A regra de ouro da socio-política moderna é outro paradoxo: sobe mais alto aquele que conseguir descer mais baixo.
PS: Portanto, Zazie, desculpa este velho céptico: não duvido que conheças anjos; como não duvido que eles voem. Mas voam baixinho. Aqui, no bom sentido, claro está.
terça-feira, janeiro 31, 2006
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Sebastião

A Actual Dívida Americana ascende à módica quantia de USD. 8.162 triliões. Relembro, aos menos hábeis nestas coisa da aritmética, que um trilião equivale a 1 milhão de biliões, sendo ainda que 1 bilião corresponde a 1 milhão de milhões. Esclarecidos?
E andam estes somíticos que nos desgovernam a torturar-nos com um défice de merda. A sujeitar-nos às piores sevícias a pretexto de amendoins.
Será que não percebem que os Estados Unidos são a maior potência mundial precisamente porque têm a maior dívida?!... A grandeza de um país mede-se pela sua capacidade de gastar principiescamente e pagar ficticiamente. Um pouco como as pessoas...
Imaginem que davam um milhão de euros a cada português. Assim mesmo: dado; "toma lá um milhão dele e vai à tua vida. Acabaram-se as choraminguices e a mama atávica do Estado!" Para o efeito, o nosso governo, se fosse realmente eficaz, contraía o devido empréstimo num qualquer banco Internacional. Resultava num valor de dez biliões de euros. Depois, cada qual que tratasse do seu milhão. Investia, viajava, jogava, ia às putas, era lá com ele! Claro está, acabavam-se reformas, caixas de previdência, subsídios para isto e para aquilo, grande parte dos funcionários públicos, a generalidade dos políticos, etc, etc. Na volta, ainda ficava mais barato que o actual Orçamento Geral do Estado. Isto, sim, isto é que era um liberalismo a sério. E socialismo também. Agradava-se a gregos e troianos. Partia tudo em pé de igualdade e todos capitalistas.
Agora reparem, a Dívida daí resultante -os tais dez biliões de euros-, comparada à Dívida do Paraíso Terreal (os Estados Unidos, nunca esqueçam) é uma insignificância: exactamente a distância que vai de dez biliões a 7.999.990 biliões, se as contas não me falham. Ora, enquanto população, a diferença que medeia entre nós, Portugueses, e eles, americanos, é entre dez milhões e 250 milhões. No entanto, cada americano deve qualquer coisa como 32 biliões de dólares, mais coisa menos coisa, e ninguém parece escandalizar-se. Então porque diabo há-de haver escândalo se cada português dever 1 milhão de euros?...
Por outro lado, uma vez que passamos a ser todos ricos, os portugueses, desatamos a criar riqueza, uma farturinha que nunca mais acaba, pelo que em menos de nada o próprio país poderá pagar o empréstimo contraído e ainda extrair lucros consideráveis. Um Eldorado. Até faz crescer água na boca!
E mesmo que, por um qualquer vício idiossincrático, esta malta malbarate o dinheiro todo em telemóveis, automóveis e férias nas Bahamas, mesmo assim, não haverá problema: paga-se à velocidade dos Américas. Ou seja: No dia de São Nunca, à tarde. Até porque uma gota dos juros da dívida deles chega para afogar a totalidade da nossa.
De resto, não vislumbro solução mais perfeita: que cada qual se governe. No pior dos casos, desgoverna-se e arca com as consequências. Não há mais bodes expiatórios. Mas, ao estado a que isto chegou, estou em crer que é preverivel cada qual tratar de si, que meia dúzia destratarem todos.
E com esta breve -mas retumbante - análise, acabo de ultrapassar os liberais pela esquerda, pela direita, por cima, enfim, por todos os lados.
Um verdadeiro Dragão de Matos, o grande educador da classe otária. Mas podem tratar-me apenas por...Sebastião.
Porque de areia percebo. Sou perito em andar em cima dela e não em atirá-la, como estes fulanos empedestalados, aos olhos dos outros.
Punhetices

«Pacheco Pereira lança hoje livro sobre presidenciais»
Há gajos que tocam punhetas. Há gajos que até tocam punhetas ao espelho. É a primeira vez que vejo um gajo que, além de tudo isso, ainda usa o produto da ejaculação precoce para pintar auto-retratos.
Duas perguntas apenas:
1. Para quando o filme (em estilo documentário épico)?
2. Haverá alguém que compre uma merda dessas? (Interrogação claramente retórica: é o mesmo que perguntar "haverá alguém que veja o lixo da TVI?"...)
Luxos desta vida
A moral é o único luxo neste mundo a que os ricos e poderosos não se podem dar. Até porque, paradoxalmente, é um luxo que está reservado, em exclusivo, aos pobrezinhos.
domingo, janeiro 29, 2006
Nota de Rodapé

Na minha última deambulação pela FNAC, passe a publicidade, deparei-me com uma obra que me chamou a atenção: "Conjuring Hitler - How Britain and America made the Third Reich". O autor é um professor de Political Economy, na Universidade de Washington, e chama-se Guido G. Preparata.
Comprei-o e ando a lê-lo. So far, so good. Ainda vou no princípio, mas a coisa promete. Sobre as teses principais ainda não dá para emitir qualquer opinião. Nem, tão pouco, se recomendo ou não a obra.
