quarta-feira, setembro 30, 2015

Marte a martelo



Agora descobriram água em Marte. Dizem eles. Nada de alarmes! Enquanto não descobrirem petróleo, não há problema.

PS: E se houver vida?  Em vez de sondas, mandam drones.

PSS: Não tarda, quer-me cá parecer, e demonstram que aquilo que aconteceu a Marte foi um problema de aquecimento global. As poças e charcos que  por lá se vêem são o resultado de oceanos e glaciares derretidos que ainda não se evaporaram. Na face escura da Lua também aconteceu o mesmo.

United States of Anarchy

THE SALAFIST [sic], THE MUSLIM BROTHERHOOD, AND AQI ARE THE MAJOR FORCES DRIVING THE INSURGENCY IN SYRIA. ... AQI SUPPORTED THE SYRIAN OPPOSITION FROM THE BEGINNING, BOTH IDEOLOGICALLY AND THROUGH THE MEDIA ...
THERE IS THE POSSIBILITY OF ESTABLISHING A DECLARED OR UNDECLARED SALAFIST PRINCIPALITY IN EASTERN SYRIA (HASAKA AND DER ZOR), AND THIS IS EXACTLY WHAT THE SUPPORTING POWERS TO THE OPPOSITION WANT, IN ORDER TO ISOLATE THE SYRIAN REGIME, WHICH IS CONSIDERED THE STRATEGIC DEPTH OF THE SHIA EXPANSION (IRAQ AND IRAN) 
It is obvious that the U.S. organized a sectarian revolt in Syria and in 2012 made the willful decision to further the growth of a sectarian Islamic State. It planned to partition Syria and Iraq and some surrounding countries into new sectarian entities.»

terça-feira, setembro 29, 2015

Integração rápida

Radiografias de um Junkie




Isto foi só até à reinacinha  de Pinóquio I, o Arrecadado. Na reinacinha que se seguiu, a de Pinóquio II, o Sonso, a coisa piorou. Bastante.
Conclusão: A democracia é uma droga perigosa, ruinosa, absurda, onde a euforia passageira apenas antecede estados de prolongada depressão, alucinação e morte. Em suma, um luxo mórbido para o qual não tendes dinheiro. Em vez de vos irdes deitar à urna e, em consequência, ao lixo, melhor seria se vos tratásseis. Numa qualquer clínica de desintoxicação. Para cavalgaduras.



domingo, setembro 27, 2015

Cavalos de Tróia



“A Líbia poderá transformar-se na Somália do Norte de África, do Mediterrâneo. Vereis os piratas na Sicília, em Creta, em Lampedusa. Vereis milhões de imigrantes ilegais. O terror estará na porta ao lado.»
Saif al Islam Qaddaf (filho do coronel kadafi, em entrevista, antes de ser executado pelos "democratas radicais")


«A Europa não oferece ainda suficientes destroços para que a epopeia nela floresça. Porém, tudo faz prever que, ciumenta de Tróia e pronta a imitá-la, ela proporcionará temas de tal modo importantes que o romance e a poesia já não darão conta do recado...»
- E.M.Cioran


Algumas estimativas, de gente ligada a certos serviços, apontam para cerca de 3.000 operacionais do Exército Islâmico e congéneres infiltrados no meio da enxurrada humana. Não sei se isso corresponde à realidade no terreno.  Sei apenas, com segurança, que , dadas as circunstâncias de completo descontrolo e escancaramento festivo, são quantos os terroristas queiram. Agora que a marreta russa começou a malhar em cima do enxame e a varrer o médio-oriente, a perspectiva táctica mais óbvia é dispersarem e transferirem parte do dispositivo. Adivinhem para onde...

PS: Entretanto, a Europa parece num estado de transe cataléptico, ou de hipnose perante a serpente, como se nunca na sua existência tivesse defrontado guerras de subversão. Não me surpreende, mas devia estarrecer as alminhas da paróquia. Isto vai acabar muito, muito mal.


Entrar numa fria


Um artigo deveras interessante de Israel Shamir. Vale bem a pena ler por completo e com atenção. Apenas alguns trechos para abrir o apetite...


sábado, setembro 26, 2015

O menino da mamã dele




O meu contributo para o peditório do momento:

