terça-feira, novembro 28, 2006

E agora?...


E agora, provavelmente, fica tudo em águas de bacalhau. O crime prescreveu, José Esteves teve este capricho agora de confessar, como, há-de concluir-se, teve aquele capricho imperioso, há vinte e tal anos, de mandar o avião pelos ares. Por sua pessoal e alta recreação.
Para o entrevistado e para a revista é mais um bom negócio.

Mais palavras para quê? José Esteves, aliás Sô Zé: um artista português, num país de artistas. E impunidades pimponas.
....//....


No meu buraco
passo os dias à espera
dum qualquer contrato
que traga a Primavera.

Vou virar psicopata
no próximo Natal,
só p'ra estar na ribalta
do teu Telejornal.

14 comentários:

  1. Se o Sôzé estiver bom da cabeça pensadora, vai ser um furo. Se não...vai ser um buraco negro.
    Não vai ser fácil distiguir.

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  2. Anónimo12:50 a.m.

    Quem havia de confessar era outro, o Rodrigues, esse é que teria muito que contar.

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  3. ahahaha podes crer. Deve ser para registar patente.

    Sabes que o tipo é um engenhocas e tem uma série de invenções registadas?

    É mesmo um artista português. Dei com isso por acaso, há muito tempo.

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  4. Anónimo1:15 a.m.

    Triste país este!

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  5. Zazie, as pardalices estão lá na página do gajo.

    Quanto ao Rodrigues, caro anónimo... pois é, pois é...

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  6. O drama desta investigação pode resumir-se em poucas linhas:

    Em 4 Dezembro 80,à noite, Freitas do Amaral apareceu na tv a "sossegar" os portugueses, dizendo que foi um infeliz acidente e dando conta que nem pela cabeça lhe passaria ser outra coisa.
    Aí ficou definida a doutrina oficial para a estratégia da investigação: um infeliz acidente.
    Embora tenha havido na PJ ( e noutros lados) quem se interrogasse sobre outra natureza que não a de mero acidente, a investigação decorreu, a partir dessa base. FOi um acidente.

    A partir do momento em que psicologicamente, os investigadores nem puseram a hipótese de atentado, quem viesse com ela, era desacreditado, pelos mesmos e por receio de passarem por idiotas.
    Portanto, mais uma vez, a soberba venceu em detrimento da humildade.
    Quem, dirigia a PJ na altura, até escreve por aí, num blog.

    Faltou-nos um Sherlock Holmes. Até mesmo um Watson. Ou um Guilherme de Baskerville.
    Sobravam-nos Moitas Flores às dúzias, nessa altura...

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  7. Ah. E a pessoa que dirigia a PJ, não é nenhum idiota, que fique claro. É dos melhores que se podem apresentar na magistratura, até. E digo-o sem qualquer rebuço, porque o conheço da escrita e das sentenças.

    O drama ainda é maior, por isso mesmo, pois significa que o poder do "ambiente" tem ás vezes mais força que o ambiente do poder. Judiciário, neste caso.

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  8. Quem falasse em atentado era logo desterrado para o paranoiosfera da "teoria da Conspiração". De resto, esse, tornou-se um método usual, ad nausea.

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  9. Anónimo1:35 p.m.

    Quem daqui acha q foi atentado, e q o Sá Carneiro foi "dano colateral"?

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  10. Por mim, não acho nem deixo de achar.
    Estou, em relação a Camarare, como em relação ao Casa Pia: quem tem o dever de investigar que investigue.

    Quem tem o dever de julgar, que julgue.

    Mas que prestem contas do que fazem, depois, para que a gente veja como é que se fez.Que abram os processos para que todos possam ver o que se fez, como se fez e se possa analisar, criticar e eventualmente melhorar.

    Por mim, não peço mais.

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  11. Anónimo7:32 p.m.

    não é só o lee. o vjs também sabe ums coisas. em 86 fez uma boa investigação para a revista do espesso em que apontava, parece-me, para dano colateral.
    mas nestas coisas era bom que as coisas fossem como o josé diz :quem tem o dever de investigar que investigue.quem tem o dever de julgar, que julgue.

    Colateral

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  12. Anónimo2:04 a.m.

    e não houve um gajo que ficou debaixo de um camião? por acidente.

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  13. Anónimo7:53 a.m.

    ofimdademocracia.blogspot.com

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  14. Anónimo2:30 p.m.

    Esse José Esteves é um basófias..Quem tem a verdade dos factos na mão, não falou, e duvido que venha a falar.Quando se paga alguém, inclui o silêncio.O Zé teve um cheirinho da trama, calcula que sabe, foi utlizado, mas está longe de recompor o joguinho.Né Ribeiro e Castro?

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