Para já, deixo-vos apenas com uma nota de rodapé, ainda no prefácio. Mesmo que o resto se venha a revelar frágil, esta nota já justifica os euros que desembolsei.
(A tradução é minha -tenho amigos que não lêem (e muito bem!) inglês - e foi feita em cima do joelho, pois ando com muito pouco tempo para estas coisas).
«A chamada “democracia” é um logro, o sufrágio universal uma máscara. Nos sistemas modernos burocratizados, cujo nascimento data de meados do século dezanove, a organização feudal foi transposta para um nível seguinte, por assim dizer. O objectivo principal daquilo que Tucídides referiu na sua época como synomosiai (literalmente, “conjura”), isto é, as confrarias ocultas que agem por detrás dos clãs dirigentes, tem sido transformar o processo de cobrança de rendas à população (um “free income” na forma de alugueres, encargos financeiros e extorsões similares), tão imperscrutável e impenetrável quanto possível. A tremenda sofisticação, e a muralha propagandista de mistificações engenhosamente divulgadas, em redor do sistema bancário - instrumento principal através do qual os hierarcas expropriam e controlam a riqueza das suas comunidades hospedeiras -, constitui o testemunho límpido desta transformação essencial suportada pela organização oligárquica/feudal na era moderna. O Ocidente passou duma estrutura agrária de baixa tecnologia, assente nas costas de servos privados de direitos, para uma colmeia pós-industrial altamente mecanizada que se nutre da força de não menos desprivilegiados escravos de colarinho-branco ou azul, cujas vidas são hipotecadas para comprarem de acordo com as modas do consumo. Os mais recentes Lordes da Mansão já não são mais avistados a exigir o tributo, desde que passaram a confiar nos mecanismos da contabilidade bancária para esse fim, enquanto os sicofantas da classe média, tais como académicos e publicitários, permaneceram inteiramente leais ao synomosiai. A outra diferença concreta entre o antigamente e o agora reside no enorme aumento de rendimentos da produção industrial (cujo nível potencial, não obstante, tem sido sempre significativamente mais elevado que a produção real, de modo a manter os preços altos). No que respeita à “participação democrática” dos vulgares cidadãos, estes sabem lá bem no fundo dos seus corações que nunca decidem nada de importante, e que a política consiste na arte de influenciar as multidões nesta ou naquela direcção, consoante os desejos ou antecipações dos poucos que possuem as chaves da informação, do conhecimento efectivo (secreto) e da finança. Este pequeno número pode, em determinada altura, estar mais ou menos dividido em facções antagónicas; quanto mais profunda a divisão, mais sangrenta a disputa social. O registo eleitoral do Ocidente no século passado constitui um monumento cintilante à completa inconsequência da “democracia”: apesar de duas guerras de proporções cataclísmicas e um sistema último de representação que produziu uma pletora de partidos, a Europa Ocidental não conheceu alteração significativa na sua constituição socio-económica, enquanto a América, com o passar do tempo, foi-se tornando cada vez mais idêntica à sua própria oligarquia, reduzindo o aparato democrático a um concurso entre duas alas rivais duma estrutura monopartidária ideologicamente compacta, que é, de facto, “lobbyzada” por “grémios” mais ou menos ocultos: o grau de participação pública nesta flagrante falsificação é, conforme se sabe, compreensivelmente baixo: um terço dos cidadãos, no melhor dos casos.»
- G.G. Preparata, "Conjuring Hitler - How Britain and America made the Third Reich"
sábado, janeiro 28, 2006
O regresso do Filho Pródigo

Eis que anda tudo muito preocupado com o Hamas. O "Hamas não quer a paz", peroram, numa chinfrineira desgraçada, os papagaios de serviço. O Hamas, essa monstruosidade.
De facto, para a paz, o Hamas, é bem capaz de não ter sido o melhor evento. Mas para os sionistas, caiu que nem ginjas.
Basta lembrarmos quem amparou e alimentou o monstro, desde os seus tempos de pequenino...
A esse propósito, este artigo com um título esclarecedor: "Hamas, Son of Israel - The Israelis birthed and nurtured their Islamist nemesis."
Transcrevo:
«Amid all the howls of pain and gnashing of teeth over the triumph of Hamas in the Palestinian elections, one fact remains relatively obscure, albeit highly relevant: Israel did much to launch Hamas as an effective force in the occupied territories. If ever there was a clear case of "blowback," then this is it. As Richard Sale pointed out in a piece for UPI:
"Israel and Hamas may currently be locked in deadly combat, but, according to several current and former U.S. intelligence officials, beginning in the late 1970s, Tel Aviv gave direct and indirect financial aid to Hamas over a period of years. Israel 'aided Hamas directly – the Israelis wanted to use it as a counterbalance to the PLO (Palestinian Liberation Organization),' said Tony Cordesman, Middle East analyst for the Center for Strategic [and International] Studies. Israel's support for Hamas 'was a direct attempt to divide and dilute support for a strong, secular PLO by using a competing religious alternative,' said a former senior CIA official."
Middle East analyst Ray Hanania concurs:
"In addition to hoping to turn the Palestinian masses away from Arafat and the PLO, the Likud leadership believed they could achieve a workable alliance with Islamic, anti-Arafat forces that would also extend Israel's control over the occupied territories."