A literatura, felizmente, não é uma questão de ciência, mas apenas de estética e, por conseguinte, de gosto. E de estilo. O Lobo Antunes tem todo o direito a uma opinião e, por arrasto, a não gostar do Pessoa. Eu também não gosto do Lobo Antunes e isso não o diminui nem o aumenta.
Porém, devo confessar, por amor à verdade, que, apesar de tudo, noto nele uma evolução indespicienda: aqui atrazmente* o sujeito estipulava  que (sic) escrever era como cagar. Agora, segundo a entrevista,  atesta que a literária arte decorre duma qualquer refinação da foda. Sempre é uma elevação, que diabo, um progresso no âmbito das vísceras. Presumir o alambique nos testículos em vez dos intestinos até merece algum louvor e rasgado estímulo. Já passou das traseiras para o frontespício. Foi proeza! Agora só lhe falta sublimar nos andaimes do edifício e subir ao coração. Talvez numa nova encarnação, fruto de abnegada ascese, alcance o (ou um?) cérebro. E ai, finalmente, poderá entender, mesmo não amando, o Pessoa.
De qualquer modo, fazendo fé nesta nova definição do Antunes, o Ildefonso Caguinchas é muito melhor escritor que ele. Só que não está para aí virado. Anda muito ocupado a foder, não tem tempo para punhetas...à pluma. E aufere ainda doutra grandessíssima vantagem: esteve na guerra e divertiu-se. Em vez do trauma maricas, cultiva, muito homérica e portuguesmente,  a saudade.
Parafraseando o Pessoa. tudo vale a pena se a alma não é pequena. Esperemos ao menos que, no Antunes, para bem do mister, a pila literária não reproduza a alma minúscula.

E agora vou acender uma vela ao Bocage a ao José Agostinho de Macedo, que era padre, putanheiro e génio literário por cúmulo, paradoxo e excesso.



*Nota: Conceito que congrega simultaneamente o aqui atrás e o aqui atroz: no Antunes, o atrás e o atroz confundem-se.


sexta-feira, setembro 25, 2015

Traidores e metáforas

Acontecem as coisas mais espantosas neste país. Agora, a propósito do circo eleiçoeiro, e no seguimento de queixas contra o slogan MRPP de "Morte aos traidores", veio não sei que comissão relevar a coisa como "não constituindo crime, mas apenas metáfora". Pessoalmente, acho que nem crime, nem metáfora: apenas folclore. Imaginar o MRPP sem estas frases perfunctórias é o mesmo que imaginar o PC sem a festa do Avante. Sim, eu sei, se em vez dum partido de extrema-esquerda fosse um partido vagamente de direita a sugerir a defenestração sumária dos parlamentares, lá se iam as benevolências e tolerâncias pelo esgoto e aqui-del.democracia que a besta fascista nos quer jugular  a liberdade, a propriedade e a esperança!...
Mas por outro lado, até entendo as queixas: traidores é fauna que abunda e viceja entre nós em quantidades próximas da enxurrada omnipresente. Há traidores para todos os gostos e feitios - desde traidores à pátria (incontáveis) até traidores à raça humana (inúmeros, enlobbescidos até, grande parte)), passando por traidores à consciência, à moral, aos princípios, à religião, à justiça, à cultura,  à honra, à palavra  e o mais que ao diabo apeteça (entre nós o vira-casaquismo tornou-se quase segunda natureza; e o cata-ventismo é, por excelência, a ideologia hegemónica).. Pior, em Portugal alcança-se até a refinação inaudita de traição ao próprio clube de futebol.
Ora, é mais que natural que entre tantos espécimes refalsados, rabiem alguns quantos mais sensíveis e melindrosos. E havemos de concordar: um apelo ao abate de traidores, nesta data e latitude, traduz qualquer coisa como apelo ao extermínio, ao genocídio, senão mesmo a uma espécie de mini-holocausto (que nos perdoem os detentores da patente).  Mesmo que isso inclua a auto-imolação dos proponentes, como é o caso, sobram razões de intranquilidade e preocupação para muito boa gente. 
Claro que uma atenuante plausível seria a circunstância de estarem os traidores, na sua grande maioria, no desemprego. Ou na miséria. Nesse caso, o "morte aos traidores" emergiria como uma invectiva benemérita, valente e plenamente abençoada pela pia lógica da religião fundamentalista do Mercado. Gente que não contribui para a criação de nova-riqueza não é gente; constitui sorvedouro injustificável na economia e nos cofres do Estado. Porém, não é isso que, nem de perto nem de longe, se passa. Mais grave: é precisamente o contrário: Os traidores não apenas açambarcam empregos e remunerações bonificadas como trepam afoitamente nas carreiras, nas administrações e nas poltronas e tribunas do Estado. Disputam-nas mesmo, em regime cíclico de peixeirada, arruaça e acesso exclusivo. Se não és traidor, não entras. Se descobrem que não trais, estás-te a armar em especial e em virtuoso de corridas: sais em boa velocidade. Desqualificação sobretodas soberana e saneadora: não trair a verdade. Regra geral, elege-se o que mente melhor e dá mais garantias de trair com superior desembaraço.
Perante um tal panorama destes, talvez os comissários não devessem ser tão ligeiros na descriminalização do incitamento. Ou então é o ar do tempo, a espuma da hora que passa: se fosse "morte aos invasores!" é que era inadmissível!... Mesmo enquanto metáfora.



