segunda-feira, março 07, 2011
A Trolharia, ou o Cripto-feudalismo (rep)
sábado, março 05, 2011
Oh Pá, escuta: chutzpah comigo não resulta.
O leitor e colega bloguista Joshua espraia na caixa de comentários do postal anterior um conjunto de prolegómenos típicos dumas certas franjas farisaicas da nossa blogosfeira. Aproveito para responder, mais que ao Joshua, a todo um "pensamento em espécie" que a tantos faz salivar e resfolegar tão descompassadamente.
1. "Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino-militar", mas estão a promovê-las nas nossas escolas, nos nossos cinemas, nas nossas redacções e também nas escolinhas religiosas deles, vulgo yeshivas. É só escolher entre o fanatismo religioso duns e o fanatismo comercial doutros
2. "Os judeus não sequestram aviões nem matam atletas nos Jogos Olímpicos", nem, já agora, gaseiam de empreitada, mas montam banca de proxeneta nisso tudo. Lembra a lógica do formigueiro: as formigas que tombam são logo transportadas pelas outras para a despensa.
3. "Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja"... E depois ficavam sem padres onde escarrar, o que seria uma maçada e a perda dum grande divertimento nacional.
4."Os judeus não traficam escravos"... Pois, é mais escravas. As maiores redes mundiais de tráfico de carne branca, de órgãos, de droga, de diamantes e de armas, têm judeus em plano de destaque na respectiva gestão e aprovisionamento.
5. "Talvez os muçulmanos devessem queixarem-se menos dos judeus"...Sem dúvida. Tal qual os judeus, seguramente, deveriam queixar-se menos da humanidade em geral e de todos os povos onde se hospedam, especialmente os europeus, em particular. Maiores queixinhas e ladainheiros crónicos profissionais não se conhece ao cimo da Terra. Com a agravante da queixa aparecer invariavelmente acompanhada de pedido de indemnização com retroactivos e alcavalas. Agora se ficarmos todos à espera que os muçulmanos deixem de se queixar dos judeus a partir do dia em que os judeus deixem de se queixar de toda a gente, então, bem podemos ficar à espera do dia de São Nunca à Tarde.
6. "Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade?"... Desocupar a Palestina e arredores, seria, presumo, o primeiro passo. Suicidarem-se em bloco, seria o segundo, talvez, não? Bem, já fornecem, há quase um século, grande parte do petróleo que alimenta o motor da democracia. (e, por inerência, da humanidade) É mais do que nos podemos gabar nós, os portugueses, que também somos uns belos lamuriosos da treta. Daí que talvez a humanidade nos respeite ainda menos do que aos mouros. Além disso, só para citar outra gigadência, foram os muçulmanos que, recentemente, acudiram com petrodólares à economia semi-falida da "humanidade". O presidente do sócio maioritário desta, o tal Obama, sabe-o bem. E tem agido em conformidade.
A questão, verdade seja dita, tornou-se, assim, cultural: onde as civilizações antigas experimentavam admiração e emulação pelo heróis, estas infestações actuais contraem um fascínio danado e uma volúpia macaqueante por todo e qualquer filho da puta resplandecente.
Quanto ao confronto judeu/muçulmano, parece-me que o destino estará mais ou menos traçado: os israelitas não descansarão enquanto não erradicarem os palestinianos; os muçulmanos em geral não repousarão enquanto não erradicarem os israelitas. Parece-me que a nós, europeus, uma vez despertos da catalepsia induzida, compete duas coisas: deixá-los em paz, a judeus e muçulmanos, nos seus afazeres domésticos; promover para que aqueles que se encontram entre nós regressem , o quanto antes, aos seus povos natais. Para o intenso debate que se aproxima, todas as vozes serão poucas.
Num próximo postal, explicarei então porque sou ultra-sionista.
sexta-feira, março 04, 2011
Curiosidades de feira
Pois vem muito a propósito. Atente-se no artigo de que retirei os trechos que se seguem...
Porque, suponho, quem compra as regras arvora-se o pleno direito a não cumpri-las. As regras são para os outros. E isto nada tem de teoria da conspiração: é mera constatação de factos. Em enxurrada. Eu diria até que já tresanda a hubris das grossas. E como toda a hubris não vai ter bom fim.
