quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Meninas, vamos ao Keynes!...


«Keiser: Deutsche Bank ‘technically insolvent’, running a ‘ponzi scheme’»
(Olha a grande novidade!.... nestes rafeiros dias que correm, há alguma operação financeira de magnas proporções que não se resuma a um  esquema "ponzi"?...)

E, subitamente, mal  começa a zunir o buraco negro do Deutsch Bank, eis que a austeria, afinal, já não é tão fundamental e imperativa quanto isso...

A prova de que estão mesmo com o rabinho apertado foi apresentada pelo Governador do BCE, o Goldman Dragui, na sua mais recente alocução à EURSS.... Não sei se repararam, mas apelou ao keynesianismo de emergência, ou seja, ao inestimento público de modo a estimular a economia zombificada. Traduzindo, apelou ao "aumento virtusoso" das dívidas soberanas, que é como quem diz, ao aumento do consumo de droga pelos governos (e governados por arrasto), pelo dever lógico e sagrado de acudir aos traficantes em apuros. É urgente criar mais riqueza para abastecer as penhoras do futuro.



No que a OCDE (OECD Calls for Urgent Increase in Government Spending) vem agora reforçar no apelo, em tom lancinante. Meninas vamos ao Keynes, digo, ao Vira!... Sim, porque agora os juros estão baixíssimos, senão mesmo abaixo de zero: é aproveitar, senhores, é aproveitar. Banha da c.., digo, panaceia a este preço nem nos melhores sonhos do Pinóquio Pretérito.

Mas há ainda uma terceira voz a apelar aos "méritos e virtudes" da Dívida a galope... Ora atentai:


Portanto, os governos europeus (os AAAs, entenda-se) devem aproveitar as facilidades de crédito para se endividarem massivamente* de modo a fornecerem emprego, saúde e educação condignas aos refugiados. Até aqui os 25 milhões dedesempregados europeus, os não sei quantos milhões de semi-empregados, estagiários vitalícios e precários convictos  da mesma estirpe apenas mereciam austeridade punitiva, ajustamento aos molhos e sucessivas purgas stalinistas (e deportações em massa) em nome do plano central, da competitividade produtiva e da deficemaquia apeada. Óleo de Friedman de bacalhau pela goela abaixo e estava muito bem. Mas agora, para esta chusma de arribação, para estes lordes em turné europeia, nada de porcarias de Chicago: é Keynes do lombo e um Estado Social recauchutado em regime de isenção e exclusividade. 
E não haver uma alma caridosa que enfie uma picareta de gelo nos cornos deste FDP!...



PS: Para quando a abertura das Linhas de Financiamento "Crédito Refugiado"? Porque Fundos de Investimento, esses, de certeza, já espreitam. Basta atentar no canibal em epígrafe.


* - só para chatear o Euro2cent.


19 comentários:

Vivendi disse...

Prefiro engolir óleo de fígado de bacalhau a experimentar outras soluções mágicas.


Buíça disse...

Não é fácil uma potência ocupada manter/aumentar a sua independência, neutralidade e sobretudo diversificação de clientes e fornecedores ao mesmo tempo que protege uma area económica interna de dimensão relevante à escala mundial, contra Hollandes e Catarinas, bunga-bungas e banqueiros infiltrados, mantendo a primazia da nação face ao banksterismo global reinante, sem perder o acesso à Eurásia emergente ou arriscar irritar demasiado o pentágono.
So far so good para os germanos, com desemprego baixíssimo, pouca dívida, superavites em vez de défices e das menores desigualdades salariais do planeta. Um pouco melhor do que os 40 milhoes de americanos a viverem de cupões do Walmart.
Fácil é comentar da bancada as "notícias" do que o "mercado" acha que os germanos deviam fazer.

Vivendi disse...

Óleo de fígado de bacalhau do bom.

"Querem caminhos seguros para um crescimento económico duradouro? Dou-vos um conselho: 'o comércio e a indústria tiveram durante algum tempo disponibilidades enormes: parecia que os comerciantes não acabavam de enriquecer. Todas as empresas pareciam prósperas; afinal muitos vieram a verificar que se tratava de riqueza ilusória e estavam na realidade empobrecidos: tinham distribuído e gasto o próprio capital. (...) Todos estes males têm somente uma cura - a estabilização da moeda, e esta é impossível independentemente da solução do problema financeiro".