quarta-feira, setembro 23, 2015

Pig-Gate, ou Os Aviários das Oligarquias



O mundo ri  do primeiro-ministro inglês. Veio à tona que o cavalheiro, a propósito dum qualquer ritual de iniciação (conclusão, mediação, ou o raio que os parta) típico dos aviários das  brit elites (e na Velha Albion, eles constituem modelo universal, nomeadamente dos bimbos do outro lado do Atlântico), enfiou a proeminância indecorosa numa qualquer região anatómica dum porco morto. Outras meritórias acções destinadas à fortificação e formatação do carácter dos futuros dirigentes do Reino Unido incluem queimar uma nota de 50 libras defronte duma qualquer pessoa sem abrigo, escavacar o mais selvaticamente possível pubs ou restaurantes, emborracharem-se com alarvidade, em resumo, e ao fim e ao cabo, nada que as nossas comissões de praxe académica não emulem ou superem, graças ao espírito imaginativo e javardolas do toino luso. O que nos transportaria desde ja a extrapolações e paralelismos mais que pertinentes, mas que deixo para próximas núpcias. 
Concentremo-nos por agora no Pig Gate, onde Cameron arca justa pelourinhação pública. Neste artigo, de que destaco apenas dois extractos mais apetitosos, a coisa vem descrita e escalpelizada com requinte ilustrativo. Estou seguro que fará, pelo menos, as delícias do leitor Euro2cent.






That is why we’re laughing.»




PS: Entretanto, lendo este trecho, no Mirror:
« There are people out there now who think the Prime Minister can't do his job," stressed Susanna. "His authority may have been damaged."»
ocorre-me uma reflexão óbvia:
Se está apto ou não para o job dele, não sei. O certo é que, provavelmente, acaba de inventar um novo termo no léxico porno/erótico: Pigjob. E quanto à autoridade estar ou não damaged, se a gaita escapou ilesa, mais facilmente escapará a autoridade. 

terça-feira, setembro 22, 2015

A Inanidade atávica

Podem experimentar uma pequena actualização do texto que se segue procedendo ao simples exercício de substituir a palavra café por "blogue", ou, melhor ainda, "twitter", "facebook", "rede social"... E quem diz café, diz botequim, etc.

«Em Portugal um literato do qual se propale que estuda fica por este meio desacreditado perante a crítica e perante o conceito público. tem-se em Lisboa a respeito do trabalho intelectual a estranha opinião de que só trabalha quem não tem talento. E daqui chegam às vezes a deduzir que tem talento todo aquele de quem se prova que não trabalha.
Assim as sólidas e incontestáveis reputações de capacidade de espírito fazem-se nos botequins. 
A imortalidade - do Loreto ao Rossio - repousa entre as dez horas e a meia-noite num banho de cerveja de pipa.
A fonte da ciência na Baixa é o pote do Martinho.
Os moços do café Central, se lhes pedirdes uma celebridade literária, virão chamá-la à rua como se chama um trem.
No Grémio supõe-se que não sabem ler nem escrever os sujeitos que não passam ali a noite, a fumar, até às duas horas.
Ainda havemos de ver indivíduos atestarem os seus merecimentos literários por esta forma: "Fulano de tal, bacharel formado em direito e freguês do Áurea!
Apareça um temerário que se atreva a suspeitar do talento alguém que passe a noite em casa.
Oh! - responde-lhe logo o côro da opinião - é um bruto de estudo, é um quadrúpede de trabalho, é um carnívoro de leitura!
Segundo esta convicção essencialmente nacional, a ociosidade é a mãe do génio. O Chiado, supremo aferidor da legitimidade dos nossos direitos perante a fama, só nos entregará de boa mente aos braços da glória depois de se encher de razão para afirmar do eleito: "Aí tendes de quem não se consta que abrisse livro."
 - Ramalho Ortigão, in As Farpas

Seguidamente, e na continuação do mesmo texto, o leitor já não precisa de proceder a qualquer adaptação: o texto é plenamente actual.

