terça-feira, dezembro 20, 2005

Endogamias providenciais



O DN noticia:
«Primeiro casamento 'gay' no Reino Unido».

Aproveito para enviar daqui as minhas sinceras felicitações.
Lá está, não sou um completo bota-de-elástico. No Reino Unido, por exemplo, sou integralmente a favor dos casamentos gays. Não me incomodam nada. Supondo até que por lá os declarassem exclusivos e obrigatórios a todos os súbditos de Sua majestade, acho que não me afligia muito. Estou mesmo em perfeitas condições de garantir que ninguém me ouviria reclamar. Um microscópico "mas" que fosse.
Além disso, há um outro detalhe que importa referir. Um assaz óbvio: É que, tendo em atenção a fotografia do parzinho recém-anilhado, parece-me um exagero falar-se em casamento homossexual. Esse género de matrimónio, segundo a teoria geral do fenómeno, pressupõe uma união entre pessoas do mesmo sexo. Ora, no presente consórcio, basta um breve relance (mais que isso poderia causar traumas irreversíveis ao nível da líbido) para verificar como ambas essas qualidades essenciais primam pela mais gritante ausência. Em primeiro lugar, porque é assustadoramente claro que estamos diante, não de duas pessoas, mas de dois rematados estafermos. A que parece liderar em tons fúnebres, então, é de fazer mirrar e encarquilhar a gaita ao deus Príapo. Em segundo lugar -e determinante para a pesquisa - porque, como qualquer pessoa minimamente instruída sabe, à semelhança dos anjos, os estafermos não têm sexo.
Em contrapartida, que os estafermos se casem entre si, confinando assim o horror ao reduto da espécie, só nos pode encher de júbilo e congratulação. Afinal, a Divina Providência nem sempre anda distraída!... Há em tudo isto, louvado seja Deus, um resquício de piedade celeste. Aleluia!...

3 comentários:

P disse...

Bravo, como sempre, dragão. Obrigado por estes momentos de saudável riso solitário!

ch'an disse...

que sejam felizes os dois seres humanos.
antes casar com humano que com dragão !

Luís Bonifácio disse...

Em Inglaterra até deviam ser obrigatórios