segunda-feira, dezembro 18, 2006

Da Ganza Global ao Nazismo de Conveniência

Neste momento, nos Estados Unidos, o valor da marijuana cultivada e produzida já supera o valor conjunto do milho e forragens produzidos pela agricultura "tradicional".

Finalmente, percebemos onde é que eles têm treinado para acabarem com o cultivo do ópio no Afeganistão e da cocaína na Colômbia.
De resto, já ganhou quase contornos de lei geral da física: tudo o que eles combatam, viceja e prolifera alegremente. Multiplica-se a olhos vistos. Seja a droga, seja o terrorismo, sejam as famosas ADMs. Sejam até os tiranetes. Dir-se-ia que combatem pragas com fertilizantes. Que bombardeiam com adubos e vitaminas.
O caso mais emblemático, que ainda hoje podemos testemunhar às mancheias, foi o do próprio Adolf Hitler. À primeira vista teria sido combatido e extinto, com grande aparato bélico, pelas forças Americanas e respectivos aliados Ingleses e Soviéticos. Ter-se-ia até suicidado, o vil sujeito, no bunker derradeiro, completamente desiludido com a raça ariana e o seu ragnarok frouxo. Bem, isso dizem as fábulas históricas e pensávamos nós, os papalvos avulsos. Porque vai-se a ver e não só não expirou coisa nenhuma como em cada ano desponta e revigora todo viçoso e lampeiro nas mais diversas e assombrosas latitudes: ainda mal acabaram com ele no Iraque e já germina com vigor sempiterno no Irão, na Venezuela, em Cuba, no sul do Líbano, onde calha. Os indícios de que em breve desabrolhará na Rússia são cada vez mais inquietantes. É só o tempo de Putin deixar crescer bigode. E se a China não está já em lista de espera, macacos me mordam e um raio me parta já aqui. Isto, para não falar no próprio ditador paquistanês, que, a qualquer momento, por alter-recreação, pode experimentar a hedionda metamorfose. E cá temos nós a tal lei geral: combatido pelos Americanos, Hitler em vez de se apagar, como convinha e a justiça recomendava, propagou-se. Reproduziu-se à velocidade do acanto. Do modelo original de 1945, brotaram e brotam não sei quantos pimpolhos por década. Tudo, invariavelmente, com o patrocínio e subsídio prévio americano. E o mais grave até nem é isso: o mais arrepiante é que, da ideologia, o feroz e descabelado déspota, parece ter deslizado para o marketing. Patenteado e reembalado, não só não desapareceu do mapa como foi habilmente reciclado em produto de exportação. Juntamente com a panaceia da democracia worldwide - e geralmente como seu agente viral requisitante - a plutocracia americanóide passou a exportar também os Hitleres em kit - os "Fuhrers" de conveniência, em supositório ou pretexto, mas sempre embrulhados em papel de jornal, atado a moralzinha descartável e selado com o cuspo pródigo de rameiras angélicas e pensadores da Loja dos trezentos.
E se Hitler pulula e é vedeta de franquias e franchisings, o nazismo e os nazis medram com exuberância não menos luxuriante. Julgávamos que tinham acabado definitivamente com eles. Que o processo de desnazificação da Alemanha, como tão ufanamente celebrado, tinha sido um sucesso; que, com brutalidade exemplar, uns genociodiozinhos eloquentes, tortura qb e o chantilly do Plano Marshal por cima disso tudo, essa desinfestação tinha sido consumado duma vez por todas. Como a salga de Cartago ou a vulcanização de Pompeia. Mera ilusão nossa. Amarga fantasia. Afinal, tão pouco a Alemanha viu debelada a epidemia, como, em cada dia que passa, o mundo fervilha e rebenta pelas costuras de nazis e nazismos a cada esquina, cada qual mais virulento que o anterior e todos eles unânimes no mesmo projecto sinistro: exterminar o casto e imaculado judeu. Concluindo assim, em apoteose e com juros, o holocausto inacabado. Nada mais lhes interessa nem os ocupa. Apenas essa obsessão herdada do arquétipo austríaco, o qual, por seu turno, nenhum outra conquista ambicionara na vida.
Outro belo resultado das campanhas americanas: a terrífica gangrena antes confinada à Alemanha, agora transbordou aos quatro cantos do planeta, com especial gravidade nas regiões ricas em petróleo ou valor estratégico. Em vez de sumir-se, o Nacional-Socialismo internacionalizou-se. Em vez dum uso exclusivo a arianos, pertence agora à categoria das ferramentas multi-usos. Poli-grupos. A cada minuto, nos locais mais insuspeitos, de dentro das pessoas e raças mais improváveis, irrompem novos nazis, SSs em ponto de rebuçado, SAs aos molhos. Eruem, desabrocham, cogumelejam. Na atmosfera, na zoosfera, na blogosfera, em toda a parte. Em todos os países, povos, regimes, discussões, conversas. Até já há judeus nazis: judeus que querem exterminar os outros judeus que apenas gostariam de exterminar os palestinianos e os árabes dos arredores. Listas inteiras, índexes, libelos. Eu próprio, aqui há tempos, por denúncia aguda de monglóides exacerbados, já era também nazi. Nazi certificado, instantâneo, efervescente. Bastava juntar água. Assim mesmo: à martelada, à priori, por patalógica transcendental... Fast-nazismo, pois claro. Coisa de putos, de imberbes mentais. Já nem é coisa que se escolha: é-se nomeado. Carimbam-nos. Junta-se uma posse, à maneira do faroeste, aos urros impacientes, imperiosos... só que em vez da corda ao pescoço, enfiam-nos a camisa negra pela cabeça abaixo. Gente audaz, acostumada e perita em safaris aos gambosinos, de repente, para glória da prole e ablução das miudezas da consciência, desata a descobrir nazis emboscados detrás de cada pintelho.
São, também eles, prova viva da mesmíssima Lei geral da Física atrás enunciada. Apesar de americanos apenas de imitação, de pechisbeque, de telenovela, não deixam de participar das contingências e fatalidades dos seus ídolos mentecaptores: quanto mais combatem uma coisa, mais ela alastra, infesta e conspurca. Talvez porque, como qualquer bom fariseu, aquilo que combatem por fora, criam e cultivam por dentro. É toda uma série de ninhadas ectoplasmáticas que vão segregando à maneira das aranhas. Ou dos bichos-de-seita. Ódios que trazem na ponta da língua e que decerto manam dos esgotos da alma.
O que me leva, em jeito de epílogo, a uma consideração particularmente pertinente dum músico judeu contemporâneo:
«Anti-semita, antigamente, era alguém que odiava os judeus; agora é alguém que os judeus odeiam.»
Se bem que eu nem diria os judeus, mas apenas alguns judeus. Anti-semita, de facto, é alguém que esses judeus específicos odeiam. Eles e, escumalha bem mais assanhada ainda, toda a caterva de circuncisados mentais da paróquia.