«Um dos escritores que o público mais violentamente deprimia com as ilacções dêste critério era o sr. Pinheiro Chagas.
Este literato procedia realmente de um modo verdadeiramente irritante para a consideração do público! Como orador principiou por falar em uma série de conferências organizadas pelo sr Andrade Ferreira: discurso estudado!
Falou mais tarde no Grémio: discurso estudado!
O público, que principiara por escutá-lo com a mais benévola curiosidade, de desilusão em desilusão, veio finalmente desprezá-lo: êle estudava sempre!
Deputado na presente legislatura, chamado a intervir com a sua palavra na direcção dos negócios públicos, nesse momento solene de trocar a toga pretexta pela toga viril, o jovem orador resolveu conciliar-se com a pátria que o elegera propugnador dos seus foros, e proferindo o seu primeiro discurso político no dia 6 do actual mês de Setembro, o sr. Pinheiro Chagas, representante do povo, provou brilhantemente que era tão capaz como qualquer outro de ignorar da maneira mais profundamente patriótica o objecto de que se tratava.
A pátria reconhecida jubilou ao sentir palpitar em seu regaço o coração dêsse filho ingrato que por algum tempo se homiziara na reflexão e no recolhimento. Ele finalmente não estudava!
O ilustre deputado tinha inimigos na Câmara; os seus precedentes justificavam honrosamente a desconfiança e a animadversão. O discurso a que aludimos foi um repique de pacificação universal. O orador foi cumprimentado afectuosa e sinceramente pelos senhores deputados de todos os partidos.
Nesses abraços e nesses apertos de mão a Câmara cumprimentava-se a si mesma: - tinha mais um cúmplice..»
-  Ramalho Ortigão, in As Farpas

A propósito da Educação

Cito-me,  e desculpem lá a imodéstia:

«Nunca esquecendo que, assim como noutros tempos, mais obscuros, a educação tinha por propósito habilitar o juvenil para o mundo e a vida, agora, todos sabemos, compete-lhe pré-lavá-lo e desossá-lo para a televisão. Ou vice-versa.»

segunda-feira, setembro 21, 2015

Um Regime de Cordel

«Em vez de bater uma forte patada no país, clamando com força: - Para aqui! Eu quero! - os governos democráticos conseguem tudo, com mais segurança própria e toda a admiração da plebe, curvando a espinha e dizendo com doçura: - por aqui, se fazem favor! Acreditem que é o bom caminho!
Tomemos um exemplo: o eleitor não quer votar com o Governo. Ei-lo junto de uma urna da oposição, com o seu voto hostil na mão, inchado do seu direito. Se, para o obrigar a votar com o governo o empurrarem às coronhadas e às cacetadas, o homem volta-se, puxa de uma pistola - e aí temos a guerra civil. Para quê esta brutalidade obsoleta? Não o espanquem, mas, pelo contrário, acompanhem-no ao café ou à taberna, conforme estejamos no campo ou na cidade, paguem-lhe bebidas generosamente, perguntem-lhe pelos pequerruchos, metam-lhe uma placa de cinco tostões na mão e levem-no pelo braço, de cigarro na boca, trauteando o Hinno, até junto da urna do Governo, vaso do Poder, taça da felicidade! Tal é a tradição humana, doce, civilizada, hábil, que faz com que se possa tiranizar um país, com o aplauso do cidadão e em nome da Liberdade.
Quantas vezes me disse o Conde ser este o segredo das Democracias Constitucionais: "Eu, que sou o Governo, fraco mas hábil, dou aparentemente a soberania ao povo, que é forte e simples. Mas, como a falta de educação o mantém na imbecilidade, e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito.... E quanto ao seu proveito...adeus, ó compadre!
Ponho-lhe na mão uma espada, e ele, baboso, diz: eu sou a Força! Coloco-lhe no regaço uma bolsa, e ele, inchado, afirma: eu sou a Fazenda! Ponho-lhe diante do nariz um livro, e ele exclama, de papo: eu sou a Lei! Idiota! Não vê que por detrás dele, sou eu, astuto manipulador de títeres, quem move os cordéis que prendem a Espada, a Bolsa e o Livro!"
- Eça de Queirós, in O Conde de Abranhos

sábado, setembro 19, 2015

Disoptria militante


«ISIS leader admits to being funded by the US»

Os americanos fornecem-lhes dinheiro, que os Sauditas lhes emprestam, para eles, os Islamicos, se regenerarem, muito bem regenerados, a coberto dum programa de integração e desintoxicação global. As pessoas é que são mal intencionadas e vêem mal em tudo. Sobretudo têm uma indisfarçável inveja dos programas de sucesso. Dos programas e ainda mais das pessoas. Cresçam, minorcas! Get a life!...  (Já não há pachorra para gentalha tão mesquinha!...)

quarta-feira, setembro 16, 2015

Um Abecedário Completo



Prosseguindo o meu filantrópico contributo para a causa hospitaleira...

