terça-feira, maio 15, 2007

A auto-gestinha da gentona

A importância que estes políticos de alterne dão ao governo do país é quase tão minúscula quanto aquela que dão ao país e respectivos habitantes. Sinal disso mesmo é a prontidão para a debandada sôfrega, mal qualquer poleiro na estranja ou numa apetitosa autarquia se lhes proporcione. Dir-se-ia que em vez de projectos para nos governarem melhor, buscam, com denodada ansiedade, valhacoutos onde se governarem melhor.
Não surpreende pois que a outrora nação, e agora nacinha, arfe entre a hetero-gestão e a auto-gestinha.

4 comentários:

Erecteu disse...

Do negrão da bruma, na costa, vislumbra-se uma roseta

Lusgon disse...

Ajuda a tornar mais evidente a principal fragilidade de Portugal, falta de pessoal competente. Existe tanta falta desse tipo de pessoas que, à falta delas, qualquer pessoa minimamente formada tem de andar a apagar fogos. Para explicar melhor é mesmo melhor recorrer ao futebol, diga um pessoa com a qual o FCP deixaria, pelo menos temporariamente, de funcionar...E no SLB...
Com um pais assim rende mais ir para o estrangeiro. Até porque isto de ser indispensável tem o seu de chato, cansativo e perigoso. Se por um lado temos de levar o "mundo" aos ombros, pelo outro quando ele cai a culpa é sempre nossa.
Quando for grande quero ter é a sorte do Durão Barroso...Podem chamar-me interesseiro, traidor e desertor que eu nã m'importo nada.

camarada disse...

Estes nossos políticos mudam de tacho como se Portugal fosse um restaurante de rodízio.Seja picanha(poder) ou lombo(dinheiro) eles estão é sempre a comer vaca(portugueses).
Eu não sei o que os faz mover, mas tenho a certeza que não é a preocupação com os portugueses.
Para terminar:
políticas de alterne, políticos alternadeiros,no fundo uma grande política raça filha da puta.
P.s.esta foi a minha primeira visita, mas não a última.
saudações

JSM disse...

Caro Dragão
A comunicação social, a comunicação social... É preciso denunciar esse embuste. Sem ela, as vedetas que desfilam na nossa frente, não eram ninguém. Por causa dela, só nos ouvimos no guetto blogosférico. Mesmo assim, um guetto que se está a tornar incómodo.
Um abraço.