sexta-feira, agosto 08, 2008

A casta a imitar elite

A tese nem sequer é minha, eu apenas a subscrevo: O intelectual, esse nematelminte da civilização, desabrocha na Idade Média. Resulta de três camadas sucessivas de sedimentação mental intrinsecamente urbana: a vagabundagem goliarda, a coorporação universitária e o racionalismo humanista.
Ora, visto o goliardo, passemos agora ao universitário.
Em jeito preliminar, autorizem que cite um trecho particularmente sugestivo de Jacques Le Goff, in "Para um novo conceito de Idade Média":
«Os historiadores e os eruditos que tentaram dar uma ideia aproximada do "orçamento" de um mestre ou de um estudante em qualquer universidade medieval têm mais ou menos desprezado um elemento cuja importância e interesse são, no entanto, mais que certos: os presentes em dinheiro e em géneros que se exigiam aos estudantes, na altura dos exames.
Além dos banquetes tradicionalmente oferecidos pelos novos doutores, após a obtenção da "licentia docendi", os presentes representavam despesas obrigatórias, cujo montante e natureza foram bem cedo inscritos nos estatutos.
[...] desde 1260, a comuna de Pádua garante um salário aos mestres do seu studium.
No entanto, este salário não impediria os doutores de reclamarem dos candidatos os presentes tradicionais em todas as Universidades. A partir dos fins do século XIV, provavelmente sob a influência da crise económica e das suas repercussões sobre o valor da moeda e o custo de vida, as exigências dos mestres tornam-se maiores e mais minuciosa a regulamentação dos "direitos de exame".
[...] Enquanto que os estatutos de 1382 haviam ratificado uma decisão tomada em 1355, segundo a qual mestres suplentes (surnumerari) não receberiam dinheiro, excepto se fossem chamados a substituir efectivamente um dos doze mestres titulares, um decreto de 25 de Julho de 1453 reservava aos suplentes presentes uma parte do peditório feito na altura do exame e que, até então, ia inteiramente para o bispo.
De resto, são bem definidas as sanções aplicadas aos estudantes que faltassem ao pagamento das despesas. A 18 de Novembro de 1441, tomam-se medidas contra os estudantes que se limitam a pagar arras (brevia).
Esta ganância pelo ganho contribui para explicar a progressiva rarefacção do número de estudantes isentos do pagamento desses direitos. A protecção tradicional da Igreja assegurara aos estudantes pobres um lugar nas Universidades, ao mesmo tempo que, no século XIII, sobretudo o afluxo de população para as cidades povoara as universidades com uma multidão de jovens sem recursos que foram especialmente o fermento das Faculdades das Artes. Com o refluxo demográfico, o número destes estudantes decresce e os mestres aproveitam o facto para acentuar esse recuo, eliminando ao máximo os estudantes pobres isentos de pagamento de propinas: entre 1405 e 1409, uma modificação introduzida nos estatutos não permite admitir mais que dois alunos pobres em toda a Faculdade de Direito: um em direito canónico e outro em direito civil. Já só se trata de um princípio que se é obrigado a respeitar sob forma praticamente simbólica. Acabara, na Universidade de Pádua, o tempo dos pobres.
[...] Em contrapartida, dá-se uma evolução inversa que abre gratuitamente as portas da universidade a uma nova categoria de jovens: os filhos dos universitários.
[...] Assim estes textos permitem definir a tripla e convergente evolução da Universidade de Pádua, nos fins do século XIV e na primeira metade do século XV.
Eliminação dos estudantes pobres, constituição de uma casta de famílias universitárias, nacionalização, quer dizer, tendência para se limitar ao recrutamento local, pelo menos no que respeita aos mestres

Convenhamos, é todo um código genético em erupção. Cinco séculos depois, o sistema de casta aciganada (ciclicamente municiado a enxurradas) suscitar-me-á, de passagem, o seguinte aforismo: «quanto mais convivo com universitários, mais louváveis me parecem os estivadores.»
Desnecessário será dizer que equivalente ao nojo só mesmo a lucidez.

37 comentários:

Anónimo disse...

Dragão, tenho aqui um problem. Território vem de terrere, assustar, aterrorizar, defender o território.