m) Convertem-se as maternidades deficitárias, onerosas e improdutivas (todas elas, portanto) em centros mistos de colmeia procriativa/vazadouro de gravidezes incómodas. Do seguinte modo: dois terços das instalações reservam-se para hospedagem e reprodução contínua dos migrantes (produzindo cidadãos republicanos e futuros contribuintes em regime épico, ininterrupto e coelhístico); um terço destinar-se-á ao abortismo conveniente e gratificado dos nacionais. A troco de alojamento e alimentação, os imigrantes e demais candidatos alógenos, colmatarão, assim, num ápice, os alarmantes índices demográficos e os sombrios horizontes da segurança social (gargalhadas). Poupando ainda, sublinhe-se, o sacrifício medieval das dores de parto às nossas gajas emancipadas (risos).
n) Entre Vilar de Mouros e o Sudoeste Alentejano, aproveitam-se as infraestruturas sazonais dos festivais de música (risos) pimba, exopimpa e pimbapop para parque residencial das hordas  migradas. Passarão de sazonais a contínuos, os Festivais, atraindo turistas, parolos e inebriados de vária ordem, com o inerente aporte de divisas e oportunidades de comércio.A comunidade Europeia subsiidiará a cerveja e os bebidas alcoólicas diversas (não há o risco de desvio por parte dos figurantes residente); as bandas tocarão gratuitamente (por mero interesse publicitário, como no Live Aid)). A cada agregado imigrante será fornecido um kit de sobrevivência - tenda, toldo, mobiliário de camping, horta e alfaias portáteis, sementes e enlatados para os primeiros 6 meses. Poderão, a título especial, cultivar cannabis sativa, que poderão comercializar aos festivaleiros não residentes, revertendo a receita, saldados os devidos tributos fiscais, para um fundo de administração local (ao estilo kibutz).
o) O Estado pode alugar as multidões de refugiados aos clubes de futebol (excepto os chamados três Grandes) para comporem mais condignamente as bancadas dos estádios nos dias de jogos (risos). Nos restantes dias da semana, as mesmas turbas serão mantidas em estágio, ou frenesim larvar, distribuídas por esplanadas, tascas, salas de congresso, terminais de transportes, estações de metro ou comboio, aeroportos, estaleiros  da construção civil, quartéis fantasmas, lojas fechadas, prédios devolutos, etc, etc. Também a profissão de árbitro devia ficar reservada aos refugiados, desde que, sob promessa e garantia expressa de jamais aprenderem a língua portuguesa (risos). Ficariam imunes, quer às interferências vernaculares da assistência, quer às ingerências curriculares do Vitor Pereira, por delegação do Vieira dos Pneus (ou qualquer outro que o destrone no futuro).
p) As Câmaras Municipais recebem, de acordo à sua dimensão, dotações de refugiados. Com os quais procederão à vantajosa permuta dos parquímetros mecânicos pelos parquímetros animais; ou seja, um parquímetro que é simultaneamente cobrador, arrumador e fiscal. E também comissionista, pois sobrevive graças a uma percentagem do esbulho. Corsário municipal? De facto, bem vistas as coisas...
q) Segundo quotas e derimir - de preferência à sarrafada - pelas partes interessadas (com assento endo e exoparlamentar), os refugiados integram-se directamente nos partidos, com imensa vantagem para o português predado e avulso. Melhor e mais lauto sistema de integração não é possível. E por outro lado, nada despiciendo, passam os aparelhos partidários a ser, destarte, constituídos por estrangeiros de imitação e estrangeiros genuínos. Em menos de 12 meses, os genuínos já dão mais valor a Portugal e votam-lhe mais afeição do que os outros. Ténue esperança ao fundo do túnel, compatriotas!... A mim, pessoalmente, em sendo escolhida, esta medida conquistar-me-ia em menos de 60 segundos.
r) Upgrade nos candeeiros de iluminação pública nos bairros típicos de Lisboa. O feliz transeunte, em vez dum equipamento imóvel e oneroso, passará a ser objecto do serviço personalizado de um árabe com lanterna económica (a pilhas recarregáveis e recicláveis, naturalmente, sob patrocínio da Quercus - que fornecerá o equipamento e as sandálias do operador). Nas horas de ponta, sobretudo no inverno, a tripulação de cada lampião será acrescida de mais três porta-lanternas, equipados com gabardine de cortiça e chapeu-de-chuva colectivo (de modo a poder servir também de abrigo móvel ao peão desprevenido).
s) Cada família refugiada será adstrita à residência principal duma família portuguesa (risos) da classe média/alta e alta. Tratará, em regime de exclusividade, da separação, reutilização e comercialização do lixo.