Fora isso, tem imensa piada a expressão - toda condescendente e desculpabilizadora - de "jewish kids", como se, neste caso, já desse jeito passarem por iguais aos gentios. Ora, o facto é que um judeu masculino atinge a maioridade plena aos 13 anos. Como é que gente tão estúpida consegue ser tão petulante?
PS: Quanto ao vídeo inicialmente referido, parece que foi banido do Youtube. Em honra da tão cantada e propalada liberdade de expressão no Ocidente livre e democrático, presumo.
PS2: Mas podem vê-lo aqui, os interessados.
quinta-feira, março 03, 2011
Da hierarquia abissal
Justificação de John Galliano, uma vez sóbrio, acerca do episódio que as televisões não se cansam de relatar:
quarta-feira, março 02, 2011
Macbeth ainda vive
«Macbeth é o mal fantasma. Ele não é daqueles lobos que andam, pela noite da história, dilacerando as liberdades das pátrias. Não.
(...)
- Eça de Queiroz, "Prosas Bárbaras"
2. Num ponto, Shakespeare e eu concordamos na perfeição: a única revolução genuína e meritória - a única digna da nossa Esperança - é a da Natureza. Todas as restantes não passam de imitações de fancaria, arremedos e macaquações onde toda a justiça se vê usurpada e conspurcada pela mera e suja violência. As revoluções humanas jamais têm excedido o mero trampolim da velhacaria.
É por isso que eu, no meu respeito humilde, não incomodo Deus com as minhas súplicas. Em contrapartida, rezo às montanhas, aos ventos, aos oceanos, aos gelos, aos astros e meteoros porque, de algum modo, suspeito, reconheço, sei que neles habita Nemésis - a força cósmica e eterna da retribuição e do reequilíbrio.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Mentalidade Protestante
A descrição deveras ilustrativa dos habitantes da Nova-Inglaterra, no século XIX, feita por um observador da época:
Parece que a epidemia que grassava na Nova-Inglaterra no século XIX se tem vindo a propagar ao resto do mundo. Como Cristo, também já o anticristo passeou entre nós. Chamava-se Calvino.
domingo, fevereiro 27, 2011
O paradigma reencontrado
domingo, fevereiro 20, 2011
Subsídio para a questão do (des)ensino
sábado, fevereiro 19, 2011
Breve manual de economia medieval para otários
Talha - obrigação pela qual o servo deveria passar, para o senhor feudal, metade de tudo que produzia nas terras que ocupava no feudo.
Corvéia - obrigação que correspondia ao pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal. De 3 a 4 dias por semana.
Banalidade - obrigação que correspondia ao pagamento pela utilização das instalações do castelo. Se o servo precisasse usar o moinho ou o forno, deveria pagar uma taxa em mercadoria para o senhor feudal.
PS: Ah, pois, e outra diferença catita é que eles agora já não aceitam pagamento em géneros. Tem que ser tudo em metal sonante.
PS 2 : E de bónus ainda tendes algo que eles não tinham: juros!
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Tanatodiceia Europeia (rep)
*Nota - Onde os "estados do Sul" se renderam sem a dignidade mínima duma guerra.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Da Distracção Imperatriz
A República? Há muito que degenerou em império: Da distracção.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Dos Pitas aos Pinas, passando pelas Pu...
b) «A História está cheia de obras sensíveis e generosas, às vezes de grande riqueza moral, realizadas por gente feia, porca, má ou nem por isso.»
Não conhecendo eu tão preclaro opinadeiro, googlei em busca de mais informações. Informa-me a wikicoisa tratar-se dum (sic) "jornalista e escritor português", além de advogado goro, especializado em "poesia e literatura juvenil". É premiado, laureado e mencionado, com traduções lá fora. Não será um Saramago, mas não se pode ter tudo.
domingo, fevereiro 13, 2011
Em bom Portugês - III. Os Retardados Morais
No circo fariseu em que descambou o mundo, estas focas apenas empinam a bola ética no alto do focinho habilidoso porque acreditam, pavlovianamente, que vão ganhar um qualquer peixe com isso.
sábado, fevereiro 12, 2011
Em bom Português - II. Para acabar de vez com a Questiúncula
Tudo isto é exactamente o quê? Já chegámos onde?...
