Quando respeitáveis banqueiros suíços "morrem subitamente", (uma fórmula suavizada de dizer suicídio, segundo fontes ocultas), é caso para dizer que a brutalidade já nem os próprios sacerdotes respeita.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Também tu, Julius?...
Quando respeitáveis banqueiros suíços "morrem subitamente", (uma fórmula suavizada de dizer suicídio, segundo fontes ocultas), é caso para dizer que a brutalidade já nem os próprios sacerdotes respeita.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Costureirinhas da Sé

«Os carroceiros concluíram entre si um contrato de trabalho e decretaram a inutilidade do génio; uma época ulterior vai decerto dar-se conta de que os seus edifícios são amontoados de pedras, e não verdadeiros edifícios. (...)
- Nietzsche, "Da utilidade e dos inconvenientes da História para a Vida"
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Uma Questão de Higiene, mesmo.
Além do mais, nestes saraus, tanto como o que vamos passar pela boca, importa que acautelemos o que vamos abeirar do posterior orifício. Eles, os anfitriões destemidos, conhecem-me bem, de ginjeira, e sabem que doutra maneira dificilmente me apanhariam lá. Assim, é infalível. Ou melhor: é quase impossível resistir. Peroro à senhora Dragão e lá vamos. Depois, findo o repasto, passado pelas mandíbulas o bacalhau ou a picanha, o tinto, varrida a sobremesa, emborcado o puro malte, chega o momento (por todos) ansiado... Levanto-me e profiro, não sem uma certa solenidade: “Bem, agora, com vossa licença, vou ver que tal está o Lobo-Antunes!” E lá ficam, eles todos, a aguardar-me, impacientes, sequiosos da opinião do expert. Quando regresso, aliviado, ainda a dar o último retoque no cinto das calças, já todos me bombardeiam: “Então?! Então que tal?!”
E não raras vezes, senão por sinceridade, ao menos por cortesia, respondo: “Supimpa! O melhor Lobo Antunes dos últimos tempos. Até me assoei!...”
Vão por mim: pode ser que se combata o fogo com o fogo; mas, decerto, não se limpam resquícios de caca com defluxos de outra caca pior ainda. Tem que ser, pelo menos, igual.
domingo, dezembro 07, 2008
O Progresso, esse come-e-caga, senhores!...
O Pseudo-Portugal ou Das Quimeras
Da Prepotência (rep)
O Pentágono das Bermudas
sábado, dezembro 06, 2008
Ineligible? Sim, sim...
Como se as leis servissem para mais alguma coisa do que embrumar papalvos...
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Flipping Out - Israel's Post Military Trip to India (part 1 of 6)
Graças à gentileza dum leitor, tomei conhecimento destes vídeos referentes à notícia citada no postal "Imperial Outsourcing".
Como uma imagem, dizem, vale mais que mil palavras...
Aqui fica. Com uma nota de agradecimento ao caro leitor.
Nojeira da grossa
É a velha e inoxidável moral deste mundo imoral: os otários que paguem as crises; são muitos e já estão habituados.
Começa é a tornar-se cada vez mais incontornável: qualquer assaltante de bancos, de preferência à mão armada, caso se veja importunado pela polícia e tribunais, pode (julgo mesmo que deve) alegar legítima defesa. Além de que, doravante, se torna praticamente impossível distinguir um Banco duma Repartição de Finanças.
E não é caso para dizer que algo está podre no reino da Dinamarca, mas sim onde raio fica a Dinamarca no Reino da Podridão?!...
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Imperial Outsourcing...
Soldadesca avulsa e lúmpen, esta escória ressacada e tardo-hippie? Pois, pois...
sábado, novembro 29, 2008
Entre nenhures e lado nenhum

Desde que o "Progresso" passou a ser um problema, a História tal como a concebeu Condorcet e documentou Gordon Childe deixou de ter direcção e sentido, e tornou impossível o optimismo que marcava este livro. Hoje, a época é de procura, e muitas hipóteses rejeitadas como metafísicas e idealistas não podem já ser sistematicamente excluídas. Como um homem que estava na estrada e avançava por ela se lembrou de repente de perguntar para onde caminhava e não achou resposta, assim hoje nos achamos como no meio de um deserto de areia sem nenhuma pista de orientação.»
- António José Saraiva, in "prólogo de 1984 ao Dicionário Crítico"
quinta-feira, novembro 27, 2008
Já não há piratas

