Não escolhemos a hora, nem o sítio, nem os progenitores. Nascemos, pura e simplesmente. Mais puro e simples, de resto, não existe. Acontecemos, assim, enquanto lugar - no tempo, na humanidade e na terra. Chamo Pátria a esse lugar, à síntese desse tríptico vital. A Pátria não se elege, não se compra, não se troca, nem, ainda menos, se vende: honra-se. Na medida em que se cumpre.
Quinta-feira, Junho 10, 2010
Os Bastardos de Íxion
Publicada por dragão em 6/10/2010 08:59:00 PM |
Quarta-feira, Junho 09, 2010
Olex sed Lex
De modo a tranquilizar alguns adivinhadores mais visionários, entre os quais o meu sócio e compadre Ildefonso Caguinchas - que já para aqui anda em palpites descabelados e alvitres alucinantes -, convém esclarecer duma vez por todas a identidade do autor do segundo trecho. Pois, senhoras e senhores, não é Calvino, não é Darwin, nem é Jesus, o Jorge, tão pouco (ouviste bem, ó Ildefonso?!!) . Não, é mesmo Adolph Hitler. Na sua, dele, "Mein Kampf". Algures, no capítulo II.
Comentários para quê? Vem-me à memória aquele velho anúncio do Restaurador Olex. Pois é, "pretos de cabeleira loura ou brancos de carapinha"... Que também podíamos actualizar para "arianos kosher ou marranos hitlerozados".
No fundo, nem é para levar a sério. Não passa dum mero penteado. Mental.
Publicada por dragão em 6/09/2010 12:49:00 AM |
Domingo, Junho 06, 2010
Doutor Estranho-Amor
b)
«Quando a raça corre o perigo de ser oprimida ou eliminada, a questão da legalidade passa para segundo plano. Em tal caso pouco importa que o poder dominante use meios legais; o instinto de conservação dos oprimidos justificará sempre a luta que usa todos os recursos.
Neste mundo, todas as lutas pela libertação da escravidão interna e externa e de que as história nos mostra exemplos prodigiosos, foram travadas com base nesse princípio.
O direito dos homens está acima do direito do Estado.
Se um povo sucumbe na luta pelos seus direitos humanos é porque ao ser pesado na balança do destino foi considerado demasiado fraco para ter direito à vida. Quem não está disposto ou não é capaz de lutar pela existência, é porque a Providência eternamente justa o predestinou a desaparecer.
O mundo não se fez para povos cobardes.»
Já agora, aproveite a embalagem e, ironia das ironias, adivinhe quem escreveu o segundo trecho. Não é difícil.

Publicada por dragão em 6/06/2010 09:13:00 PM |
Quinta-feira, Junho 03, 2010
A merda não morre
Dizem que morreu o Coutinho
Coitadinho
Do vendedor.
Pois ei-lo que enfim jaz
A adubar pasto, a criar erva.
a nutrir siamesa caterva
Que o digere em paz!...
Já não destila ódios
Nem liberta vícios
Apenas gás.
Rejubila a goela obscura
Na antevisão do banquete.
A terra, porém, abomina o frete:
títere com alma de serradura.
Morreu, o Coutinho?
Foi apenas ter com o paizinho
Dele e da sempiterna selva
Que nos burila e perfaz.
Aqueles que o diabo traz
O diabo leva.
O papá que agora o ature
O cure,
O curta, laureie e recicle
O passevite, o asse, o torre!
Condecorado a escarro, ungido a manguito
Morreu, dizeis? Não acredito.
A merda não morre.
Publicada por dragão em 6/03/2010 01:24:00 PM |
Quarta-feira, Junho 02, 2010
O lema constitutivo do Estado de Israel:
«Quero, posso e mato».
Já quanto ao Cogito judaico é todo um programa ancestral que vai do "minto, logo existo" ao "mato, logo existo".
Enfim, coisas dum país a prazo.
Publicada por dragão em 6/02/2010 11:19:00 AM |
