segunda-feira, setembro 25, 2006

Subsídio a uma nova taxinomia



Nessas coisas de direita e esquerda, eu, se não sou o tipo mais rigorosamente imparcial que se conhece, devo andar lá perto. Ora, isso confere-me uma certa autoridade para falar no assunto. É, por conseguinte, investido desse distanciamento científico, e sempre diligente nas contribuições para o enriquecimento das tabelas e quadros culturais, que julgo oportuno sugerir uma dicotomia alternativa à já célebre direita dura/direita mole. Que tal direita tesa/direita murcha?
Ou talvez "alternativa" não seja a melhor caracterização. Talvez "complementar" seja mais apropriado. Isto é, abrangendo um outro âmbito até aqui descurado e órfão de taxinomia. Afinal de contas, enquanto a "direita mole", tudo indica, ostenta enfermar duma incontinência mental consumptiva, já a "direita murcha", claramente, manifesta contorcer-se numa disfunção eréctil intelectual, agravada duma amnésia selectiva emulsionante. Separa-as, estou em crer, a distância que vai da direita em busca de Imodium à direita à procura de Viagra. Ambos, claro está, e de preferência, em forma de supositório...inteligente.
É preciso nunca esquecer que estamos a falar de pessoas com um estômago muito sensível. Um melindre pegado de gente.

Debruçar-me-ei já de seguida sobre a esquerda. É só mudar de luvas e de pinças.

6 comentários:

  1. Anónimo1:01 a.m.

    "Direita tesa"? Oh, meu amigo... O estrebuchar do Pacheco Pereira ou do Graça Moura (onomatopaicamente: tic, tic, tic, pim, É a guerra!, tic, tic, tic, pim, É a guerra!, tic, tic, tic, pim, É a guerra!...) não é tesão, é priapismo.

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  2. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  3. ehehe é a diferença entre a virilidade da direita de tailleur e a de lacinho

    ":O)))

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  4. Caro sdm,
    Sejamos sérios: o Pacheco e o Vasco que refere (bem como o outro Vasco que não refere) nem direita mole são (quanto mais agora tesa): são direita em estado de liquefacção.

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  5. SObre a direira e a esquerda, o bravo Vital Moreira, hoje no Público, publica a sua opinião: a distinção faz-se pelo lado dos direitos sociais. Já não é a economia que conta, para o Vita. Isso já foi chão que deu uvas-mijonas e de colhão de galo( verdade, era assim que se chamavam na minha terra)...
    Ora tomem!

    A carta social europeira é de esquerda e é por isso que os arautos do COmpromisso Portugal, a querem rasgar. Ora tomem lá novamente que vem do Vital.

    Este Vital é um tratado.
    E dizer que a sua tese de doutoramento versa sobre a organização da exploração do vinho do Porto...

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