricciardi disse...

Os mais novos, a geração dos meus filhos, em Angola ou em Portugal, tem outra mentalidade. Não conheceram o estado colonial e a separacao entre preto e branco. Não conheceram as leis que distinguiam brancos e penalização pretos. Um preto nascido em angola antes de 1974 nao tinha os mesmos direitos que um branco nascido em Lisboa. Não conhecerem os portugueses de primeira e os portugueses de segunda. Essa é q é a verdade.
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A pequena abertura para a educação de 5% das crianças pretas, feita para fazer propaganda ao velho Estado novo,fez emergir uma pequena elite preta educada. Que atr estudou na tuga. Foi desta pequena elite que surgiram os movimentos de independência.
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Rb

Anónimo disse...

Quer dizer que agora brancos e pretos têm direitos iguais em Angola?
Desenvolva lá e explique o nível de igualdade social por comparação com o que acontece na Europa.

Anónimo disse...

Os seus filhos estudaram em Angola e tencionam fazer a vida lá, em pé de igualdade social e de trabalho com qualquer autóctone?

É isso que está a dizer pela experiência familiar que tem?

marina disse...

o rb não sabe ler pirâmides etárias , pronto. conhece 2 ou 3 velhos da cubata com 40 que parecem 60 e diz que são 3 dúzias deles , só pode.

Anónimo disse...

Pirâmide etária é um conceito muito complicado pra burro entender.

Haverá por lá velhos e por coincidência os que ele conhece todos apoiaram a descolhonização.
Este esteve tanto em angola como esteve na route 44 ou em marte!

A verdade é que este espécime zurrante já disse aqui tanta mentira, que não tem qualquer credibilidade.

Além de mentalmente instável, o rb diz o que o dono manda e mais nada!

muja disse...

Vocezes não lhe conhecem as manhas ahahah!

Olha lá machambas, com quantos velhos falaste, e que idade tinham?

Falaste com eles em Angola ou no "puto"?

Que história é essa de pretos não terem os mesmos direitos de brancos antes de 74? Que direitos? E antes de 74 é o quê? 1974 ou 1904?

Não acredito nessa história dos ódios. Acho que hoje há mais. Soldados compreendem soldados.

Mário disse...

Caro Rb, com que então eram só os pretos que não tinham os mesmos direitos que os nascidos em Portugal? O termo branco de segunda diz-lhe alguma coisa? Convenientemente esqueceu-se de dizer que um branco nascido em Angola, também tinha um BI com este carimbo. Já agora, tenho falado para muitos angolanos, que sendo da geração do seu filho e da minha, me confessaram ter ouvido dos pais (dessa geração de angolanos idosos que refere), frases do género "isto no tempo dos portugueses não era assim, viviamos melhor", referindo-se à pobreza, corrupção e exploração que afecta as boas gentes daquele país africano. Sabe a resposta de alguns desses jovens ao interrogarem-se do porquê de tal desabafo de alma dos pais? "Mas não foram vocês que queriam os portugueses daqui para fora?"
Pondere...
Cumprimentos,
Mário