In a conscious effort to undermine the Palestine Liberation Organization and the leadership of Yasser Arafat, in 1978 the government of then-Prime Minister Menachem Begin approved the application of Sheik Ahmad Yassin to start a "humanitarian" organization known as the Islamic Association, or Mujama. The roots of this Islamist group were in the fundamentalist Muslim Brotherhood, and this was the seed that eventually grew into Hamas – but not before it was amply fertilized and nurtured with Israeli funding and political support.
Begin and his successor, Yitzhak Shamir, launched an effort to undercut the PLO, creating the so-called Village Leagues, composed of local councils of handpicked Palestinians who were willing to collaborate with Israel – and, in return, were put on the Israeli payroll. Sheik Yassin and his followers soon became a force within the Village Leagues. This tactical alliance between Yassin and the Israelis was based on a shared antipathy to the militantly secular and leftist PLO: the Israelis allowed Yassin's group to publish a newspaper and set up an extensive network of charitable organizations, which collected funds not only from the Israelis but also from Arab states opposed to Arafat.
Ami Isseroff, writing on MideastWeb, shows how the Israelis deliberately promoted the Islamists of the future Hamas by helping them turn the Islamic University of Gaza into a base from which the group recruited activists – and the suicide bombers of tomorrow. As the only higher-education facility in the Gaza strip, and the only such institution open to Palestinians since Anwar Sadat closed Egyptian colleges to them, IUG contained within its grounds the seeds of the future Palestinian state. When a conflict arose over religious issues, however, the Israeli authorities sided with the Islamists against the secularists of the Fatah-PLO mainstream. As Isseroff relates, the Islamists
"Encouraged Israeli authorities to dismiss their opponents in the committee in February of 1981, resulting in subsequent Islamisation of IUG policy and staff (including the obligation on women to wear the hijab and thobe and separate entrances for men and women), and enforced by violence and ostracization of dissenters. Tacit complicity from both university and Israeli authorities allowed Mujama to keep a weapons cache to use against secularists. By the mid 1980s, it was the largest university in occupied territories with 4,500 students, and student elections were won handily by Mujama."
Again, the motive was to offset Arafat's influence and divide the Palestinians. In the short term, this may have worked to some extent; in the longer term, however, it backfired badly – as demonstrated by the results of the recent Palestinian election.
The Hamas infrastructure of mosques, clinics, kindergartens, and other educational institutions flourished not only because they were lavishly funded, but also due to being efficiently run. Sheik Yassin and the future leaders of Hamas acquired a reputation for "clean" governance and good administrative practices, which would greatly aid them – especially in comparison to the PLO, which was widely perceived as corrupt. Indeed, "clean government" – and not the necessity of armed struggle – was the main theme of their successful election campaign.
The response of Israel and the U.S. has been shock, horror – and a stated refusal to deal with any government dominated by Hamas. U.S. congressional leaders – who unhelpfully passed a resolution prior to the Palestinian poll that demanded Hamas be banned from running – are now calling the entire "peace process" into question. Yet no one acknowledges that the victory of the Suicide Bombers Party demonstrated, in practice, an ancient principle expressed, I believe, by no less an authority than the Bible (Galatians 6:7):
"Be not deceived. God is not mocked: for whatsoever a man soweth, that shall he also reap."
This "blowback" principle applies to Hamas not only insofar as Israel was involved in funding and encouraging Mujama, but also, after the consolidation of Hamas as an armed group, due to Israeli military policy. The much-touted "withdrawal," which amounts to Israel giving up Gaza while strengthening its hand elsewhere in the occupied territories, has been grist for the radical Islamist mill, as has the Wall of Separation and the attempt to quash the vote in East Jerusalem. Israel's relentless offensive against its perceived enemies – first Fatah, now Hamas and Islamic Jihad – has created a backlash and solidified support for fundamentalist extremist factions in the Palestinian community.
Likewise, the victory of Hamas will embolden the ultra-Zionists in Israel, who similarly mix a fanatic theology with faith in a military "solution" to the Palestinian "problem." The electoral victory of Hamas was only a few hours old before Benjamin "Bibi" Netanyahu went on television explaining why any concessions to the Palestinians – including the Gaza pullback – only served to embolden the most radical elements, such as Hamas.
The stricken Ariel Sharon lies in his hospital bed, unconscious – while his unilateral "land for peace" plan suffers from a very similar condition. Sharon's newly-formed Kadima Party is the big potential loser in all this, with Netanyahu's Likud looking to gain bigtime. The irony is that, as defense minister, it was Sharon who helped conceive and oversee the Village Leagues scheme that did so much to implant and empower Hamas. Like some Middle Eastern version of Dr. Frankenstein, he wound up being struck down by his own monstrous creation.
There is a lesson in there, somewhere, though it isn't one the Israelis or their American sponsors seem capable of learning just yet.