PS: Bem, com franqueza: piratas, nunca! Corsários, quando muito. Rapers ou hip-hopers, quase de certeza, e um grande tsunami das Caldas os refunda a todos!!!
Eu já lhes mostro, àqueles oxiúros... Onde é que pus a bengala?... Negociantes de merda!...
quarta-feira, novembro 26, 2008
Vasos comunicantes
Em 1913, o Frankfurter Zeitung, reportava detalhadamente as ideias dum milionário americano (um tal Edward Albert Filene) em digressão "evangelizante" pela Europa. Proclamara, então, o dito cujo, por alturas dum banquete com altas individualidades europeias da época:
«Experimentamos um grande movimento histórico, que culminará na transferância do poder deste mundo moderno para os representantes do capital comercial. Somos as pessoas que carregam a maior responsabilidade no mundo e devemos, por conseguinte, deter, politicamente, as maiores influências.
«São estas as ideias de um "capitalista avançado", o sr. Filene. O leitor poderá constatar que tais ideias são uma diminuta, estreita, parcial e egoísta aproximação às ideias do Marxismo, propostas há cerca de sessenta anos atrás. "Nós" somos grandes mestres em censurar e refutar Marx; "nós", os mercadores civilizados e os professores de economia política, refutámo-lo completamente!... Mas, ao mesmo tempo, nós roubamos pequenas partes e peças dele e apresentamo-las ao mundo inteiro como marca do nosso "progressismo".»
terça-feira, novembro 25, 2008
Smells like... Napalm.

Pois bem, já todos sabíamos que o (nas palavras eloquentes duma das suas referências intelectuais, uma tal Ermelinda do Padeiro) doutor economista Arroja, code name Rato Mickey, se arvorava, nas horas vagas, em sociólogo de elevadíssima craveira. Mas agora, num acesso desbordante de erudição polissaturada, tomamos conhecimento que, afinal, também é um ás na sexologia. Terá fundo este poço de sabedorreia? Sinceramente, começo a duvidar dessa contingência. Eu e centenas de milhares de deslumbrados como eu. Neste momento já se organizam excursões e romarias das quatro partes do mundo para virem assistir, in louco, ao prodígio. O caso não é para menos. Acaba de inventar, aquele portentoso sabão, um novo método de medição da virilidade masculina em ambiente doméstico. Este espantoso, engenhoso e revolucionário método, que deixará certamente a espumar de inveja o sexólogo residente da blogosfera (um tal Morcão Vaz), consiste, nem mais nem menos, pasmemos ó conterrâneos, na contagem de palavras emitidas na rede, mais especificamente em blogues. Quanto mais palavras assim derramadas, menos espermatozóides despejados por via de fornicadelas à coelho na legítima. Coelho missionário, naturalmente, nada de fantasias ou acrobacias menos devotas. Ou resfolegantes.
Formidável!, ovacionamos nós; se o sexólogo moviflor (zazie dixit) já era um must, este, então, é um mister! Para o distinguirmos do outro, atenderemos à diferença geográfica e mobiliária do palestrante, pelo que o cognominaremos como sexólogo-de-penico (até porque depenica que se farta). Recapitulando, então, a lei fundamental da sexologia depeniqueira: a fornicação matrimonial é inversamente proporcional ao número de palavras escritas no blogue. Escritas, na terminologia arcaica e doravante cancelada; pois na nova terminologia científica, deve dizer-se "ejaculadas". Afinal, ficamos agora a saber, as pessoas não escrevem em blogues: ejaculam palavras. Freud teve soluços na cova.
Detalhe superlativo em toda esta história, que muito me desvanece: o distinto sexólogo-de-penico honra-me com a glória de cobaia principal no seu devassante estudo. Serei assim, segundo ele e as suas apuradas - embora instantâneas e mediúnicas - esporrometrias, um frouxo na cama, porque, lá está, sou um dilúvio no blogue. Se ejaculo a mais na rede é porque ejaculo a menos no leito conjugal, já não falando no sofá, na banheira e no tapete da sala. Caros amigos, é assim, não há como escapar a tão mosaica legislação.
Bem, por um lado, fico banzado com a perspicácia deste vidente-voyeur. Consegue espreitar do Porto até Lisboa, ida e volta, mais depressa que o futuro TGV. O que não nos deve, afinal de contas, surpreender: ele até conseguiu espreitar através dos séculos, descobrindo Hume em actos menos másculos e larilices clandestinas. Por outro lado, competições de garganta nunca foi o meu forte. Certame de garnizé é coisa de galináceos e pior que léria de puta só mesmo goela de puto. Mas quem sou eu para contradizer a ciência, ainda mais quando esguicha dum sexólogo-de-penico? Nem por sombras. Já não seria pecado: seria blasfémia. Seja, então. Cumpra-se a lei. Superpotente no teclado, erecto-disfuncional no resto - eis-me exposto ao vexame do transeunte galaró.
Só que, entretanto, alguns impertinentes claramente necessitados de pimenta na língua, poderão maldosamente conjecturar que, fazendo fé nos últimos dois anos, período em que é possível uma comparação directa, o doutor economista Arroja despejou na blogosfera, e isto a contar por baixo, cerca de dez vezes mais palavras do que eu. Uma verdadeira torrente ao lado dum regato. O que, segundo a sua metodologia imaculada, fará dele, fatalmente, um gay passivo coroado com ramificações de veado exuberante. Outros meliantes, igualmente dados a analogias venenosas, se bem que mais optimistas, poderiam ainda orçamentar que, embora ele, quantitativamente, tivesse ejaculado dez vezes mais, dado que cada palavra dele, qualitativamente, não alcança um décimo das minhas (acrescido que considerável parte delas até tinha sido ejaculada numa língua canina) então, mais coisa menos coisa, resultava num empate técnico, pelo que o ilustre sábio irmanava comigo na incompetência conjugal e na flacidez reiterada da gaita (apenas com a ressalva que enquanto eu, às mulheres, submergiria de poemas e galanteios literários, ele, em contrapartida, cobriria de queixumes, remoques e lamúrias). Uns terceiros energúmenos, da raça dos anteriores, alavancados por esta relação íntima e necessária entre a produção de postais e a improdutividade de bebés, poderiam também insinuar, soturnamente, que o doutor economista Arroja, code name Mickey Mouse, compensava a mediocridade na escrita com a excelência na queca legal. Aqui, na blogopólis, por conseguinte, era um franguinho mimoso e birrento que fazia beicinho quando lhe puxavam merecidamente as orelhas, mas, em compensação, lá na capoeira doméstica, virava galo doido encartado. Enfim, uma catadupa de assombrações e pântanos colaterais que nunca mais acabariam e eu, por piedade e amor à decência, me contenho de elencar além deste promontório.
É meu dever afastar esses rumores e esclarecer todas essas pessoas propensas ao torpe equívoco e à vil suspeita.
Assim, ó pessoas desabridas, se é um facto que o bom doutor economista sociólogo e sexólogo-de-penico Arroja ejaculou dez vezes mais palavras o que eu, isso não é, em bom rigor, comparável. Nem em bom, nem em mau. Não é, pronto. Muito menos com essa ligeireza.
Em primeiro lugar, porque a cobaia sou eu e o cientista é ele. Logo, usufruímos de prerrogativas diferentes e apanágios opostos. Quem chega primeiro, escolhe. Ele chegou primeiro, repimpou-se na cadeira e ficou com a bata e o laboratório. Não há que barafustar.
Em segundo lugar, sabemos de ciência certa e dogma associado que ele é, sem qualquer dúvida ou direito a ela, um jockey fogoso e exemplar (às vezes até maçador) da esposa por via duma prova irrefutável muito simples: porque ele no-lo diz e, assim, automaticamente, com força de sentença, certifica, autentica e atesta. As suas palavras, como toda a gente sabe, possuem dom mágico e dotes demiúrgicos instantâneos. Basta adicionar água e já está.
Resumindo, aqui assam-no. Mas lá em casa, nem duvidem: desforra-se e assa ele as vrilhas à pobre da costela.
PUV - Patetas unidos vencerão