Quer dizer, eu posso vociferar "os portugueses, essa resma de gastrópodes ranhosos e rastejantes, de casa às costas e corninhos retrácteis a fazer de antenas de telemóvel" e nenhum português se ofende por aí além, porque além da generalidade dos leitores não se sentir essencialmente identificado com a definição, usa o sentido de auto-crítica para reconhecer alguma verdade em relação ao acessório e conjuntural. Mas se eu refiro os judeus em termos que não sejam apologéticos e encomiásticos, rompam de pronto, e por turnos, uma série de energúmenos, entre osmóticos, híbridos ou puros sangue de corridas, num basqueiro de alarvidades e palermices que só visto.
Repito e sublinho: Significa isto o quê? Que os judeus estão acima da crítica, da ironia, dos sarcasmo? Mas porque carga d'água estariam? Porque são santos à nascença? De pau carunchoso, todos somos. Porque foram massacrados às carradas? Bem, os portugueses também foram, no século XX, e à catanada. Os ruandeses idem. Os congoleses ainda andam nisso (o contador já vai nos milhões). Se vamos por aí, pelo horror do massacre, a tiro e a gás sempre foi menos asselvajado e atroz do que por obra e desgraça de alfaia agrícola. Ou preferiam a sachola ao chuveiro? A indústria, fazendo fé em Hollywood, sempre usou de cuidados e suavizações absolutamente impensáveis à barbárie. Ninguém os violou e esquartejou de empreitada, entre urros escarros e vitupérios. Até porque para Suas Excelências um campismo selvagem desses seria inadmissível: a coisa, necessariamente, e ainda que sob a cobertura de engodo perverso, teria que meter vagon-lit, serviços de hotelaria, com pensão completa, sauna e actividades lúdicas, e tudo isso, claro, em ambiente ultra-pasteurizado. Foi a qualidade dos serviço que defraudou monumentalmente as expectativas? Ah, não, a excepcionalidade única dos metagnominhos, a distinção bizarra, foi a intenção de extermínio étnico planificado. Quer isso então dizer que o extermínio à bruta e de improviso é menos digno de honraria, já que menos doloroso não parece? Mas mesmo admitindo que sim, mesmo dando de barato tamanha frescura, em que é que se distinguiram as vítimas XPTO dos ciganos ou dos deficientes mentais? Na mera aritmética? No campeonato do genocídio,a medalha é ao quilo? Mas estamos a falar de frangos, de formigas ou de pessoas? E, já agora, sempre adianto: nada tenho contra a atribuição dum país por decreto a coitadinhos. Mas fico sinceramente à espera de idêntica gorjeta indemnizatória aos ciganos e aos mongolóides. E não me venham certos maldosos com a solércia de que aquilo já é o três em um, dado que o judeu já acumula e refina as outras duas espécies, porque eu não embarco nessa. Embora se fosse a fazer fé nas patranhas da Esther Mitzschlrfsdr ou lá o que é, papagueadas ad nausea por não sei quantos tartufos de ocasião - a saber, de que a população portuguesa tem uma percentagem enorme de sangue hebraico (como se o carácter dum povo fosse medido a cabidelas e papas de sarrabulho) -, me sentisse tentado a acreditar nesse género de culinárias: estaria até explicada, duma vez por todas, a nossa estupidez atávica, a nossa tendência para a imbecilidade congénita, para a toinice desenfreada, para a velhacaria hipócrita, e o lugar exuberante, profissional e renitente que ocupamos na cauda dos povos europeus.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Em bom português - I
Mesmo os Beatles, que eram apenas quatro, não coincidiam nas personalidades nem nas idiossincrasias ou singularidades de cada um deles. A começar pelo instrumento... No entanto, em conjunto, produziam determinado produto característico. E quando dizemos os Beatles isto, ou os Beatles aquilo, pró bem ou pró mal, estamos pura e simplesmente a estabelecer uma crítica, elogiosa ou depreciativa, a um determinado conjunto. Um conjunto de indivíduos não significa que os indivíduos são todos iguais: quer dizer apenas que partilham determinada característica.
