quinta-feira, janeiro 03, 2008
O Nome do Amorfódromo
Previsões do Saxo Bank para 2008
- Petróleo a 175 USD/barril;
- Cereais ao dobro do preço actual;
- Colapso do mercado chinês na ordem dos 40%;
- Colapso do mercado americano na ordem dos 25%;
- Vitória de Ron Paul nas presidenciais americanas;
- Início do declínio da economia britânica.
Melhor mesmo, só no caso de haver um ataque tresloucado ao Irão. Nesse caso, a previsão do preço do barril de petróleo sobe para 250 USD.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
A Banda sonora para 2008
Vejam o vídeo e oiçam a música, com o volume bem alto, que vale a pena.
Até porque eu apareço a 7.07.
E há uma certa dose de auto-ironia neste postal. Ou o tipo com quem mais gozo me dá escarnecer não fosse eu próprio.
Sem nesgas
(imagem gentilmente surripiada à Zazie)terça-feira, janeiro 01, 2008
Ron Paul, canditato fantasma?...
O Meu voto para 2008

Há uma certa lógica que preside a tudo isto.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Telenovela paquistanesa
Feliz Aniversário!
De Mestre Bu.
Para a Inês, que faz hoje anos.
Convém que não descures a educação musical, cara discípula. Afasta-te da Pop, ainda mais daquela que sempre se mascarou de rock.
Estes não são os King Crimson, faltam lá o monstro Fripp e o sub-monstro Bruford, pelo menos, mas é o Wetton, baixista e vocalista dos Crimson; e esta foi a única versão completa que se pôde arranjar duma música que foi feita para a Eternidade e não apenas para a feira: Starless and Bible Black.
Que faças muitos, além dos 25 que agora completas e que eu esteja cá para te abençoar e proteger de maus olhados.
Starless
Sundown dazzling day
Gold through my eyes
But my eyes turned within
Only see
Starless and Bible black
Ice blue silver sky
Fades into grey
To a grey hope that oh years to be
Starless and Bible black
Old friend charity
Cruel twisted smile
And the smile signals emptiness
For me
Starless and Bible black.
domingo, dezembro 30, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
A ASAE-DGS
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Entrevista a Benazir Bhutto, em 02 Nov 07
Ao minuto 6.12, surge a misteriosa declaração:
«Omar Sheikh the man who murdered Osama Bin Laden»...
Arqueologia Musical - I. Soft Machine
Há quem diga que influenciaram os Floyd, há quem diga o inverso.
Seja como for, músicos levados da breca!
quarta-feira, dezembro 26, 2007
O TOP MAIS 2007
São eles:
1. Senadora Hillary Rodham Clinton
2. Deputado John Conyers
3. Senador Larry Craig
4. Senadora Diane Feinstein
5. Ex-Mayor de Nova Iorque Rudy Giuliani
6. Governador Mike Huckabee
7. Lewis “Scooter” Libby
8. Senador Barack Obama
9. Deputada e presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi
10. Senador Harry Reid
terça-feira, dezembro 25, 2007
Eu não acredito em Deus