t) Portugal pode  explorar uma enorme oportunidade de negócio: Centro de Refinação dos Refugiados. Nem mais. Fazemos aos imigrantes desarvorados como fazemos ao crude petrolífero em Sines (dito analogicamente, bem entendido). Recebemo-los em bruto, aos comboios, a custo zero, licenciamo-los em três tempos e às três pancadas, com as despesas académicas cobertas pelos fundos europeus (mais juros e comissões, que também somos gente e aprendemos com os melhores), e exportamo-los depois, como aos nacionais, a custo zero (mas sob compromisso legal de cá deixarem âncora familiar mínima e de para cá enviarem receitas fixas e sujeitas a actualização à taxa Euribor). Mas reparem, entretanto, meus amigos, na criação inaudita de emprego para professores, contínuos, formadores, reformadores, planta-estágios e comissários de praxe remunerados! Isto, registe-se, quanto a parte dos refugiados. Outros, menos cordatos ou mais ambiciosos, treinamo-los militarmente e exportamo-los, com mais valia e valência acrescentada, para o Médio-Oriente: Al-cagada, Exército Islâmico, Tarados Anónimos, Psicopatas do Islão, etc, pagam-nos a pronto, ou por remessa de crude (só temos que negociar primeiro o franchising com os Americanos/isrealitas, para evitar guerras comerciais desnecessárias). Uns terceiros, sem capacidade académica ou militar, caso não pretendam converter-se ao cristianismo, entregam-se ao cuidado e depósito das seitas protestantes (dos evangélicos pentecostais aos parangélicos tetrapostais, passando pela IURD e as Testemunhas de Sei Lá, mais  os videntes do candomblé e os Trico-Trapistas do heavy-metal), que fica tudo em família. 
u) O Estado cumpre a sua vocação mais íntima, visceral e rebarbativa, e monta portagens em todas as estradas, auto-estradas, ruelas, becos avenidas e escadinhas. Rodoviárias, pedonais e até ecológicas aos ciclistas urbanos. E mesmo os trilhos das montanhas, nos itinerários turísticos, estão à espera de quê para pô-los a render? Para tanta portagem, como é bom de ver, vamos desertificar o Médio-oriente (passe a perissologia)) e a África subsareana; e temo que mesmo o Bangladesh (fique lá isso onde fique)  não escape.
v) O rectângulo da nacinha tem 92.212 kilómetros quadrados (ou coisa que o valha, fora Olivença ocupada pelo Inimigo). Um refugiado adulto por kilómetro quadrado, numa casota de guarda-fogos (ao estilo daqueles saudosos guardas-passagem de nível do antanho), e teremos finalmente um dispositivo integral e perfeito de prevenção de Incêndio. O que não se poupa em helicópteros e aviões!... Mais gasolina e vidas humanas!...Já nem falando em florestas, casas e cultivos!.. Corrijo, tem que ser mais que um: pelo menos dois - um de dia e o outro de noite. Um casal, portanto. Ficam é sem muito tempo nem disponibilidade para a procriação, mas não se pode ter tudo.  Ah, lembrei-me agora: procriam no inverno, na época baixa dos fogos florestais. Abençoado país que até quatro estações tem!...
x) O Estado Português (mais risos) recebe-os na condição de subsidianos/financiados pela União Europeia e converte-os, por decreto, em depositantes do Novo Banco. A seguir vende o Novo Banco. E transfere  o encargo para a banca. A banca procede então ao genocídio lento, que passa por ajustamento orçamental, desalavancagem e estrangulamento benigno por força inefável de Mercado. Global, ainda para mais.. O único senão é o pedido futuro e garantido de reparação moral e traumática,  por parte de Israel, que, para efeito de indemnização, descobre logo laços súbitos (mas ancestrais) de parentesco semita com os executados. Chutzpah, chama-se o expediente legal. Está bem que compete à banca responder pelo empreendimento. Mas, a limite, já sabemos, sai do bolso ao contribuinte, vulgo otário.
z) Finalmente, uma questão pungente: as criancinhas órfãs, desirmanadas ou excedentárias... Organiza-se uma bolsa, segundo os melhores, mais lídimos e preclaros valores e critérios da nossa civilizacinha, cuja gestão e administração será entregue à ILGA. A adopção urgente por casais monótonos, digo monossexuais,  adicionada a uma carência mirmitónica (conferir lei da oferta e da procura, sff), exaure em menos de nada o stock disponível de infelizes. Excepto os pretinhos, naturalmente. Esses terão que ser processados em infantários rap hip-pop, até atingirem a idade de poderem passar ao centro de refinação militar.