MICKEY, AMIGO, O CAGUINCHAS ESTÁ CONTIGO!
Avante camarada, avante
junto a minha à tua voz!
Avante, camarada
o shall brilhará pra todos nós!
Uma gaivota argumentava e voava
filha da puta nunca mais se cansava.
Como ela somos livres, somos livres
somos livres de argumentar!
Somos livres, somos livres
somos livres de ir ao google.
SLB, Glorioso SLB!!
Cultura nunca mais!!
Liberdade! Liberdade de excreção! Abaixo o Dragão!
Pornografia sim, filosofia não!!
E ganda Mickey, é isso mesmo: Dá-lhe com o Consultório Maria pelos chifres abaixo!
(PS: mas as "Ginas" manda-mas a mim, 'tá?...)
segunda-feira, novembro 24, 2008
Dragão Bafo-de-Onça


-"É pior que isso.." - Tornou ele. - "Pá, a cena desta vez é mesmo fúnebre: tenho o Rato Mickey e o Pateta à perna!..."
E foi assim, ó bacanos e garinas. O javardolas foi fazer as malas e eu vim aqui dar a boa nova: é o 25 de Abril da blogosfera! Viva o Pateta e o Rato Mickey! Viva a Ucrânia libertada!... Viva o Eusébio! Viva o Benfica!!...
Tabu

domingo, novembro 23, 2008
Pelourinho
Ou em forma de fábula...
Moral da história: se não queres experimentar o lobo, não lhe vistas a pele.