Ora, Deus não é objecto de conhecimento, nem, tão pouco, de crença. Quer isto dizer, logo à partida, que não pode haver uma “ciência de Deus”, nem um “feiticismo de Deus”. Isto, apesar de ser isso o que por aí, e desde tempos imemoriais, sobremaneira abunda e efervesce. Um ídolo, mais ou menos perverso, que oscila entre o totemismo da Razão e o totemismo da Tribo. E, pior que tudo isso, um fetichismo a querer fazer-se passar por ciência, e uma ciência a querer tornar-se fetichismo.
Todavia, Deus não se acredita, nem se calcula: celebra-se. Respira-se. Vive-se. Muito mais que convicção, é acção. Não me imagino a calcular, contabilizar e catalogar as batidas do meu coração. Nem me imagino a proclamar a cada minuto que tenho fé, que rezo, que rogo ao Além para que ele não páre no minuto seguinte.
Suspeito que a questão fundamental não é se “eu acredito em Deus”. Acreditar é “dar crédito” – quem sou eu, um ser efémero que vive por empréstimo, para conceder crédito a Algo que me transcende? Haverá maior acto luciferino que proclamar “eu dou crédito a Deus”? Significa fazer de Deus um devedor meu: Alguém que tem dívidas e deveres para comigo. Não raramente, obrigações. Pervertidamente, é inverter e perverter a Ordem Cósmica: fazer da criatura, credor. Fazer do facto, fazedor. É transformar a própria Vida – e toda a metafísica que nela habita – numa mera relação contratual. Num agiotismo espertalhão. Num Fundo obrigacionista. Em que mercearia forjaram um "deus" destes?
Desenganemo-nos: a questão fundamental não é se eu acredito em Deus, mas, isso sim, se Deus ainda acredita em mim. Se eu, reles e mísero humano, cada vez mais longe do meu coração, cada vez mais afastado e disperso da minha própria raiz e da minha Palavra, ainda sou digno de crédito. Se ando perdido na confusão à procura do caminho para casa; ou se, viciado e embrutecido no caos, me tornei habitante dele. Se ainda procuro alguma verdade, ou se, pura e simplesmente, me tornei toxicodependente da mentira. Só uma cegueira veemente, uma estupidez grosseira pode transportar-nos a essa ideia peregrina de que me compete acreditar em Deus, como se ele precisasse do meu crédito para alguma coisa. Obrigar alguém a uma crença é negar Deus, é proclamar o seu contrário. Um Deus obrigatório é um Deus obrigado, convertido, sujeito dum contrato, em suma, proto-estado providência e, simultaneamente, super-agência de interesses. Porque, disso pelo menos não me resta qualquer dúvida, a crença em Deus deu origem à crença na liberdade, ou à crença na democracia, ou na salvação do mundo por obra e graça duma qualquer crença.
Não espanta – e constitui evidência ubíqua ao longo da nossa vida: quem mais perdido anda, é quem mais enche a boca de salvação; quem mais escravo age, é quem mais atafulha a boca de liberdade; quem mais totalitário e intolerante arfa, é quem mais atesta a bocarra de democracia; quem mais idolatra o próprio umbigo (pessoal e clubista), é quem mais proclama o seu amor assolapado ao outro, à humanidade. Confundem fé em Deus com bajulação a Deus. E celebração com suborno.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
FELIZ NATAL A TODOS, Ó EXCELENTÍSSIMOS!...
Ao escol da humanidade que constituem os leitores, comentadores e críticos deste meu humilde ringue (excepto, naturalmente, aqueles que estão -neste momento e pela noite fora - a receber a visita dos armários moldavos), desejo um Feliz Natal!
domingo, dezembro 23, 2007
Vamos às prendas - III

Numa pausa excepcional nos meu afazeres de ser rude, obnóxio, selvaginoso e anti-não-sei-o-quê, quero aproveitar enquanto a Svetlana foi visitar a família à Ucrânia, para, na medida em que a Irina no permite, deixar aqui um agradecimento especial a uns certos meliantes que andaram para aí, como de costume, a mentirozar a meu respeito. Fora essa tendência efabulante, até são uns rapazes desempenados, sobremaneira na pena e no verbo, que se reclamam nacionalistas e fazem eles muito bem. Eu, infelizmente, não me posso reclamar porque, sendo O Nacionalismo por antonomásia, tal está-me implicitamente vedado. Passo cartas de corso e já não é mau.
Mas vamos a eles. Os Sete Magníficos.
Ao Bruno Oliveira Santos, ao FSantos, ao Corcunda, ao Paulo Cunha Porto, ao Mário Martins, ao Pedro Guedes, que escreveram, e ao Manuel Azinhal, que não escreveu mas mo transmitiu telepáticamente, vai o meu "obrigado, malta!". E já que a maré está de feição, aproveito para desejar um Feliz Natal a todos.
Como bónus -e para os indemnizar do tempo perdido a darem cabo da vista com as minhas barbaridades e heresias -, aqui ficam as prendas:
Para o Manuel Azinhal,
http://br.youtube.com/watch?v=m3gd6uCD2FM
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Vamos às prendas - II


Vamos às prendas - I
Pegadas
Já quebrei com mil espadas
contra as ameias do futuro,
sigo as minhas pegadas
e não encontro quem procuro.
Já esconjurei mil ciladas
esgota-se-me o esconjuro.
Sigo as minhas pegadas
e não encontro quem procuro.
Já visitei mil moradas
e em nenhuma eu figuro,
sigo as minhas pegadas
e não encontro quem procuro.
Já embosquei mil e uma estradas
mas o bicho é inaturo,
sigo as minhas pegadas
e não encontro quem procuro.
Já raiaram mil alvoradas
e não se acabou o escuro,
sigo as minhas pegadas
e não encontro quem procuro.
Algures, para além das palavras
sei que existe um silêncio puro
lá, onde acabam as minhas pegadas
sei que há-de estar quem procuro.
- Rui Ulisses de Castro