Paisagem vem de pagus, etc.

Mas para os gregos como era? O Ludwig Curtius diz que eles concebiam a paisagem com amor, mas há um amigo meu que diz que não que era como unidade orgânica.

Creio que eles tinham o Chorus mas não é o Koros, ou é?

quet z al

zazie disse...

ò Dragão andas aqui às voltas com genealogias bem engraçadas. Não tarda nada vais ter às capelinhas e porta-estandartes que o Duby tratou.

zazie disse...

Z,

Não sei bem a que te referes com a palavra Koros porque esse era uma divindade que representava a ganância.

Agora a ligação entre os kouros/kouroi - estátuas de rapazinhos como paradigma da beleza e a floresta existe.

Porque a floresta era o monte sagrado dos deuses- o Olimpo era um floresta. E os mais antigos santuários eram feitos na floresta e as estátuas eram árvores gigantes. Ainda chegou até nós a descrição pelo Heródoto da estátua de Atenas com mais de 10 metros de altura,- uma árvore gigante, coberta de pedras preciosas e com tochas a iluminarem-na à noite.

Pensa-se que os tais kouros- estátuas de efebos também tenham começado por serem esculpidos em madeira, fazendo parte desse mundo onde a cidade estava protegida pelo bosque.
E o próprio teatro era aí que funcinava- eram também estrados em madeira que se incluiam nos cultos dionisíacos.

Mais do que isto não sei. Mas não acredites quando te disserem que os gregos só criaram cidades, em oposição ao campo. Isso é mentira- o Olimpo, onde viviam os deuses, é, à letra, uma floresta sagrada.

zazie disse...

Ah, já me esquecia- claro que o coro, era o teatro inicial- os cânticos dionisíacos feitos dos cultos da floresta. As artes derivam daí- sãos os faunos que ensinam a música.

Dragão disse...

Korhe é, entre outros, o nome de Perséfone (uma deusa dúplice, metade do ano passa-a nas profundezas tenebrosas com o marido, a outra metade passa-a na superfície luminosa, com a mãe.) Significa também donzela, mulher jovem, cortesã, etc.
Koros significa desdém, saciedade, orgulho, arrogância, mas também rapaz, jovem guerreiro, etc.
Assim Koros não é a mesma coisa que khoros (coro, lugar de dança) nem, tão pouco, que khwra (sítio, terra, região, terreno, campo, posição, etc).

Ainda acerca de Koros, e aproveitando a deixa da Zazie (cuja erudição nunca é por demais salientar), convém relembrar o tríptico da fatalidade humana segundo os velhos Helenos: Koros – Hybris – Athé. Ou seja, de Koros, a Saciedade ou Arrogância, resultava fatalmente a Hybris, o Excesso, e deste a Athé, aliás Castigo, Desastre ou Retribuição.
Isto tem sido empiricamente comprovado ao longo da nossa civilização.No momento actual, julgo, estamos numa fase de hybris. Com a Athé a acastelar-se cada vez mais no horizonte.

Quanto à questão do eros ou da unidade orgânica, o próprio eros é um princípio cósmico, portanto de unidade. No entanto, se cria a beleza e a ordem, passe o pleonasmo, também origina a monstruosidade e a mistura quimérica. O que nos remete, ainda e sempre, à tal duplicidade do pensamento e da linguagem grega, tanto quanto ao velho adágio por eles legado: desconfia das aparências (dos presentes dos deuses e, por herança, também dos gregos). Nós, não menos sabiamente, convertemos naquele provérbio: ver a cara não é ver o coração.

zazie disse...

Devolvo-te todos os piropos que te assentam melhor, ó Dragão.