The idea that voting is some kind of panacea that will cleanse the Middle East of a self-defeating radicalism is an illusion that died a painful death with the election victory of Hamas. It had earlier suffered near-fatal convulsions with the ascension to power in Iraq of a Shi'ite fundamentalist coalition closely tied to Iran. The bitch-goddess of capital-D Democracy is a fickle and often perversely cruel deity, whose worshippers have been hit with a one-two punch as they seek to transform an entire region according to the canons of their peculiar dogma»
«Amid all the howls of pain and gnashing of teeth over the triumph of Hamas in the Palestinian elections, one fact remains relatively obscure, albeit highly relevant: Israel did much to launch Hamas as an effective force in the occupied territories. If ever there was a clear case of "blowback," then this is it. As Richard Sale pointed out in a piece for UPI:
"Israel and Hamas may currently be locked in deadly combat, but, according to several current and former U.S. intelligence officials, beginning in the late 1970s, Tel Aviv gave direct and indirect financial aid to Hamas over a period of years. Israel 'aided Hamas directly – the Israelis wanted to use it as a counterbalance to the PLO (Palestinian Liberation Organization),' said Tony Cordesman, Middle East analyst for the Center for Strategic [and International] Studies. Israel's support for Hamas 'was a direct attempt to divide and dilute support for a strong, secular PLO by using a competing religious alternative,' said a former senior CIA official."
Middle East analyst Ray Hanania concurs:
"In addition to hoping to turn the Palestinian masses away from Arafat and the PLO, the Likud leadership believed they could achieve a workable alliance with Islamic, anti-Arafat forces that would also extend Israel's control over the occupied territories."
In a conscious effort to undermine the Palestine Liberation Organization and the leadership of Yasser Arafat, in 1978 the government of then-Prime Minister Menachem Begin approved the application of Sheik Ahmad Yassin to start a "humanitarian" organization known as the Islamic Association, or Mujama. The roots of this Islamist group were in the fundamentalist Muslim Brotherhood, and this was the seed that eventually grew into Hamas – but not before it was amply fertilized and nurtured with Israeli funding and political support.
Begin and his successor, Yitzhak Shamir, launched an effort to undercut the PLO, creating the so-called Village Leagues, composed of local councils of handpicked Palestinians who were willing to collaborate with Israel – and, in return, were put on the Israeli payroll. Sheik Yassin and his followers soon became a force within the Village Leagues. This tactical alliance between Yassin and the Israelis was based on a shared antipathy to the militantly secular and leftist PLO: the Israelis allowed Yassin's group to publish a newspaper and set up an extensive network of charitable organizations, which collected funds not only from the Israelis but also from Arab states opposed to Arafat.
Ami Isseroff, writing on MideastWeb, shows how the Israelis deliberately promoted the Islamists of the future Hamas by helping them turn the Islamic University of Gaza into a base from which the group recruited activists – and the suicide bombers of tomorrow. As the only higher-education facility in the Gaza strip, and the only such institution open to Palestinians since Anwar Sadat closed Egyptian colleges to them, IUG contained within its grounds the seeds of the future Palestinian state. When a conflict arose over religious issues, however, the Israeli authorities sided with the Islamists against the secularists of the Fatah-PLO mainstream. As Isseroff relates, the Islamists
"Encouraged Israeli authorities to dismiss their opponents in the committee in February of 1981, resulting in subsequent Islamisation of IUG policy and staff (including the obligation on women to wear the hijab and thobe and separate entrances for men and women), and enforced by violence and ostracization of dissenters. Tacit complicity from both university and Israeli authorities allowed Mujama to keep a weapons cache to use against secularists. By the mid 1980s, it was the largest university in occupied territories with 4,500 students, and student elections were won handily by Mujama."
Again, the motive was to offset Arafat's influence and divide the Palestinians. In the short term, this may have worked to some extent; in the longer term, however, it backfired badly – as demonstrated by the results of the recent Palestinian election.
The Hamas infrastructure of mosques, clinics, kindergartens, and other educational institutions flourished not only because they were lavishly funded, but also due to being efficiently run. Sheik Yassin and the future leaders of Hamas acquired a reputation for "clean" governance and good administrative practices, which would greatly aid them – especially in comparison to the PLO, which was widely perceived as corrupt. Indeed, "clean government" – and not the necessity of armed struggle – was the main theme of their successful election campaign.
The response of Israel and the U.S. has been shock, horror – and a stated refusal to deal with any government dominated by Hamas. U.S. congressional leaders – who unhelpfully passed a resolution prior to the Palestinian poll that demanded Hamas be banned from running – are now calling the entire "peace process" into question. Yet no one acknowledges that the victory of the Suicide Bombers Party demonstrated, in practice, an ancient principle expressed, I believe, by no less an authority than the Bible (Galatians 6:7):
"Be not deceived. God is not mocked: for whatsoever a man soweth, that shall he also reap."
This "blowback" principle applies to Hamas not only insofar as Israel was involved in funding and encouraging Mujama, but also, after the consolidation of Hamas as an armed group, due to Israeli military policy. The much-touted "withdrawal," which amounts to Israel giving up Gaza while strengthening its hand elsewhere in the occupied territories, has been grist for the radical Islamist mill, as has the Wall of Separation and the attempt to quash the vote in East Jerusalem. Israel's relentless offensive against its perceived enemies – first Fatah, now Hamas and Islamic Jihad – has created a backlash and solidified support for fundamentalist extremist factions in the Palestinian community.