Não sei quantos judeus foram massacrados durante o III Reich. Assim, assado, desta ou daquela forma. Essa contabilidade não me seduz nem excita muito. Tudo aquilo foi um descalabro, esse episódio e a própria guerra onde decorreu. Um puro hino à impiedade, agora na sua forma industrial. Tenho por Hitler a mesma consideração que tenho por Staline, Churchill e Rooseveld: Quatro hienas de alto coturno que, se vistas do céu como representantes da nossa espécie, hão-de causar nojo e vómito à galáxia inteira. Todavia, no que às específicas atrocidades cometidas pelos alemães sobre judeus concerne, em Nuremberga (e até hoje em imarcescível patíbulo) foram julgados, demonizados e banidos da raça humana os culpados? Julgo que não. Os Nazis - no seu departamento especializado - foram apenas os carrascos, os executores. Portanto, condenou-se o carrasco, o imolador. Falta julgar quem conduziu as ovelhinhas ao sacrifício, quem entregou as rezes nas mãos do carrasco. Os mentores (mentecaptores) do carrasco? Bem, continuam por aí na maior; Darwin já é santo e Hegel, só para citar os mais emblemáticos, para lá caminha. Apenas o pobre Nietzsche, que continua pau para toda a obra, padece no pelourinho. Ah, e, claro, Céline. Foi depois de ler as Bagatelles que o Himler entendeu a chacina asséptica como imperativo categórico.
Então e os mentores da ovelhinha? Os pastores e seleccionadores da dita? Foi el-rei Dinheiro, o tal deus profano, que joeirou? Quem teve dinheiro para pagar a portagem safou-se, quem não teve foi para o calvário? Para meu grande espanto, o Rothschild austríaco safou-se com uma perna às costas. Quando até era suposto simbolizar o judeu na sua máxima perfídia e malfeitoria. Era suposto e merecido, reconheça-se. E no entanto... ei-lo feliz e contente nos Estados Unidos, depois de passar pelas mãos das SS. Amáveis que eles foram, os da caveira. Dá cá parte da massa e vai-te lá embora.
Bem, quanto aos mentores da ovelhinha, há quem diga que saíram altamente gratificados de todo aquele imbróglio. Andam por aí, arrotantes e pesporrentes, a tentar limpar as mãos ao anti-semitismo e a não sei mais quantos mil gambosinos de ocasião. Suspeito até que nisto, como em tudo, se cumprem atavismos ancestrais. Tal qual se referia no tempo de Herodes: "a maior parte dos animais oferecidos para os sacrifícios são cegos, coxos ou doentes".
Cegos, digo agora eu, porque não vêem para onde vão; coxos, porque não conseguiram fugir a tempo; e doentes, porque já nem oferecem resistência ao seu destino.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Também tu, Brutus?!...
«Quando Judas se enforcou, os judeus talvez tenham enviado os seus servos, com pratos de prata e jarros de ouro, para recolher a sua urina com os outros tesouros, e em seguida comeram e beberam essa merda, e desse modo adquiriram olhos tão penetrantes que descobrem nas escrituras glosas que ali não encontraram nem Mateus, nem o próprio Isaísas (...)»
«Quando Deus e os anjos ouvem peidar um judeu, quantas gargalhadas e quantas cabriolas!(...)»
«são usurários, parasitas, estrangeiros que nada deveriam possuir (...), mas que se tornaram nossos patrões no nosso próprio país (...)»
«Observai tudo o que os judeus sofreram desde cerca de mil e quinhentos anos, e bem pior lhes acontecerá no inferno (...)»
«filhos do diabo (...) feiticeiros (...)»
«Seria preciso, para fazer desaparecer essa doutrina de blasfémia, atear fogo em todas as suas sinagogas e, se delas restasse alguma coisa após o incêndio, recobri-la de areia e de lama a fim de que não se pudesse mais ver a menor telha e a menor pedra de seus templos (...). Que se proíbam os judeus entre nós e no nosso solo, sob pena de morte, de louvar a Deus, de orar, de ensinar, de cantar. »
Olha, o Grande Reformador e o Grande Iluminador também andaram a inspirar o Adolfo!... A este, espero que o banam imediatamente das celebrações francesas!...
PS: Detalhe nada desprezível: o termo anti-semitismo foi apenas cunhado no século XIX. Imagino que o controlo de uma certa imprensa nada tenha a ver com isso. Mas o que é certo é que, rapidamente, cobrou retroactivos (que, diga-se, remontam à antiguidade clássica europeia).
Contra o anti-semita Marxar, Marxar!...