E pronto. Julgo que não será por falta de ideias abnegadas que naufragará a nossa generosidade atávica num mar de burocracia inconsequente.

terça-feira, setembro 15, 2015

Bem vindos ... Ao Limbo.



Como é que uma Europa à beira da desintegração vai integrar quem quer que seja?

Bem, algumas ideias avulsas...

1. Os 25 milhões de desempregados europeus  - e o dobro ou triplo de precários, estagiários DLD  (De Longa Duração) e outras fantasmagorias urbanas - vão organizar quermesses de boas vindas aos recém-chegados de Nenhures...  ao limbo.

2.No nosso caso peculiar.... O Estado português (risos) não tem dinheiro suficiente para se auto-sustentar (e mesmo o regime frenético de extorção e confisco não lhe colmata o bandulho); como é que o Estado vai, então, sustentar estes milhares de arribação?
a) Os alemães, que nos impõem (ninguém duvide) quotas de migrantes, aumentam-nos a quotas da sardinha e do leite para podermos alimentá-los.
b) Os alemães permitem que nós nos endividemos mais, a título extraordinário, para podermos acudir à coisa - crédito a juros amigos e comissões bancárias ligeiramente mais baixas (é claro que as agências de Ratos nos degradarão novamente, mas isso é mesmo assim: aquilo não é a Santa Casa, fora o departamento de jogos).
c) Num universo de 1 milhão de gente atirada ao lixo, mais 5 ou mesmo 10 mil faz alguma diferença?
d) A marabunta instalada (de centrões alfa e beta) organiza mais um festim de assistência, formação, mais formação, estágio/formação, novamente formação, mais estágio e requalificação, onde consumirão 80% dos fundos de ajuda alemães, digo, comunitários, e estabelecerão, com grande alacridade, novas redes providenciais de segundos, terceiros e até quartos empregos para as clientelas partidárias.
e) Estimular-se-á a iniciativa privada, nomeadamente através da criação duma bolsa nacinhal de lares de acolhimento/aluguer: os bons samaritanos aos gritos poderão receber em sua casa famílias refugiadas, a troco claro está, dum bónus de integração, distribuido pelo Estado a partir da dotação comunitária e de vários fundos de investimento. Basta que se candidatem, os beneméritos; e coloquem a acção concreta onde geralmente apenas comprometem o cuspo. Excelente oportunidade para os betos e tios, de esquerda e direita (risos) deste país, adquirirem estagiários domésticos (a preço bastante abaixo do mercado) e ainda lucrarem uns cobres.
f) Distribuem-se pontes e viadutos pelos refugiados. Cada ponte ou viaduto terá a sua equipa, a qual cuja, a troco de abrigo e pernoita, velará pelo ajardinamento, patrulha e manutenção da infraestrutura. Pelo Kit Ponte/anexos e logradouro, a família refugiada poderá abrir uma linha de crédito com juros bonificados e auferir, temporariamente, de renda social.
g) Converter-se-ão as sucatas automóveis em parques de campismo para migrantes, que poderão habitar as carcaças enquanto a retoma económica não reclamar alimento para as siderurgias.
h) Devidamente enquadrados por baterias de psicólogos, vão colonizar as Selvagens.
i) De modo a que a sua integração possa ser material e efectiva, acedem directamente às universidades onde as Comissões de Praxe tratam da sua recepção, pastoreio e licenciatura. No fim desse animado processo,  aqueles que sobreviverem aos exames finais na praia do Meco (pela noitinha), estarão aptos para aceder às caixas dos hiper e micromercados, bem como aos incontáveis e miríficos estágios, para-estágios, meta-estágios, sobrestágios e demais esquemas de cripto-exploração catita.
j) Substituem-se os semáforos das grandes cidades por sírios com bandeirinhas. Estes controladores de tráfego rodoviário serão mantidos através dum sistema de gratificação voluntária pelos automobilistas;
l) Instalam-nos directamente na internet. Temos Trolles em abundância e uma escassez alarmante de pastores, tratadores e operadores de matadouro.

Outras ideias  em estudo e prospecção. Uma verdadeira brainstorm!...





domingo, setembro 13, 2015

A normalidade denunciada, ou a Máquina dos Chouriços




«Some of those CENTCOM analysts described the sizeable cadre of protesting analysts as a “revolt” by intelligence professionals who are paid to give their honest assessment, based on facts, and not to be influenced by national-level policy. The analysts have accused senior-level leaders, including the director of intelligence and his deputy in CENTCOM, of changing their analyses to be more in line with the Obama administration’s public contention that the fight against ISIS and al Qaeda is making progress. The analysts take a more pessimistic view about how military efforts to destroy the groups are going.»