Likewise, the victory of Hamas will embolden the ultra-Zionists in Israel, who similarly mix a fanatic theology with faith in a military "solution" to the Palestinian "problem." The electoral victory of Hamas was only a few hours old before Benjamin "Bibi" Netanyahu went on television explaining why any concessions to the Palestinians – including the Gaza pullback – only served to embolden the most radical elements, such as Hamas.
The stricken Ariel Sharon lies in his hospital bed, unconscious – while his unilateral "land for peace" plan suffers from a very similar condition. Sharon's newly-formed Kadima Party is the big potential loser in all this, with Netanyahu's Likud looking to gain bigtime. The irony is that, as defense minister, it was Sharon who helped conceive and oversee the Village Leagues scheme that did so much to implant and empower Hamas. Like some Middle Eastern version of Dr. Frankenstein, he wound up being struck down by his own monstrous creation.
There is a lesson in there, somewhere, though it isn't one the Israelis or their American sponsors seem capable of learning just yet.
The idea that voting is some kind of panacea that will cleanse the Middle East of a self-defeating radicalism is an illusion that died a painful death with the election victory of Hamas. It had earlier suffered near-fatal convulsions with the ascension to power in Iraq of a Shi'ite fundamentalist coalition closely tied to Iran. The bitch-goddess of capital-D Democracy is a fickle and often perversely cruel deity, whose worshippers have been hit with a one-two punch as they seek to transform an entire region according to the canons of their peculiar dogma»
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Esclarecimento comentarial
Neste momento, os comentários deste blogue são sorteados em cada postal. Na altura de publicar o dito cujo, atiro moeda ao ar. Se sair caras, "enablo" coments; se sair coroas, "não enablo". Até agora, por capricho da sorte, só tem saído coroas. Nem sabem como isto me penaliza.
De futuro, estou a pensar ensaiar outras modalidades. Por exemplo, adoptar horários, como nas repartições - abrir das tantas horas às tantas horas, encerrando aos sábados, domingos e dias feriados. Ou então como nos restaurantes, só com um dia semanal de descanso. Ou em horário de discoteca, da meia-noite às cinco. Bomba de gasolina é que nunca mais!...
Também posso sortear horários. Ou abrir de surpresa, aleatoriamente, transformando numa excitante lotaria a possibilidade do leitor encontrar aqui os "comentários abertos". Enfim, um mundo de novas modalidades a descobrir. E a experimentar.
O Dragoscópio sempre na vanguarda!... (genial, este marketing, hein?!... aposto que os liberalóides até se vão roer todos de inveja.)
Bem, e agora vamos ao sorteio para este exemplar. Cá vai a moeda...
De futuro, estou a pensar ensaiar outras modalidades. Por exemplo, adoptar horários, como nas repartições - abrir das tantas horas às tantas horas, encerrando aos sábados, domingos e dias feriados. Ou então como nos restaurantes, só com um dia semanal de descanso. Ou em horário de discoteca, da meia-noite às cinco. Bomba de gasolina é que nunca mais!...
Também posso sortear horários. Ou abrir de surpresa, aleatoriamente, transformando numa excitante lotaria a possibilidade do leitor encontrar aqui os "comentários abertos". Enfim, um mundo de novas modalidades a descobrir. E a experimentar.
O Dragoscópio sempre na vanguarda!... (genial, este marketing, hein?!... aposto que os liberalóides até se vão roer todos de inveja.)
Bem, e agora vamos ao sorteio para este exemplar. Cá vai a moeda...
Mozart

Pois, já toda a gente sabe, mas esta é daquelas efemérides que eu não podia deixar passar em claro: Faz hoje 250 anos que nasceu Mozart. Mais que um génio: uma das raras, mas incontestáveis, provas da existência de Deus.
Tenho uma relação especial com o concerto para piano nº 23. Excepto se for tocado pelos dedos marteleiros da Maria João Pires. Alguém devia dizer à senhora que não tem o mínimo jeito -já nem falo em talento -, para Mozart. Que se atire ao Chopin, ao Schubert, ao Conjunto Maria Albertina, mas deixe o Wolfgang em paz.
Quem tiver dúvidas, oiça os concertos para piano tocados pelo Rubinstein, ou até pelo Serkin, e depois compare. É a diferença entre um piano tocado e um piano martelado. As coisas simples são as mais difíceis. E as mais geniais também. A arte não é para tecnocratas -neste caso: teclocratas.
Tenho uma relação especial com o concerto para piano nº 23. Excepto se for tocado pelos dedos marteleiros da Maria João Pires. Alguém devia dizer à senhora que não tem o mínimo jeito -já nem falo em talento -, para Mozart. Que se atire ao Chopin, ao Schubert, ao Conjunto Maria Albertina, mas deixe o Wolfgang em paz.
Quem tiver dúvidas, oiça os concertos para piano tocados pelo Rubinstein, ou até pelo Serkin, e depois compare. É a diferença entre um piano tocado e um piano martelado. As coisas simples são as mais difíceis. E as mais geniais também. A arte não é para tecnocratas -neste caso: teclocratas.
Direi mais: a tal Pires a "pianar" Mozart é um acto de puro terrorismo musical. Destila a emoção de uma máquina de escrever. E reclama colete de forças.
À espera de um milagre
«Listas de espera: 234 mil portugueses aguardam por cirurgias.»