- Karl Marx, "A Questão Judaica"
Olha, o Karl Marx, afinal, também era nazi!...
domingo, fevereiro 06, 2011
Génios, Nuvens e Quimeras, Parte II
Pois bem, Céline granjeou notória e famigerada reputação graças, em especial, àquela obra - dita panfletária - intitulada "Bagatelles pour un Massacre". Nela, o seu móbil-mor de execração e alvo de artilharia é o enlace íntimo que, durante a sua viagem à União Soviética, vislumbra entre o judeu e o comunista russo. Passo a transcrever algumas passagens eloquentes. De Céline, mas também de Pessoa sobre o mesmíssimo assunto...
«O russo é um carcereiro de nascença, um chinês falhado, torcionário; o judeu enquadra-se-lhe na perfeição. Escória da Ásia, escória de África... foram feitos para casar... é o mais belo casamento que alguma vez terá saído dos infernos... não me aflige nada dizê-lo... de pois de uma semana de passeios tenho as minhas opiniões bem formadas..»
- Céline, "Bagatelles pour un Massacre"
«São por isso os judeus orientais, e maximamente os judeus russos, que albergam, nutrem e espalham o igualitarismo como doutrina. Fazem-no sobretudo, como é natural, onde encontram para isso ambiente, e esse ambiente é fácil entre os povos meio selvagens como o russo, ou entre as camadas meio selvagens como são, pela barbárie da semi-ignorância, os operários de todo o mundo. O comunismo de hoje - que, como ideia, só os idiotas sabem o que é - é o produto híbrido, e por isso estéril, do misticismo judaico e da estupidez europeia. Não esqueçamos: da estupidez europeia.»
- Fernando Pessoa, "Do Judaísmo" in Ultimatum e Páginas de Sociologia Política,pp 362
«No momento actual, a única coisa verdadeiramente grave para um grande homem, escritor sábio, cineasta, administrador de finanças, industrial, político (então aqui, a coisa é gravíssima!) é estar de más relações com os judeus. Os judeus são os nossos patrões... aqui, além, na Rússia, em Inglaterra, na América, por todo o lado! Fazei de bobo, de insurrecto, de intrépido, de anti-burguês, de enraivecido cavaleiro andante... que o judeu se está cagando! Galhofices... Tagarelices! Mas não ouseis tocar na questão judaica, se não quiserdes que vos lixem o coiro... Veloz como uma bala, eliminar-vos-ão, de uma maneira ou doutra... O judeu é o rei do ouro da banca e da justiça... através de um testa de ferro ou ao quadrado. Ele possui tudo... Imprensa... Teatro... Rádio... Câmara... Senado... polícia... Aqui ou além..»
- Céline, "Bagatelles pour un Massacre"
«(...)Não se trata da acção política dos judeus. Essa é evidente e natural; tem-se aproveitado, não só da Maçonaria e da ideologia igualitária, mas de tudo quanto, de origem judaica e não judaica, possa de facto, devidamente utilizado, servir para dissolver a civilização tradicional, greco-romana e cristã, da Europa e do mundo europeizado.»
- Fernando Pessoa, "Do Judaísmo", idem.
Pois é, caros amigos... Afinal, pelo critério actual, tão exaustivamente exercido e do qual eu também já comi por tabela, Pessoa não era apenas anti-democrático: era também anti-semita. Fico a aguardar petições de despejo dos Jerónimos e protestos contra toda e qualquer celebração pública e oficial do poeta da Mensagem. Antigamente, a coisa chegava de Paris aqui com, pelo menos, 20 anos de atraso. Mas agora com as redes sociais e a internet, nunca se sabe. O saloio, doravante, é turbo.
Mas não esqueçamos, nunca esqueçamos: A ESTUPIDEZ EUROPEIA!
Génios, Nuvens e Quimeras
Antes de falarmos de Céline em espécie, recordemos um pouco do nosso Fernando Pessoa. Até porque o que eu aqui escrevi há anos, e que transcrevo de seguida, acerca do génio português é praticamente extensível ao francês, como, de resto, ponderarei num futuro postal.
E quando, em dias de festa, virdes o povo entusiasmado, atrás dos políticos, em animadas e turbulentas caçadas, desviai-vos para bem longe. O povo tem uma tara: perseguir desilusões.