Comentário de Salazar (atribuindo a agitação aos comunistas) no Conselho de Ministros:
"Se nada fizermos, antes de dez anos eles estão sentados a esta mesa."
Na verdade, levariam doze.
Não devem, portanto, ter feito grande coisa.
Escrito no nevoeiro.
Publicada por dragão em 4/30/2011 11:51:00 AM |
Havia uma anedota dos meus tempos de liceu que rezava mais ou menos assim:
«- Sabes porque é que os americanos ficaram com os pretos e nós com os alentejanos?
- Não.
- É óbvio: porque os americanos escolheram primeiro.»
Esta anedota é tremendamente injusta para os ciganos e, na verdade, a genuína, a que corresponde fidedignamente à realidade, vou contá-la já de seguida. Mas antes disso, há uma sequela desta que acaba de me ocorrer. Ora registem:
« (...) -Ah, e sabes tu porque é que os americanos escolheram os pretos?
- Bem... não.
- É que quem escolhesse os pretos levava de bónus os judeus.»
Publicada por dragão em 4/29/2011 06:49:00 PM |
Diz a besta Santos Silva:
"Troika" não pode violar Constituição"
Publicada por dragão em 4/29/2011 02:10:00 PM |
Publicada por dragão em 4/25/2011 12:05:00 AM |
Leitores, em Janeiro de 2006 (os mais antigos lembrar-se-ão decerto), escrevi aqui o que se segue (e que, para não variar, mantenho na íntegra):
Publicada por dragão em 4/24/2011 09:00:00 PM |
Publicada por dragão em 4/23/2011 06:42:00 PM |
Publicada por dragão em 4/22/2011 11:02:00 PM |
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Nova Iorque, 16 de Outubro de 1963...
Publicada por dragão em 4/21/2011 10:19:00 PM |
O resto decorrerá necessariamente disto:
1. Sair do Euro (nunca lá devíamos ter entrado)
2. Sair da união Europeia (idem).
Publicada por dragão em 4/20/2011 12:09:00 AM |
Publicada por dragão em 4/19/2011 10:46:00 PM |
Publicada por dragão em 4/16/2011 08:30:00 PM |
Em tempo de naufrágio, cada qual agarra-se ao destroço flutuante que lhe bóia mais próximo e faz dele a sua jangada. Depois, a jangada torna-se a sua ilha. Dele e de quantos por lá se recolham, em desespero e refluxo. E, à medida que o seu número cresce, a ilha absorve o universo.
Ora, se o naufrágio dum navio constitui catástrofe de monta, o naufrágio duma nação e de todo o seu povo configura a tragédia completa. Em vários actos.
Porque o naufrágio dum país não se resume ao desmantelamento do navio pela tempestade e pelos recifes: prossegue depois na sucessiva destruição das jangadas, que vão devindo cada vez mais precárias e exíguas. Até que não reste mais que um mar de gente à deriva num mar de estilhas. O naufrágio duma nação torna-se assim, pior que a simples catástrofe, numa lenta agonia, num prolongado estertor, em suma, numa tragédia que nunca mais acaba.
A nau que Portugal foi, hoje já não é. Ao ritmo das marés e das luas, vão-se esfarelando as jangadas, vão-se irrisando as ilhas num coalho sórdido de arquipélagos chochos, vão-se engalfinhando e injuriando os náufragos, num rilhafoles pegado e sempreviçoso. Perdido o navio, qualquer armário velho serve, qualquer tabuado à deriva adquire contornos de embarcação. Juntem-se dois nadadores num destes batelões do acaso e logo um arvora ao capitão. E o outro ganha instantaneamente artes e cédulas de timoneiro.
Perdido o todo, perdida a noção de todo, de pertença e comunidade dum todo, as partes ficam entregues às suas contingências. E aos devaneios de pavilhão ou fantasias de boleia no primeira embarcação que passe. Sonham agora não já apenas com alguém que os salve, mas, sobretudo, e resumido, com alguém que os adopte.
Publicada por dragão em 4/16/2011 12:12:00 PM |
I
Publicada por dragão em 4/16/2011 11:32:00 AM |
Publicada por dragão em 4/13/2011 10:48:00 PM |
Publicada por dragão em 4/11/2011 09:50:00 PM |
Publicada por dragão em 4/09/2011 09:29:00 PM |
Publicada por dragão em 4/06/2011 11:13:00 PM |
De Twain, um escritor muito cá das minhas simpatias, deixo quatro pensamentos que me parecem ajustados ao nosso momento actual, mai-la sua corte de circunstâncias quase sempre a raiar o anedótico:
I. Nada precisa tanto de reforma como os hábitos dos outros.
II. Tudo o que é preciso na vida é ignorância e confiança; depois, o sucesso está garantido.
III. (Nunca esqueças) um banqueiro é um homem que te empresta o chapéu de chuva quando faz sol e que to tira quando começa a chover.
IV. A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau.
E mais um, de bónus:
- «Algumas pessoas nunca cometem os mesmos erros duas vezes. Descobrem sempre novos erros para cometer.»
Publicada por dragão em 4/03/2011 03:50:00 PM |
Publicada por dragão em 4/03/2011 12:24:00 PM |