Pouco depois divulgava o autor da frase:
"É de António Oliveira Salazar"

Na reflexão, César das Neves disse ainda acreditar que "o país é mesmo socialista. Todos os partidos, do CDS ao Bloco de Esquerda, é tudo socialista".

Zephyrus disse...

O Prof. César das Neves é um grande homem e eu se fosse PM convidava-o para Ministro das Finanças.

Zephyrus disse...

http://www.businessinsider.com/donald-trump-fox-news-george-w-bush-9-11-iraq-2016-2

Isto promete. O Trump em algumas coisas começa a lembrar o Kennedy.

João José Horta Nobre disse...

«Portanto, os governos europeus (os AAAs, entenda-se) devem aproveitar as facilidades de crédito para se endividarem macivamente de modo a fornecerem emprego, saúde e educação condignas aos refugiados. Até aqui os 25 milhões dedesempregados europeus, os não sei quantos milhões de semi-empregados, estagiários vitalícios e precários convictos da mesma estirpe apenas mereciam austeridade punitiva, ajustamento aos molhos e sucessivas purgas stalinistas (e deportações em massa) em nome do plano central, da competitividade produtiva e da deficemaquia apeada. Óleo de Friedman de bacalhau pela goela abaixo e estava muito bem. Mas agora, para esta chusma de arribação, para estes lordes em turné europeia, nada de porcarias de Chicago: é Keynes do lombo e um Estado Social recauchutado em regime de isenção e exclusividade.
E não haver uma alma caridosa que enfie uma picareta de gelo nos cornos deste FDP!...»

Alguém andou a mentir nos últimos cinco anos:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/02/alguem-andou-mentir-nos-ultimos-cinco.html

João José Horta Nobre disse...

«O Prof. César das Neves é um grande homem e eu se fosse PM convidava-o para Ministro das Finanças.»

Caro Zephyrus, para lunáticos e traidores, já bastam os que já estão no poder:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2013/11/joao-cesar-das-neves-e-direita.html

A esquerdinha caviar, bem que podia dar as mãos à direitinha do copinho de leite e fundirem-se ambas num novo partido: o Partido Internacionalista Português (PIP)...

marina disse...

eu não sei de que está o Soro à espera : compre 3 ou 4 ilhas gregas ou outras , meta lá os refugiados , e dê-lhes cama comida e roupa lavada saúde casa e educação . tem dinheiro para isso , não tem ? e pode abrir para lá umas empresas e tudo.

lusitânea disse...

O mundo agora ser um só tem destas coisas...

dragão disse...

«A esquerdinha caviar, bem que podia dar as mãos à direitinha do copinho de leite e fundirem-se ambas num novo partido: o Partido Internacionalista Português (PIP)...»

Sem diminuir os créditos plenos da sugestão, permita-me um pequenino anexo à mesma em prol do rigor:

Partido Internacionalista Português de Imitação - PIPI

:O)

dragão disse...

Caro Buiça,

Is it you Leclercq?

Quanto ao comentário em epígrafe, há apenas um pormenor que me intriga... Estamos de acordo que é uma nação ocupada, mas como raio consegue uma nação ocupada dilatar a sua independência? Não será o mesmo que um eunuco dilatar os seus testículos?...

Ricciardi disse...