14 comentários:

josé disse...

Meu caro:

Há dias, li uma notícia que me atarantou: a cocaína, em Espanha, vende-se a 15 euros o grama!
Há anos, li outra ( e recolhi uma série de documentação sobre o assunto que um dia ainda me há-de servir) sobre a produção e tráfico de cocaína na Colêmbia, quando aí mandava o cartel de Medellín do destemido Pablo Escobar. Numa entrevista a um jornal espanhol ( na Galiza ainda se mantêm fortíssimos laços com as gentes da Colômbia e participa no tráfico), o Escobar que foi morto como um cão vadio com raiva, dizia que a cocaína ia invador o mundo.
Acertou e cheio, numa altura em que a "luta contra a droga" parecia ganhar o mesmo fôlego que agora a "luta contra a corrupção", em Portugal.
Aliás, o paralelo é tão flagrante que me apetece escrever sobre o assunto.
Outra informação de leituras de fim de semana: o Miguel Esteves Cardoso foi entrevistado por José Mário Silva, na revista do DN, 6ª.
Dizia lá, confessando pecados velhos, que se empanturrou de cocaína, não sei quando. Presumivelmente há vários anos atrás.

Enfim.

Anónimo disse...

http://video.google.com/videoplay?docid=189608705425991617
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A.

F. Santos disse...

Quem era esse músico judeu?

dragão disse...

Caro FSantos, já lá está o devido link. É só segui-lo. Aproveite para ler o artigo (se é que ainda não leu), que me parece, em grande parte, extremamente interessante e contundente.
Não é por acaso que otipoestá, com grande destaque, no Index.

Anónimo disse...

Nazis por nazis, os originais são os melhores, quanto mais não seja por terem sido os únicos que entenderam bem e souberam lidar com a judiaria.

Há quem ainda tenha ilusões acerca desta gente. Coitados, são ingénuos que não fazem ideia do que é a dissimulação.
Há que desconfiar de gente que passa a vida a falar em paz.

A.H. disse...

Tem razão caro anónimo!
Tirando algumas (poucas) excepções, tem toda a razão.
Mas agora não são só judeus, há também os que não o são e que aprenderam com eles. Como diz o Dragão: "... escumalha bem mais assanhada ainda, toda a caterva de circuncisados mentais da paróquia."

Este postal vale ainda mais pela seguinte:
"Anti-semita, antigamente, era alguém que odiava os judeus; agora é alguém que os judeus odeiam."

O que me espanta é ter sido um judeu a dizer isto. Enfim há que cobrir todo o espectro político para assegurar a sobrevivência!

Anónimo disse...

Em: http://www.usatoday.com/news/world/2006-12-13-olmert-pope_x.htm
“... I must add, also the recognition of Israel as a Jewish state," Prodi said. ...”
Mas o mais divertido.
Olmert coaching Prodi
“... Olmert also asks Prodi to mention Israel's status as a Jewish state, ...”
EM: http://news.independent.co.uk/world/politics/article2073996.ece


“...conta Rogeiro...E que depois de ter “trocado impressões com o embaixador de Israel” em Lisboa...”
http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=373987
Caro sr Dragão, o que achou do video?
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A.

dragão disse...