Era Nietzsche que dizia  que "não há factos, apenas interpretações". Na realidade não é bem assim, a não ser, obviamente, para efeitos de propaganda. Ora, o que se passa é que os tipos da pesquisa/análise  (de Informação) procuram recolher e apurar os factos (com o maior índice de realidade possível). Depois, acima deles, o processo segue os seus trâmites: As interpretações ajustam-se e submetem-se às necessidades da propaganda (sendo que esta, de algum modo, procura cumprir uma estratégia). Não há nada de bizarro nem sequer peregrino no que os tais "analistas" denunciam. Ainda mais em se tratando do caso duma Super-potência. Os primeiros a saber isso deviam ser os tais "funcionários" da, como gostam de proclamar pomposamente os anglocoisos, Intelligence.
Então o que é que isto significa?
Notem bem: que categoria de "funcionários da Intelligence" são estes que desatam a denuncar a perfeita normalidade do expediente? É o mesmo que um tipo ser contratado para porteiro dum bordel (ou barman, ou segurança, ou arrumador de quartos) e depois insurgir-se, com grande escândalo, que aquelas meninas não são virgens nem mestrandas em lavores femininos..
Ocorrem-me várias explicações plausíveis para tamanha chouriçada. As mais complexas deixo-as à imaginação do leitor. Fico-me apenas por uma, das mais simples e prosaicas. E resume-se a uma dedução lógica (transbordantemente atestada pela realidade): Já repararam na qualidade e categoria das pessoas que chegam ao cargo de Presidente dos Estados Unidos (ou de presidente da República, 1º Ministro de Portugal, ou Comissário Europeu, etc, só para estender todo o critério ao mundo ocidental)?

Ora, ainda na primeira metade do século passado, H.L:Mencken já expunha o diagnóstico:
«À medida que a democracia é aperfeiçoada, o cargo de Presidente representa, cada vez mais, a alma íntima do povo. Num grande e glorioso dia destes, os vulgares tipos desta terra alcançarão finalmente o seu mais profundo anseio e a Casa Branca será então adornada com um completo retardado mental.»
Ninguém me convence do contrário: a mesma maquinaria avariada e merdificante que acabará -aliás, acabou - a segregar e alcandorar retardados mentais ao mais alto cargo dos Estados, pela mesma e fatal ordem de razões, acabará (e acabou) a preencher com perfeitas abóboras acéfalas a restante cascata de alvéolos na colmeia da função pública. Nos Estados Unidos como em Portugal, ou onde quer que a fábrica de enchidos funcione e derrame o produto das sua mediocratização gordurosa.

É por isso que eu acho imensa piada aos que passam a vida a chibar, julgar e condenar fulano e sicrano por corrupção (evidente, corriqueira e endémica, quase toda), ao mesmo tempo que gabam a virtude e a superlatividade civilizacional da máquina que os produz. Que o fulano e sicrano que tanto vituperam pertença geralmente ao bando de rufias rival é outro detalhe reiterado que, geralmente, exaure e avaliza, em absoluto, a virtude e a pureza do peticionário.

Pelo que, no geral, o diagnóstico de Mencken, tanto quanto lúcido em relação ao passado, foi profético em relação ao futuro. Não só da América como num mundo cada vez mais americanizado...

«Em democracia, um partido devota a maior parte das suas energias a tentar provar que o outro partido é impróprio para governar. O problema é que ambos são invariavelmente bem sucedidos nisso e estão ambos certos... Os Estados Unidos nunca geraram uma aristocracia desapegada ou uma inteligentzia realmente inteligente. A sua história é simplesmente um registo de vacilações entre dois gangues de fraudes.»







sábado, setembro 12, 2015

Que descaramento!...


Entretanto, os americanos estão entre surpreendidos e escandalizados. E se os americanos estão, a Nato também está, evidentemente. É que os Russos decidiram, ao que tudo indica,avançar para a Síria. Nem eles, nem os Iranianos parecem muito inclinados a deixar cair Assad (aquele tipo que era urgente afastar para fazer o frete a Israel). E também parecem decididos a estragar mesmo (entenda-se : a combater a sério) o tal Estado Islâmico. E a Al-cagada.
Tudo razões, como é bom de ver, capazes de deixar os americoisos (e a Nato, por osmose) à beira dum ataque de nervos, senão mesmo em vias de escalvarem a peruca de raiva.
Em primeiro lugar, porque os Russos, pasme-se, pretendem atacar o Estado Islâmico, a Al-Cagada e as várias chusmas terroristas, em vez de atacarem o governo da Síria. Mais uma demonstração inequívoca de como Putin não é um democrata e um puggessista.
E em segundo lugar, antecâmara do primeiro, porque os Russos não deixam cair o seu aliado. E isto é que, sobretudo, é chocante e inadmissível para os americanos: uma grande potência a permanecer fiel aos seus compromissos e leal para com os seus aliados. Mesmo nas horas difíceis. Mais anti-democrático que isto não há!...


PS: Cúmulo do despautério: os Russos apelam à cooperação dos americanos (e respectivas colónias europeias) na luta contra o terrorismo. Onde é que este mundo vai parar?...



quinta-feira, setembro 10, 2015

Descubra as diferenças

Na Húngria... 
O Muro da Vergonha, do protofascismo huno e do nacionalismo hediondo:


Em Israel...
O Muro da Virtude, da única Democracia do Médio Oriente (ou até, quiçá, da galáxia) e do sionismo santíssimo:




quarta-feira, setembro 09, 2015