O meu grego já não dá para quase nada, mas estive a consultar o velho dicionário e encontro lá a diferença entre Koros- a tal divindade filha da hybris e os koros/oi ou Koré/ai que eram jovens rapazes e raparigas (respectivamente) e tinham o sentido dos iniciados (como naquela história das ursas que eu contei). Daí a ligação aos mitos da renovação da natureza, na qual, como bem referes, a Koré-Perséfona é o melhor exemplo.
Mas isto é muito interessante porque este bacano do z, que até é de matemática, lembrou-se de uma coisa muito bonita- relacionar o valor da paisagem com um sentido sagrado que não pode ter mera tradução de valor mercantil.
E é por isto que ele anda com curiosidade em saber como era entendida a natureza noutras épocas. E agora, pelos vistos, até foi para os gregos e deparou-se com esta aparente contradição- que sentimento podiam eles ter para com a o campo- que sentido de amor poderia haver, se até são conhecidos pelo oposto- por serem os grandes construtores de cidades.
E eu, do pouco que sei, creio que o erro está nessa imagem de cidade desligada da natureza, que se faz passar. A questão dos étimos é bem curiosa. Só não sei onde ele foi buscar o tal sentimento de amor associado a algo como “koros”.

Mas há outra ligação entre kowros. de onde derivam as curetes de Cibeles e os rapazinhos das mesnadas de iniciação ou as meninas ursas que é kourá- cortar- aparar cabelos, ou podar ramos.

Eu nunca tinha pensado nisto mas aposto que é daqui que também deriva as tais lendas da pele do urso e das meninas a quem cortam os braços ou dos jovens que se tornam selvagens até lhes "fazerem a barba".
............

O z, com esta ideia de dizer que há um factor não redutível a valor de propriedade na natureza e que ele tem uma origem sagrada, pode passar por maluco, mas é a noção mais inteligente e dela ninguém fala.

Anónimo disse...

Obrigado aos dois. A esta hora não dou uma para a caixa mas amanhã de manhã venho ler tudo com cuidadinho,

que bom que me soube ter interlocutores e desta tarimba

uma boa noite para vocês

z

Anónimo disse...

ah, mas não resisti e ainda li outra vez, em diagonal e a seguir à Athe ainda vem a Nemesis, essa sim a destruição.

Pois eu conhecia o tetragrama Koros-Hibrys-Athe-Nemesis e o retorno cíclico, só que ando aqui a ver como chego à paisagem grega e ao Curtius de que só tenho tradução em francês.

Mas há tempo.

Zazie, mas olha que até já posso ficar descansado com aqui, Oeiras avançou para as prospecções com georadar e o presidente da CMC disse-me em email que estavam a equacionar o assunto, o que quer dizer que vai em frente

tenho saudades é das minhas paisagens matemáticas, sem atrito das paixões mundanas

até amanhã

zazie disse...

Eu farto-me de rir com o z.

Ele deita-se com as galinhas

":O))))

(mas olha que a Nemésis é justa)

Anónimo disse...

Sim, Zazie, é do melhor que há estar ali sem peso, no meu tapete voador, com uma patinha em cima do coração

obrigado Dragão, penso então que é khoros, faltava-me o h, e se calhar a raiz kh tem a ver com espaço largo, não?

Zazie, se o Dragão quiser podes-lhe dar os links que me identificam, eu não sou anonimo noss blogs por medo, mas porque é mais elegante, divertido e eficaz para espalhar idéias. Mas gosto muito de andar discreto.

Eu não tenho dúvidas que os gregos se ligavam á paisagem com amor, mas não sei se é o eros ou a philia, a maneira como eles dispunham os templos na montanha não deixa margem para dúvidas

mas preciso de deixar isto soldado porque caíram-me em cima e ainda bem que assim precavejo,

Que o valor da paisagem nunca se pode esgotar num só número, seja o valor económico, e que isso é 'impiedade' ou ignorância néscia, já está no ar e é deixar germinar

mas portanto do khoros, receptáculo, apareceram-me os koroi, rapazes bonitos, na floresta, pois faz todo o sentido

gente inteligente, os gregos

Anónimo disse...

ou seja, e não querendo ser muito chato, a corologia e a coreografia vêm de khoros e não de koros

e um h faz diferença pelo que percebo

obrigados

Dragão disse...

Z,

o alfabeto grego tem dois "Cês": o Kapa e o Khi. Donde que quando grafamos k é kapa; quando grafamos kh é o khi. É pena que estas maquinetas não permitam o alfabeto grego, pois assim a diferença seria logo mais evidente.
E sim, coreografia vem de "hhoros"; como corologia vem de "khwra" (há uma diferença, pois eles também têm dois "ós": o omicron e o omega, sendo que "khoros" se escreve com o primeiro e khwora se escreve com omega -que eu grafo, para diferenciar, com "w".)