É, quem sabe sabe. Quem não sabe, que soubesse.
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Há uns tempos foi feito um estudo às mil maiores empresas americanas. Desse estudo, resultou um facto. Metade delas, repito, metade delas, foram empresas constituídas por emigrantes.
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É obra do acaso?
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Não, é obra daqueles que, tendo perdido muita coisa na vida, lutam como se não houvesse amanhã para singrar. Os emigrantes tem essa característica duma forma geral.
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Quando se fala, portanto, em acolher devidamente emigrantes (o estatuto aqui não é relevante) está subjacente uma ideia. A ideia de que mais pessoas significa mais crescimento. Com um bónus, pessoas com ganas de vencer.
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Está é a razão pela qual os EUA foram (e são) imparáveis em termos económicos. E só o deixarão de ser se se fecharem sobre si mesmos. O que nunca vai acontecer, mesmo que alguns propagandeem o contrário.
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É, eu tb sou crente. Acredito nas pessoas. A tal ponto que 'acradito' que mais imigrantes contribui para diminuir o desemprego geral e não o contrário.
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Sim, Keynes tem muita razão. Sem investimento não há desenvolvimento. Na minha aldeia chamam a isto o 'desenburrar'. A europa tem mesmo que desemburrar. Fazer o burro andar. Há quem o pretenda fazer andar à força bruta (austerinianos) e há aqueles que colocam à frente do bicho uma cenoura (keynesianos).
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Ora, um burro não desenburra à força. Fica maluco, para quem não sabe, aos urros e coices.
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O burro gosta de desenburra de duas formas. A saber: a cenoura ou a aplicação duma ligeira trave na parte traseira como que simulando uma parede que move.
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Dumabforma ou doutra o burro é enganado para andar, mas tenho a impressão que no final o burro acaba por comer a cenoura.
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Rb

marina disse...

até é para admirar que só metade das empresas americanas sejam de emigrantes. nunca me passou pela cabeça que os índios fossem proprietários da outra metade . parabéns aos nativos , sim senhor !

Ricciardi disse...

Emigrantes frescos, daqueles que chegaram, viram e venceram.
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Rb

Ricciardi disse...

E perguntam os mais curiosos. Então mas isto é deixar entrar como se não houvesse lotação máxima?
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Não. É deixar entrar quando a população activa envelhece e suster a entrada quando rejuvenesce.
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É a lei da compensação que os nacionalistas empedernidos parece desconhecerem.
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Então para os refugiados também não haverá lotação máxima?
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Há. Mas, digamos, para refugiados, a obrigação moral dos nativos é apertarem-se um bocadinho de forma a caberem o mais possível.
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Mas apertar mesmo?
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Não, é figura de estilo. Quem foge da guerra ou de catástrofes naturais tem de ser recebido. Por todos, para uns e outros não terem que alertar demasiado.
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Mas essa malta refugiada ou em fuga não são pessoas más?
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Não. As pessoas não são más por nacionalidade, etnia ou religião. Tem culturas diferentes e manias diferentes. Mas aprendem rapidamente se houver inteligência de quem acolhe.
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Ah, mas isto de recolher refugiados na Alemanha não é por razões morais. Os boches precisam é de mão de obra.
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Pois, talvez precisem. Junta-se o útil ao agradável. Que bom qdo assim é.
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Rb

Anónimo disse...

OLha o emigrante fresco, olha o migrante gelado!...É fruta ou chocolate!...


SE fosse ao vizinho, mantinha-me a vender carros em 2ª mão e deixava-me de teorias peregrinas!...

cada qual é pró que nasce.



Z

Anónimo disse...

Estranho,...

... prá casa dos outros está bem, mas ao que parece , para isranhel é que não.

Precisamente por isso é que devem ir para israel (a tua aldeia) que fica ali mesmo à beira do morticínio.
Para que país tão "belo e viscoso" (isranhel) nunca esmoreça.

Claro, mas gajas como o Rb - Rabuiço, só os mandam para a terra dos outros. Para a deles é que não.

Daaaa-sssse , sempre a mesma besta.

V disse...

"Um pouco melhor do que os 40 milhoes de americanos a viverem de cupões do Walmart."

Ohh, atão? O pólo "luminoso" da humanidade lá tem gente assim?

Quanto aos ger-manos que se ponham a pau com milhoes de refugas, vai ser lindo vai. Trazem o desenvolvimento dizem uns, os mesmos que nada querem com eles!

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O soros faz pela perversão e pelos negócios e os lambe botas aplaudem.

Alcoólico Anónimo disse...

Ora essa!
Toda a gente sabe que o remédio para o endividamento é....mais endividamento, pois claro! :-)