A descrição deveras ilustrativa dos habitantes da Nova-Inglaterra, no século XIX, feita por um observador da época:
«Os habitantes religiosos e politicamente livres da Nova-Inglaterra são como uma espécie de Laconte que não faz o mínimo esforço para se libertar das serpentes que o envolvem. Mamon é o seu ídolo, ao qual adoram não só com os lábios mas com todas as forças do seu corpo e do seu espírito. A seus olhos a Terra é apenas uma Bolsa; estão convencidos que não têm cá em baixo outro destino que não seja tornarem-se mais ricos que os vizinhos. O comércio apoderou-se de todos os seus pensamentos e o seu único entretenimento é trocar objectos. Quando viajam, transportam, por assim dizer, o balcão e a mercadoria às costas e só falam de juros e lucros; e se, por instante, perdem de vista os seus negócios, é só para meterem o nariz nos negócios dos concorrentes.»
Parece que a epidemia que grassava na Nova-Inglaterra no século XIX se tem vindo a propagar ao resto do mundo. Como Cristo, também já o anticristo passeou entre nós. Chamava-se Calvino.
Parece que a epidemia que grassava na Nova-Inglaterra no século XIX se tem vindo a propagar ao resto do mundo. Como Cristo, também já o anticristo passeou entre nós. Chamava-se Calvino.
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