E um número indeterminado, mas para cima de vários milhões, aguarda por um milagre: uns, que lhe nasçam de novo testículos; e os restantes, calculados em mais do dobro, que apareça um dador de cérebro.
E um número indeterminado, mas para cima de vários milhões, aguarda por um milagre: uns, que lhe nasçam de novo testículos; e os restantes, calculados em mais do dobro, que apareça um dador de cérebro.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Detrás das aparências

Há indícios de que a escalada retórica do presidente Iraniano, afinal, não é tão destrambelhada quanto parece.
Pelo contrário, «his provocative rhetoric has paid off. He has strengthened his position at home and made himself the toast of the Muslim street. And panic over a possible war sent the Dow plunging 200 points last Friday, wiping out $200 billion in U.S. shareholders' equity, a loss almost equal to the cost of the Iraq war.
And with the price of a barrel of oil spiking $10 to near $70, Iran, which exports 2.5 million barrels daily, has seen revenues rise $25 million a day. Other oil-producing nations, like Hugo Chavez's Venezuela, also are reaping windfall profits.
The jolts to the Dow and NASDAQ, and Tehran's warnings that sanctions could be met with an oil embargo that could send prices to $100 a barrel, seem to have caused second thoughts in the Bush camp about the wisdom of a confrontation.»
Vale a pena ler o artigo completo de Patrick J. Buchanan. Com a lucidez do costume.
Naturalmente, tudo isto também não é um mau negócio para as petrolíferas. E para o petrodólar, por enquanto, também não vai nada mal.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
O Rainho de Hortugal
A ter em atenção o exemplar monolítico que lá temos plantado no topo, vai para dez anos, é duvidoso que o nosso regime político possa ser classificado como uma república. Tão pouco reúne as características puras duma monarquia. Eu diria que é um híbrido, quiçá uma quimera, entre ambos. Uma monarpública ou uma reinarquia, por assim dizer.
De facto, é preciso os nossos monárquicos de plantão andarem um pouco catatónicos, ou emparvoecidos com as proezas da família Câmara Pereira e bobos associados, para ainda não terem percebido que, se bem que não tenhamos ainda o rei de volta, já tivemos, pelo menos, um rainho. Nesse desempenho, o nosso Gorge Sampaio, condecorador e larga-comendas compulsivo, constituiu mesmo um paradigma. Se é certo que teve na Rainha de Inglaterra o seu ai jesus, não é menos evidente que a mimicou e transcendeu com requintes gongóricos.
Obstar-me-ão com o seu momento de glória, de inusitada virilidade, quando atirou do cavalo abaixo com o desgoverno do mentecapto Santana e respectiva comandita. Que isso, essa intervenção masculina, jamais seria digna duma rainha. Que isso não mais consubstanciou que a sua índole cavilosa e maçónica, a sua jacobinite empedernida. Bonito!...
Mas, senhores, qual intervenção? Mas houve realmente alguma intervenção? Substituir o desgoverno do Santana - continuação do desgoverno do Durão, herdeiro do desgoverno do Guterres e ab aeternum-, pelo desgoverno do Sócrates, faz alguma diferença que se veja? Tirando essas questões fundamentais e fracturantes para o futuro da humanidade, que preenchem o vosso imaginário e esgotam a vossa indignação –como são os gays em ânsias de matrimónio, a chacina ao desbarato de embriões ou de tetraplégicos vegetais agrilhoados a uma máquina de hospital, os desgraçadinhos da Cochinchina, etc -, restará alguma dissemelhança? O assalto do aparelho partidário às tetas do Estado não é gémeo? A venda a retalho do país não é igual? A delapidação do erário em mordomias e sinecuras não é tirada a papel químico? A promiscuidade com empreiteiros e o regabofe de comissões em contratos, não corre ao despique? E no resto não cumprem todos eles, com desvelo de eunuco, as "directivas comunitárias"?
Mas voltemos ao Rainho.
Está de abalada. Vê esboroarem-se os últimos dias do seu rainhado. Já lá vem o substituto.
Num país em que o sufrágio se tornou, por regra, antecâmara de naufrágio, manda a prudência –e o calo -, que não alimentemos grandes expectativas, para não termos depois que arcar com gordas desilusões. Aguardemos.
Entretanto, sobre este singular hiato de dez anos na nossa história, nem reinado, nem presidência, proponho que fique catalogado para a posteridade como a Nularquia (ou Ausência) de Gorge I, o Con-Decorador.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Os cripto-judeus, e outras teorias (da conspiração, claro. Ou então escuro.)

Tropecei nisto por acaso.
Provavelmente, é mais um a tentar fazer umas coroas com a venda duns livros carregados de peripécias e enredos conspirativos.
Mas fala dumas criaturas curiosas: os cripto-judeus.
O que é um cripto-judeu? - Pelos vistos, é um judeu disfarçado de não-judeu. Exemplos: Lenine, Trotsky, Krushev, Hillary Clinton, John Kerry, Madeleine Albright (esta, eu sabia), etc. Segundo o autor, o sr. Texe Marrs, não sei se sob o efeito de cogumelos alucinogéneos ou não, o camarada Stalin também lia avidamente o Talmud, no que, de resto, é imitado religiosamente pelo Grande Líder da Global Jerusalém, o camarada George W. Bush. Na fotografia, em epígrafe, podemos mesmo testemunhá-lo a caminho da catequese. Reparem com que enlevo ele transporta o Tal Mud debaixo do braço. Aproveita para fazer ginástica, que aquilo ainda deve pesar uns quilitos. A não ser que seja uma montagem. Ele há malucos capazes de tudo.