Anónimo disse...

felizmente eu conheço essas letras da matemática

obrigado Dragão

e aquilo do amor pela paisagem seria uma corofilia?

Anónimo disse...

Χορός

Anónimo disse...

Χωρα

certo?

---

tem aí algum texto que fale sobre isto?

Anónimo disse...

oh diabos, retiro a corofilia

erased

Dragão disse...

Olha, afinal permitem!... Como é que fez isso?
Sou mesmo um ignaro nestas cibercomputices!...

Anónimo disse...

eu também sou nabo, mas quando me sobe uma chaminha safo-me

fui ao word e tem lá uma coisa de símbolos e compus a palavra mais ou menos, fiz copy & paste e depois fui à internet conferir no google, faltava-me um acento no o de khoros por exemplo

Anónimo disse...

e depois fiz copy e paste na internet e botei aqui

tem lá muito grego, tem um artigo na wiki sobre o khoros todo em grego, devia ter um botão para traduzir mas não tem

mas com a Khwra fui para à Hagia Sophia,

Dragão disse...

«E visto que o Bem e a Beleza são coisas diversas (pois o primeiro está sempre ligado à acção, enquanto a Beleza ocorre também nas coisas imóveis), os que afirmam que as ciências matemáticas não dizem nada acerca da Beleza e do Bem equivocam-se. De facto, dizem e ensinam muitíssimo; pois, ainda que não os nomeiem, se ensinam os seus efeitos e as suas proporções, não omitem falar deles. E as primeiras espécies do Belo são a ordem, a simetria e a delimitação, que se ensinam sobretudo nas ciências matemáticas.»
- Aristóteles, "Metafísica" (Livro M/XIII)
Taxis (ordem), symetria e orismos (delimitação), ou seja, a beleza radica numa "classificação", numa "proporção" e num "horizonte". A paisagem reflecte o país e, nessa medida, reflecte o "familiar" (nesse sentido, o philos) mas também o Belo (e nesse sentido, o eros) porque classificado, proporcionado, delimitado segundo fronteiras conhecidas: as da língua.
Não é por acaso que, muitos séculos adiante, o nosso pessoa ainda diz que o "país/pátria dele é a sua língua".
Para nós, "paisagem" (do francês paysage) é uma "extensão de terra que se oferece ao olhar". Para os gregos é também isso, só que o olhar é mais profundo: a khwora oferece-se ao olhar, ao dizer e, inerentemente, ao amor.

Anónimo disse...

isso está muito bonito e bem dito. Vou ter de citá-lo. Não quer fazer um post sobre isso e eu remeto em nota de rodapé lá no texto? Aquilo é para um museu real/virtual que abre em 2009 embora eu tenha de deixar isto pronto em Setembro

mas há tempo

Zazie, se também quiseres fazer um post sobre isso dos koiros ou lá que é também te cito da mesma maneira

não sei se os meus colegas científicos levantam objecções mas creio que não, felizmente isto está tudo a abrir

pois Dragão, a matemática é isso, fico sossegado e entretido como um miúdo no meio do belo

Dragão disse...

O "nosso pessoa" é o Pessoa (Fernando), naturalmente.

Anónimo disse...

«a minha pátria é a língua portuguesa»,


(agora tenho de ir às compras e etc.)

Dragão disse...

Z,
vou aproveitar o repto para estudar a khwra mais a fundo. Depois, se chegar a alguma paisagem digna de reparo, logo publico.

Anónimo disse...

escrevi isto lá no meu texto:

Os gregos habitavam o χορός, território, inserido na Χωρα, região e concebiam a paisagem como unidade delimitada com amor , onde este se expressava na beleza do arranjo e das proporções, e de que o Olimpo, a floresta sagrada no topo das montanhas era o exemplo a emular.

-------

a seguir a 'amor' remeto para o Curtius em nota de rodapé, pois foi nele que li isso, traduzido pelo Norberg-Schulz

penso que está correcto e por agora já chega para ficar arrumado, os textos são sintéticos

mas volto lá no final, é onde eu quero rematar, quando as coisas estão bonitas é porque foram feitas com amor

zazie disse...