Caro A.
1. Não vi o vídeo. O personagem principal não me desperta qualquer tipo de admiração. Antes pelo contrário.
2. Não sou anti-semita. O facto de haver um seita de judeus que merece ser criticada e denunciada, não significa que todos os judeus sejam iguais. O sionismo serve-se dos outros como escudo. Acredito na justiça,mesmo que não a veja em parte nenhuma; por conseguinte acredito em separar o trigo do joio. Também não acho que a paranóia seja um bom método de análise. E ainda menos a preguiça mental, que redunda em juízos por atacado.

Mas isto sou eu. Não faço questão de impôr o meu pensamento a ninguém.
VªExcª pensará o que muito bem entende. A cabeça é sua e o que mete nela é problema seu. VªExcª e qualquer leitor deste blogue, seja de direita, centro, esquerda, ou de lado nenhum.

Desejo-lhe um Feliz Natal.

Anónimo disse...

Sr Dragão.
Há aqui confusão.
O anónimo das 10:52PM não sou eu.
Também não sou anti-semita (embora o termo esteja errado, segundo parece (A)).
Sou contra algumas atitudes, acções, independentemente dos credos, origens,etc, dos autores.
A questão que me pareceu pertinente no vídeo não é a personagem principal, mas os primeiros (+/-) 10 minutos, que até contradiz o que o anónimo das 10:52PM diz. Será o video credível, não sei.
O meu 2º “post” foi com a intenção de demonstrar que também na Europa há grupos de pressão (como penso que muitos sabem), e que em teoria muitos advogam um estado laico, mas para outros, consoante as conveniências, um estado religioso. A hipócresia de tudo isto.
Não tenho partido, nem mesmo simpatias.
Não é nem foi minha intenção causar-lhe qualquer tipo de embaraços ou problemas.
Como já à algum tempo leio o seu blog, que acho excelente, decidi meter o “bedelho”, mas caso não queira basta dizer e não o voltarei a faze-lo.

A- Judeus safardinas (minoria)(semitas) derivam da peninsula hibérica e os askanazi (maioria) do caucaso, segundo alguns autores. Certo ou errado, não sei. Eu não sou historiador. Apenas leio e tento perceber o passado e o presente.
Se quiser deixo-lhe um endereço, de um livro que ando a ler.
.
Um feliz Natal também para si.
A.

dragão disse...

Caro A.
Ainda bem que denuncia a "confusão". É um facto que aproveitei o "vídeo" para mandar um recado para a geral e, em parte, lhe devo desculpas por isso. Que desde já apresento.
Tenho todo o gosto que comente e espero que o faça sempre que bem lhe aprouver. Coisa que, nem em relação a si, nem em relação a ninguém, alguma vez coloquei em causa.
Assim como não coloco em causa a liberdade de pensamento e consequente expressão de cada qual. Apenas me demarco de certas fantasias ou presunções osmóticas.

Portanto, esteja à vontade e se quiser deixar o endereço terá todo o meu interesse.

Renovo os votos de Boas festas.

A.H. disse...

Eu cá não ando em osmoses, apenas aprecio factos.

E um facto interessante é ver a influência que os judeus tiveram em coisas como a revolução francesa, o bolchevismo, trotskismo, etc, já para não falar no que sucedeu recentemente no iraque.

Serão todos os judeus responsáveis por isso? Obviamente que não! Nem são todos, nem são os únicos!

Já disse aqui que uma coisa é uma religião, outra coisa é política e dinheiro, o problema é quando as duas se juntam sistematicamente. É dificil não haver alguma desconfiança quando historicamente se prova que isso sucede.

Quanto ao anti-semitismo, além de ser um termo errado para o caso (uma vez que parece esquecer que os arabes também o são) é mais uma interpretação "sui generis" e politicamente correcta da realidade, que tem de servir certos fins.

Somos anti-semitas(?) ( o mais correcto seria anti-judeus), como somos anti-islamicos, anti-vudus, anti-comunistas, anti-capitalistas,... Enfim anti tudo com o que não é português, que está errado, ou com o qual não nos identificamos minimamente.
Há de facto que distinguir entre os nossos e os outros (ou então o melhor mesmo é dedicarmo-nos ao saque puro e simples, como muitos "globalistas" já o fazem), o que não quer dizer que se ande a conspirar contra os outros (tomara é que eles não conspirem contra nós!).

dragão disse...

Caro a.h.,
tem razão quanto ao termo "anti-semita". O mais adequado é judeofobo.
Quanto ao resto, depois falamos.

Um Bom Natal para si e todos os seus.

Anónimo disse...

Sr Dragão
Aqui lhe deixo o endereço. Espero que seja do seu agrado.
http://www.iamthewitness.com/Koestler13thTribe.htm
Um feliz Natal
.
A.

Anónimo disse...

Sr.Dragão é muito bom seber que existem pessoas que se preocupam e escrevem magnificamente bem sobre certos e determinados poderes maleficos!

azagaia