Mas o mais alucinante é a revelação, ainda e sempre segundo não o Tal Mud mas o tal Marrs, de que o próprio George W.Bush é um cripto-judeu. E ele diz ter provas disso. Não sei se ele se refere à actual política externa dos Estados Unidos, mas penso que não. No entanto, essa seria a única prova que todos lhe concederíamos logo, sem objecções, como quase irrefutável.
Enfim, tudo isto não deve passar duma cabala anti-semita. Mas deixa-me em sobressalto. Aguardo a todo o instante esclarecimentos de peritos na matéria, em especial o comentador ambulante, Nelson Buiça, judeologo encartado; ou então a senhora Esther Mikzsshchliksch, ou lá como se chama (ou algum dos seus apaniguados itinerantes).
Lembro-me, entretanto, do nosso Gorge Sampaio, e a minha angústia aumenta.
Junto ainda uma fotografia das cozinhas da Casa Branca, visivelmente atulhada de rabinos:

Uma coisa é certa, controlando-lhe e urdindo-lhe, ao Presidente Bush, o input do aparelho digestivo, controlam-lhe e predeterminam-lhe o output. Aliás, tudo indica que fizeram dele um pepsodependente: é cada vez mais notório que governa da retrete.
A Taxanálise
Ocorreu-me o seguinte negócio: taxanálise.
O que é a taxanalise?, perguntará o leitor. Isto, obviamente, se for um ingénuo que incautamente por aqui vá a passar. Porque se pertence a essa elite da humanidade que devota a este blogue os requintes da visita habitual, prescinde da interrogação e avança logo para a conjectura marinada de certeza: "o que é que este bandido terá aprontado desta vez?"
Bem, para uns e outros, que todos somados não devem ultrapassar a dúzia, passo a explicar.
Dito grosseiramente, a taxanálise é uma nova e revolucionária forma de psicanálise. Contudo, dito em bom rigor, a taxanálise está para a psicanálise como a psicanálise esteve, há coisa de cem anos atrás, para a confissão católica. (Ora aí está. O leitor incauto começa já a vislumbrar uma pequena luz ao fundo do túnel; o leitor habitual, por seu turno, contrai as solertes feições num sorriso de sacanice cúmplice.)
Quer dizer, assim como aquele judeu muito esperto chamado Sigmundo descobriu que para sacar confissões a tansos era muito mais vantajoso deitá-los num sofá que sentá-los num banco de madeira, eu descobri (bem, eu e o sacana do Caguinchas) que sentá-los num táxi, às voltas pela cidade, peregrinando semáforos, engarrafamentos e viadutos, usufrui de proveitos ainda mais sobrexcelsos. Além de que se trata duma inversão, a todos os títulos vantajosa, dos termos em que decorrem geralmente as viagens naquele singular meio de transporte: em vez do passageiro ser matraqueado com as divagações –em tom por regra vociferante - do chauffeur acerca da péssima qualidade dos produtos extraconjugais das mães de políticos, árbitros e presidentes de clubes rivais deste país, passará a ser ele, o cliente (doravante paciente), a apresentar as suas queixas unilaterais acerca da amostra (neles bem patente) do resultado das fogosidades ilegítimas da sua.
Neste momento, para que este prometedor nicho de mercado não continue votado a uma negligência escandalosa, já entabulámos negociações para aquisição duma viatura apropriada. Uma daquelas espaçosas, solenes, que as Funerárias usam para trasladações derradeiras. Segundo o Caguinchas, permitem que o paciente se deite e viaje mais confortável. Sentir-se-á mais descontraído e sugestionado à retrospectiva. Fui forçado a concordar. Vamos até manter a urna e os arranjos florais. Basta mudar a pintura –talvez para amarelo torrado (o Caguinchas queria, por força, vermelho, mas eu vetei energicamente: "foda-se, Caguinchas, somos taxanalistas, não somos bombeiros!..") -, acrescentar umas luzes psicadélicas, o indispensável taxímetro, música ambiente e um terminal de vending (tabaco, cafés, chocolates, preservativos, etc). Não é preciso ser um génio para calcular que, dada a quantidade de mortos-vivos que infestam a cidade, estamos perante um empreendimento condenado ao mais estrondoso sucesso.
Que ninguém pense em roubar-nos a ideia. Já foi devidamente patenteada.
A partir de março, aproveitem. Numa fase inicial, de promoção, não vamos cobrar a bandeirada. E, sim, as nossas "urnas de viagem" serão ortopédicas, unissexo e amigas do ambiente.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
A Bolsa do Petróleo de Teerão
Um artigo a não perder. Especialmente, para quem esteja interessado em perceber o que realmente está em jogo na actual crise do Irão.
Transcrevo alguns excertos, mas é um artigo que merece ser lido e digerido com atenção.