Ah, mas que grande lição que por aqui vai, ó Dragão.

Assim vale a pena vir à blogosfera.

Essa Kwra não é também o étimo de "coroa/corola" que depois vai dar o coro religioso? Porque o coro religioso deriva do mesmo étimo- coro de música ou coro como estrado circular.

A ligação entre o chorus (no sentido de espaço circular na igreja onde se rezam as horas canónicas e a palavra grega koros- com sentido semelhante ao círculo- kuklos- é confirmada pelo Santo Isidoro de Sevilha.
Já tinha andado à volta disso, por outros motivos e encontrei a informação no Glossarium do Du Cange que, por sua vez, cita o Honorius Augustidunensis. O Leclerc, na Roma Sotterranea tem mais no mesmo sentido.

Mas nunca tinha feito a associação com o próprio espaço envolvente. o Circulo que envolve o habitat.

Fico à espera porque estas coisas são apaixonantes.
.......

z- a história dos efebos e das meninas- é suficientemente conhecida, pelo menos como manifestação artística. Agora não tenho tempo para postagens, quanto muito podia era tê-los integrado na série do post do mannerbund e das "ursas".

Anónimo disse...

que conversa de intelectuais. mas vocês estão metidos em alguma universidade é?

Anónimo disse...

onde eu estudei melhor a Região foi no vol. 8 da Enciclopédia Einaudi.

Pois zazie, daí o meu chorus logo na abertura, embora latino.

Desde o darwinismo o discurso dominante sobre o território é o terrorismo, já que terrere quer dizer afastar, aterrorizar, depois sustentado pela teorização da luta pela existência.

Ora eu quero ajudar a recuperar o conceito território/paisagem na ciência como lugar de festa e de celebração, com potência racional idêntica à da concepção agonística, que também não vou negar, só vou complementar, a tal biophilia,

Anónimo disse...

Excelente:

«quanto mais convivo com universitários, mais louváveis me parecem os estivadores.»

Lool ó Dragão, é que é isso mesmo!

Salve Dragão,
A.H.

Anónimo disse...

Eu diria ainda mais: o intelectual é uma besta, um inutil e um incapaz.
No entanto dá os ares de sábio, para tentar com este embuste, compensar (aos olhos de outros, acabando ele próprio por também acreditar na sua própria farsa) o ser ridículo e inferior de que na realidade não passa.
É como o vaidoso, "arranja-se" para que os outros o elogiem! É por isso que tanto gosta de muito público à sua volta!

A.H.

Anónimo disse...

esta A.H. conhece-se a si próprio

Anónimo disse...

Conheces-me de algum lado ó cretina anónima?
Ou estás apenas muito incomodada com algumas verdades?

A.H.

Anónimo disse...

conheço-te pelo que dizes de ti próprios

não fico incomodado com ressabiadas e frustrados,

Anónimo disse...

Então ó cobardolas, donde me conheces?
Tu é que andas nas putas, meninos e travestis, no tabaco, no alcool e nas drogas, és incapaz de ver a e aceitar as verdades que aqui lês (porque te dizem directamente respeito) e aqui AH é que é: ressabiadas e frustrados?

Achas que alguém se pode sentir satisfeito em viver numa merda de sociedade cheia de gente que não passam de excrementos como tu?

Já agora aprende a escrever!


PS: Nem nick tens minha puta sem cara?

Anónimo disse...

vê-se bem o teu esfincter a pulsar, e como gostas de chamar aos outros o que és, ou gostarias de ser, bem recalcadinho

ontem citei um A. H. de O. M.. Sabes porquê? Porque merece.

vai-te tratar

Al Mustafa, the beloved disse...

Zazie,
pagas ao Dragão as arras em broches ou em géneros?

Anónimo disse...

"vê-se bem o teu esfincter a pulsar, e como gostas de chamar aos outros o que és, ou gostarias de ser, bem recalcadinho

ontem citei um A. H. de O. M.. Sabes porquê? Porque merece.

vai-te tratar"


Ora cá anda de novo a besta porca (do judeu buiça?).
Só pensas em esfincters meu porco depravado?

A.H.

PS: Nem nick tens minha puta sem cara?