No fundo, é um esquema simples. E antigo. A Mão Invisível e inefável do Deus Mercado, sem um Cacete bem visível e palpável, não serve para nada. A não ser, talvez, para titilar a imaginação delirante de certa garotagem microcéfala.
Desde a pré-história, ou desde Caim, se preferirem, o que evoluiu foram os meios. Os princípios e os fins, esses, continuam os mesmos. O réptil comanda a vida.
E agora, em directo e ao vivo, o Apocalipse!
Para acabar duma vez por todas com mistérios e suspenses, eis o nome do Homem:
CÉSAR AUGUSTO DRAGÃO.
Ao vosso dispor.
Se fosse um desses penteadinhos mentais, com laca nas ideias, cujo sonho maior é tornarem-se uma marca de preservativos famosa, doravante passaria a assinar CAD. Mas como não sou - e preferia atirar-me numa passagem de nível a descambar num desnível desses!-, continuarei com o nome por que todos me conhecem. Venho duma família cheia de tradições e compete-me honrar os ancestrais; ao contrário desta malta de agora, filhos de punhetas mal feitas, lusófobos, que só fazem é abominar os deles por não terem emigrado para o Novo Mundo.
CÉSAR AUGUSTO DRAGÃO.
Ao vosso dispor.
Se fosse um desses penteadinhos mentais, com laca nas ideias, cujo sonho maior é tornarem-se uma marca de preservativos famosa, doravante passaria a assinar CAD. Mas como não sou - e preferia atirar-me numa passagem de nível a descambar num desnível desses!-, continuarei com o nome por que todos me conhecem. Venho duma família cheia de tradições e compete-me honrar os ancestrais; ao contrário desta malta de agora, filhos de punhetas mal feitas, lusófobos, que só fazem é abominar os deles por não terem emigrado para o Novo Mundo.
Além do mais, parece que a sigla só é chique, cúmulo de chique, própria de Damasozinho, em se iniciando por JP. Ora, faltando-me esse detalhe essencial, mesmo que, por um qualquer acesso merdoso, me desse para armar ao pingarelho, não poderia. O pedigree, ou se tem, ou não se tem. Eu, graças a Deus, não tenho.
Entretanto, o meu curriculum, que é vasto, e cheio de peripécias, será publicado em breve, por capítulos. Começarei, naturalmente, pelo nascimento, essa data gloriosa para o Cosmos e nefasta para o seu cancro maligno: a (des)Humanidade em geral.
Volto já.
Entretanto, o meu curriculum, que é vasto, e cheio de peripécias, será publicado em breve, por capítulos. Começarei, naturalmente, pelo nascimento, essa data gloriosa para o Cosmos e nefasta para o seu cancro maligno: a (des)Humanidade em geral.
Volto já.
domingo, janeiro 22, 2006
A Democracia a martelo

Acerca das duas obras de Thomas Barnett -The Pentagon's New Map e Blueprint for Action - dois excelentes e elucidativos comentários:
John Robb - «Barnett strongly advocates that the Pentagon should be reorganized into a factory for rapidly "processing" failed states into useful global participants (for which he provides an A to Z plan). The objective of this new capability would be to shrink the global "gap" of failed and rogue states to accelerate the end of history (in Fukuyama's sense). Unfortunately, Barnett's thesis has become increasingly central to the Pentagon's (Rumsfeld) and the Department of State's (Rice) planning for the future. »
sábado, janeiro 21, 2006
Remate de mais um incidente

E mais que as matilhas todas deste mundo
os sabujos e mastins que a trela promove,
manda a vontade que me ata ao blogue
- a de El-Rei D. João Segundo!...
O Único reparo que me merece mais esta saloiada eleitoraleira que ontem terminou:
Pior, muito pior, que a substância dos candidatos, é a qualidade das moscas que orbitam e zumbem, excitadas, em redor. Adivinha-se banquete.
Mandar toda esta gentinha para a puta que os pariu seria escusado. O ideal era que nunca de lá tivessem saído.
Mas também, uma nação com filhos desta categoria há muito que deixou de os parir: caga-os.
A criptocracia que não nos alumia

Aturdido nas suas amplas liberdades imaginárias, há uma coisa de que o povo soberaninho da fábula pode ter absoluta certeza: escolhe quem aparentemente o governa, mas não elege aqueles que influenciam e forjam as decisões de quem o governa. Quer dizer: escolhe as marionetes, mas desconhece o bonequeiro. Erra entre Cila e Caribdis, entre a Burocracia e a Criptocracia. Ou melhor, entretém-se com a primeira e formigueja cegamente ao serviço da segunda.
Para um misantropo, não deixa de ser um espectaculo bonito.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Novas da Sinarquia

Entretanto, coisa rara: o "chefe de fila" dos Bilderbergues deu uma entrevista. Leiam aqui.
«I don't think (we are) a global ruling class because I don't think a global ruling class exists. I simply think it's people who have influence interested to speak to other people who have influence,», diz ele, o Visconde Davignon. Pois claro. Tudo bons rapazes. Um mero piquenique. Ou Business Gang-Bang.
Naturalmente, trata-se duma pura coincidência. Nem nos passaria pela cabeça outra coisa. E já agora recordemos: Santana Lopes e Sócrates, os nossos últimos PMs, também por lá passaram. Quem tiver reclamações a fazer, já sabe onde se dirigir...
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